terça-feira, 24 de junho de 2014

Ano 3 Post 68 - O que faz de você vencedor ou perdedor?


 
 
Estamos reproduzindo um novo texto que foi publicado no Administradores.com de autoria de Flávio Augusto.
Espero que gostem
 
 
 
 
 
Campeões sabem do seu valor e não se desencorajam quando a sociedade os vê com desprezo e como parte de uma grande massa desqualificada por não terem um sobrenome.
 
 

 
Mas, afinal, o que é ser um campeão?
É cumprir sua missão.
É não mudar de lado por conveniência.
É guardar a fé até o fim.
É ter raízes profundas.
É jamais desistir.
É cumprir suas metas e propósitos.
Afaste-se dos perdedores
Aprenda com seus erros.
Não ceda à filosofia coitadista dos perdedores.
Rejeite seus valores.
E, de preferência, não seja um perdedor.
Mas, afinal, o que é ser um perdedor?
É não ter um ideal pelo qual lutar, deixando a vida levar.
É alterar seu comportamento e valores por conveniência.
É se sentir vítima em vez de autor de sua história.
É ter uma desculpa na ponta da língua para não cumprir seus compromissos.
É sempre desistir pelo calor das primeiras dificuldades.
Campeões puxam a responsabilidade para si. Perdedores acreditam que dependem de terceiros e têm uma frase preferida: "Não é bem assim. Na teoria, é muito fácil falar, mas, na prática..."
Campeões são as melhores companhias da superação. Perdedores param porque está doendo.
Campeões sentem-se estimulados pelos abutres que tentam lhes desmotivar. Perdedores sentem-se consolados pelos abutres, porque encontram argumentos compreensivos para sua fraqueza.
Campeões têm seu foco no troféu e na recompensa. Perdedores têm seu foco no processo, nas dificuldades e naquilo em que eles não sentem prazer durante sua jornada. A frase muito utilizada pelos perdedores para desistir é: "Eu preciso fazer algo que eu amo". Campeões amam a vitória, ainda que, em alguns momentos, a jornada não seja tão prazerosa quanto eles gostariam.
Campeões fazem a diferença no mundo. Perdedores fazem parte de uma grande massa de descontentes que desfruta dos avanços promovidos pelos campeões.
Temos campeões em missões humanitárias, na área científica, no teatro, nos esportes, em assistência social e em todas os setores da sociedade. Campeões sempre são recompensados, mas não necessariamente com dinheiro, a depender da missão escolhida por cada um.

Temos perdedores na política, na medicina, no mundo dos negócios, na classe operária, nas universidades. Há muitos perdedores ricos, em especial os incompetentes que desviaram dinheiro público e que, por isso, engrossam as filas dos consultórios psiquiátricos para consumir drogas antidepressivas para aliviar sua dor de consciência ao descobrirem que, de fato, o crime não compensa.
Nossa conta bancária não é capaz de nos fazer campeões, nem os nossos bens, diplomas ou títulos. Quando cumprimos nossa missão e estamos dispostos a dar a nossa vida por nosso ideal, frequentemente alcançamos os resultados necessários para sermos reconhecidos dentro do seleto grupo dos campeões.
Campeões sabem do seu valor e não se desencorajam quando a sociedade os vê com desprezo e como parte de uma grande massa desqualificada por não terem um sobrenome. Por outro lado, os campeões também não se iludem, mesmo depois de seu sucesso, quando essa mesma sociedade passa a lhe dar tapinhas nas costas e a puxar seu saco, tentando lhe convencer, dizendo: "você é o cara". Os campeões sabem exatamente quem eles são e o que sempre foram. Sabem que já eram campeões mesmo na baixa, dentro de um transporte coletivo lotado, da mesma maneira que são campeões durante a alta, dentro de um jato executivo.
O reconhecimento da sociedade não altera a identidade de um verdadeiro campeão por uma razão muito simples: os campeões sabem que essa sociedade é hipócrita.
 

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Ano 3 Post 67 - Afinal, por que tenho falado tanto em gestão de mudanças?

Parceiros, o ambiente empresarial começa a se deteriorar de forma rápida. As organizações caminham para vivenciarem crises de todos os formatos. Os empresários na sua grande maioria tem retração nas suas vendas e reivindicações cada vez mais agudas. Os trabalhadores de todos os segmentos, inclusive os do serviço público, não tem segurança, não tem educação adequada, não tem sistema de saúde que funcione, não tem transporte, e, começam a protestar de forma mais violenta. O Estado, seja por convicção ou por impossibilidade orçamentária, não consegue achar caminhos que mude esta realidade no curto prazo. Para alguns, o caos é usado como ferramenta política. Para outros, a pobreza inibi os processos reivindicatórios, e, coloca todos nós em estado permanente de aflição e desesperança. Não tem melhorias no curto prazo porque a saída está no desenvolvimento das pessoas através da educação, e esta, na forma como é disponibilizada hoje, é incapaz de produzir o desenvolvimento que precisamos. Por isso, precisamos focar em processos de mudança em todos os ambientes onde podemos ter influência. Precisamos participar das definições de novos valores, atitudes, normas e comportamentos e contribuir de forma positiva para superar as resistências. Precisamos de mais consenso em torno de mudanças específicas, necessárias para manter ou melhorar a saúde de nossas comunidades e de nossas empresas.
Eu pessoalmente busco contribuir nos ambientes empresariais. Uma boa técnica de gestão de mudanças precisa fortalecer a cultura da organização, facilitar os mecanismos de comunicação, simplificar a hierarquia formal e a real, e, aumentar a produtividade pela consciência coletiva da necessidade de austeridade em todas as perspectivas. Quando a cultura da empresa está com dificuldades para cumprir com o planejado, quando as pessoas focam mais nos “defeitos” dos outros do que nas saídas para a empresa, quando as competências dos ocupantes dos cargos são somente focadas na parte técnica e pouco na parte de gestão das pessoas, e, quando os métodos, técnicas e ferramentas de controle perdem a sua importância e começa a cair do esquecimento, o processo de mudança leva longo tempo para começar a contribuir com a gestão de mudança.
Desta forma, todos aqueles que têm oportunidades de participar de processos de educação empresarial, particularizados e construídos a partir das necessidades reais da sua organização, tipo do que acontece para aqueles que participam das Universidades Corporativas e/ou Academias de Líderes, tem que ter a compreensão de que a “gestão de mudanças necessárias” acontece a partir dos métodos e processos empregados para ajudar as pessoas a se adaptarem a novos sistemas, procedimentos, processos, sequencias de trabalho ou novos grupos de gestores ou colegas. Tem que ter uma clara conscientização do por que determinadas mudanças são necessárias e descobrir qual a melhor forma de ajuda-las a acontecer, qual o provável impacto que vão gerar na organização, e, principalmente, entender que as mudanças acontecem em três graus: mudança de hábitos, mudanças de comportamentos, e, no mais alto grau, mudança de cultura.
Seja otimista, participe positivamente, mude a sua forma tradicional de pensar, pois somente vamos atingir resultados diferentes dos atuais, se pensarmos e agirmos de forma diferente da atual. Precisamos construir  senso de equipe, de pertencimento e de comprometimento com o nosso futuro e com o futuro da organização a qual estamos vinculados. Pense nisso.