Resolvi então reeditar um Post sobre o tema da estratégia explícia e da operação competente para ajudar nestas reflexões.
Todo o empresário tem uma estratégia que ele julga ser visível para todos na sua empresa, assim como, julga que a sua operação é competente.
Em termos de estratégia, não é isso que encontramos na prática das nossas intervenções como consultor. Podemos afirmar que somente 5 % da força de trabalho compreende a estratégica de negócio da sua organização; que somente 25% dos gerentes vinculam os incentivos à estratégia; que 60 % das empresas não associa o orçamento à estratégia; que 85 % das equipes de gestão dedica menos de uma hora por mês para discutir temas estratégicos.
Em termos de operações, apesar dos programas de qualidade e produtividade não serem mais diferenciais e sim, meros pré-requisitos para se ter um negócio, encontramos muito poucas organizações com um processo de melhorias vinculadas à qualidade em pleno funcionamento. Adicionalmente, se analisarmos outro componente importante para o sucesso das operações, ou seja, a existência de um programa de gerenciamento das competências chaves do negócio, a situação fica mais rara ainda.
Onde encontramos as razões para essa realidade? Em primeiro lugar, pela crença de uma esmagadora maioria de executivos que julgam ser a estratégia preocupação do principal dirigente (e de uma minoria ao seu redor). Em segundo lugar, pela ausência de uma metodologia simples e objetiva que permita a cúpula levar a estratégia a todos os níveis hierárquicos da empresa. Em terceiro lugar, pela ausência de uma prontidão estratégica por parte da equipe de colaboradores, que, mesmo quando a estratégia é explícita, não se organizam para desenvolver ações e iniciativas que sejam operacionalmente competentes para atingir os objetivos estratégicos.
Então o que podem os executivos fazer para mudar essa realidade? Em primeiro lugar, formalizar um processo de planejamento estratégico na sua organização que revalide sua missão empresarial, seus valores chaves, e, principalmente, estabeleça uma visão de futuro e uma estratégia de negócios capaz de envolver as mentes e os corações de toda a equipe chave. Em segundo lugar, adotar a ferramenta “balanced scorecard” para implantar a sua estratégia de negócio em toda a organização. Em terceiro lugar, implantar um programa de qualidade e produtividade, bem como, um programa de gestão das competências, para tornar seus processos internos altamente produtivos e que criem de fato valor para os clientes. E, por último, implementem um processo de governança corporativa, que mescle especialistas internos e externos num conselho ou comitê de gestão (formal ou não), capaz de reavaliar mensalmente todos os indicadores chaves de desempenho da organização.
Assim, a estratégia deixa de ser incerta, e, a operação, passa a ser competente.
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