terça-feira, 30 de junho de 2015

Ano 4 Post 112- ESTRATÉGIAS DA LIDERANÇA POSITIVA

Como os resultados obtidos pela grande maioria das equipes no atual momento não são satisfatórios em função da crise, os líderes andam mal humorados, ríspidos, com baixa tolerância a erros ou eventos negativos. O clima organizacional começa a deteriorar-se; os colaboradores sentem dificuldades em manter uma atuação adequada ou de sobrepujar os obstáculos; os feedbacks passam a ser negativos minando o comprometimento e as emoções do grupo. Os resultados que eram positivos agora são considerados ineficientes ou ineficazes; a lucratividade cai; a qualidade dos processos começa a cair e a produzir erros acima dos padrões. Todos sentem uma revolução nos comportamentos e atitudes, e, surge um questionamento nas crenças e valores, se o grupo é capaz de recuperar as metas e confiar na capacidade das pessoas em voltar a um clima de excelência.
O que muitos líderes não percebem é a grande necessidade de cultivar um clima positivo no ambiente de trabalho onde as emoções positivas precisam superar as negativas. Estresse, ansiedade e falta de confiança tem um poder devastador no moral das pessoas. O líder tem papel importante na criação do clima positivo nos momentos de crise para otimizar a atuação dos seus liderados, pois críticas, ocorrências negativas, eventos ruins, desaprovações, maus feedbacks, etc. induzem as pessoas a ter medo de errar, e, portanto, reduzir a criatividade e a capacidade de solução de problemas. Eles tem que ter consciência que as pessoas têm uma tendência natural de prestar mais atenção ao negativo – ao que é ameaçador – do que ao positivo.
Líderes positivos são diferentes, porque têm a tendência de valorizar e enfatizar o lado positivo e florescente do processo organizacional, mesmo diante de fortes dificuldades. Não estamos recomendando manter um comportamento de “Poliana”, mas de colocar ênfase em uma comunicação positiva, no otimismo, nas forças e nas possibilidades de solução. Não é ignorar os erros nem os eventos negativos, mas, a partir deles, construir soluções positivas. É conhecer e saber usar as forças e os aspectos positivos das pessoas e da empresa. Perdoar não é desculpar o erro ou a omissão cometido. Significa tentar entender quem fez o que fez e ter a empatia para tentar se colocar na posição do outro e avaliar que tipo de pressões e influência ele pode estar sofrendo. Perdão significa abandonar o direito de pagar na mesma moeda, e é isso que liberta e cria um sentido de gratidão que tem um efeito profundo no desempenho das pessoas e do grupo. Vejo muito pouco líderes procurando colaboradores para agradecer-lhes, expressar os feitos positivos por escrito e divulgar para todos. Um relacionamento profissional positivo – com as conexões positivas e as interações interpessoais – tem um efeito altamente benéfico nos vários aspectos do comportamento humano e na saúde.

Enfim, recomendamos que os líderes criem redes de energia positiva dentro das suas organizações, e, que além de serem energizadores positivos, sejam também, otimistas, confiáveis, desprendidos, centros de influência e de informação, que proporcionam benefícios para o ambiente organizacional, pois estão focados a incentivar os desempenhos superiores, ajudando a cada um individualmente também se tornarem energizadores positivos.  Pessoas críticas, pessimistas, egoístas, inflexíveis, esgotam a energia, os bons sentimentos e o entusiasmo do grupo, e, o líder moderno tem que afastá-los, recomendando que façam carreira em outra empresa. Tenham certeza que a atuação dos líderes centrados na valorização das forças e na celebração dos acertos resulta um aumento muito grande na produtividade e no desempenho dos indivíduos e do grupo. 

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Ano 4 Post 111 - É UMA BOA HORA PARA PROCEDER MUDANÇAS NA ESTRUTURA ORGANIZACIONAL?


Marisa, Riachuelo, Renner e C&A demitem 1,2 mil em SP -Valor Econômico - SP
O segmento de moda e vestuário ampliou o número de demissões neste ano, como reflexo da retração econômica e da queda nas vendas no varejo. Em São Paulo, as quatro maiores varejistas de moda, Renner, Riachuelo, Marisa e C&A, fecharam 1,2 mil postos de trabalho de janeiro até 15 de junho. O número de homologações é 45% maior que as demissões efetuadas no mesmo período de 2014, quando as empresas demitiram 818 pessoas. Os dados são do Sindicato dos Comerciários de São Paulo.
Vendas do varejo caem 0,6% de janeiro a maio, pior resultado em três anos -Revista Época Negócios on-line - SP
De janeiro a maio deste ano, as vendas do comércio varejista acumulam queda 0,6%. O resultado é o pior em três anos de medições pelo IDV para esse período dos primeiros cinco meses do ano. Considerando apenas o mês de maio, as vendas tiveram queda real de 3,5% na comparação com o mesmo mês de 2014. A presidente do IDV e do Magazine Luiza, Luiza Helena Trajano, considerou que o resultado reflete o cenário macroeconômico desfavorável e a piora de indicadores relevantes para o varejo, com desaceleração da renda, aumento do desemprego, contração do crédito e alta inflação.
Estou envolvido num processo onde a grande dúvida é: ou aproveitamos este momento de retração nas vendas para efetuar as mudanças que a organização esta precisando, ou, dedicamos toda a atenção para avaliar as ações necessárias centradas na retomada do negócio? A resposta que recomendei é: ambas as coisas, pois elas têm cunhos complementares e indispensáveis.
Em primeiro lugar, o escalão superior precisa aproveitar a situação para mudar radicalmente a forma de pensar, pois não se pode gastar muito tempo em reflexões sem um consequente conjunto de medidas que reduzam custos e aumentem a produtividade. E, nada mais sensato do que proceder a melhorias organizacionais que levem em conta esta premissa de economia citada. Em segundo lugar.é hora de pensar efetivamente diferente, “fora da caixa” como a geração de executivos mais jovens gosta de verbalizar, pois adotar medidas semelhantes as que em outros momentos de crise foram adotadas, não vai resolver a questão. A área financeira precisa revisar todos os pagamentos e recebimentos em atraso; a área de RH precisa assumir a responsabilidade de fazer com que o corpo funcional atue de acordo com a cultura que norteou o início das operações e apóie os líderes no gerenciamento de uma equipe engajada, comprometida e responsável por fazer as coisas efetivamente acontecerem; a área comercial tem que retomar todas as ações que aumente o contato com os clientes que realmente são importantes por que qualquer tipo de venda neste momento é crucial; a área de cadastro &cobrança precisa redobrar o cuidado na concessão de crédito e ser muito proativo no acerto das pendências; cada gestor ou cada colaborador tem que agir de forma positiva em relação aos papeis que lhes foram atribuídos, assim como, manter canais de comunicação afirmativos com toda a cadeia de valor do negócio; enfim, o “eu” deve ser extinto e a nova expressão de conquista das facilidades para construir o futuro deve ser “nós”. Precisamos de soluções criativas para os intrincados problemas de desempenho das pessoas dentro das organizações. Os resultados que estas ações precisam gerar passam por: novas idéias; pensar liderança de forma revolucionária; e, desenvolver novos reflexos mentais para superar as barreiras que fórmulas antiquadas impõem. A base de toda evolução do ser humano é baseada no conhecimento. Com ele nos arriscamos a mudar o comportamental e o atitudinal. O conhecimento autoriza novos comportamentos e novas atitudes. A liberdade nas relações aumenta a conscientização, a participação e a igualdade.
Não podemos deixar de considerar também que o avanço das tecnologias digitais subverteu tudo, inclusive os estilos de liderança, conforme explicam vários consultores organizacionais. Os empregados querem se sentir mais donos do que fazem em vez de seguir ordens apenas; os clientes querem participar do processo de marketing e de desenvolvimento; e os líderes estão descobrindo que organizações abertas e ágeis podem ser dirigidas mais eficazmente do que as organizações aonde “todo insight e direção vêm de cima”. Em “suma, não há mais espaço para o Comandante autocrático, seja ele brilhante, seja equivocado”, avaliam os executivos que já se conscientizaram da gravidade do atual momento.
Como a onde de demissões ronda todos os ambientes organizacionais, neste momento, a humildade e a ponderação tomam conta das mentes inquietas, e, uma reflexão objetiva facilita o processo de mudanças organizacionais voltadas para definir melhor o escopo de responsabilidades e atribuições, como também a adoção de medidas de aumento de vendas, redução de custos e melhora da produtividade.






quinta-feira, 11 de junho de 2015

Ano 4 Post 110 - Economia Criativa

Não sei se já falei nisso aqui: nossos posts têm procurado sempre que possível comentar sobre assuntos diversos que julgo ser do interesse dos meus parceiros e clientes. Mas, como atualmente as prioridades caminham em direção a ações e projetos que envolvem situações entre líderes e liderados, vou procurar focar mais em Gestão e Liderança. Acredito que os leitores ganharão se contarem com conteúdos mais relevantes, pertinentes e atualizadas de boas práticas de gestão e liderança como proteção ao complexo ambiente de negócios aqui no RS e no Brasil.
Por exemplo, observamos que cada vez mais as empresas somente estão empregando trabalhadores do conhecimento e profissionais de serviços, uma vez que nos últimos anos as empresas foram muito eficazes na automatização das tarefas rotineiras, processuais e quantificáveis. Cresce então a procura por trabalhadores do conhecimento e para o setor de serviços, caindo fortemente à demanda para as demais vagas. As empresas procuram por profissionais que tenham discernimento para tomar decisões e com capacidade para processar informações ambíguas ou inesperadas, e, agir de improviso. Outra questão é que a formação do candidato a uma vaga não determina mais a profissão, mas denota um grupo de habilidades que pode ser aproveitado nas tarefas mais variadas. A ascensão de uma economia criativa exige “ecologias criativas”, nas quais as empresas dão liberdade a seus colaboradores, e, estes pensam por conta própria e atuam com autoconfiança. Pessoas criativas não têm medo de pensar; não têm medo de considerar alternativas que possam ser melhores e mais agradáveis; uma cor diferente; ou, outro arranjo que reflita o mundo em que gostariam de viver. E, as empresas desta economia criativa são receptivas a esse comportamento, implicando isso na receptividade na liderança e na gestão, na remuneração e nos incentivos não financeiros. Por último, acreditamos que as pessoas devem aprender a pensar por si mesmas, compartilhar suas ideias com o grupo, e, depois voltar a pensar sozinhas, apesar da grande maioria ou só sabe trabalhar sozinhas, ou só trabalhar em grupos, não as duas coisas. Líderes paternalistas e centralizadores, e colaboradores que querem estabilidade de um funcionário público precisam reciclar suas posturas mentais urgente.

Economia criativa é usar ideias para criar outras ideias, o que geralmente acontece nos segmentos de arte, cultura, design, entretenimento, moda e mídia, mas aplica-se a qualquer inovação.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Ano 4 Post 109 - O Fortalecimento da Marca Exige Mundanças no Processo de Gestão




Para que uma marca cresça de forma sustentável precisamos efetuar mudanças no sistema de gestão
Primeiro, vamos deixar claro qual o conceito de marca que estamos nos referindo, ou seja, “a marca é um nome, um termo, um sinal, ou um desenho, ou uma combinação destes elementos, com vista a identificar os produtos e serviços de um vendedor, ou de um grupo de vendedores, e a diferenciá-los dos concorrentes”.
Crescer de forma sustentável é uma prática que não só garante a qualidade de vida de futuras gerações, mas que também gera lucro e diferencial competitivo.
Sistema de Gestão, por sua vez, significa realizar a integração dos processos de qualidade, meio ambiente, segurança, saúde ocupacional e responsabilidade social, conforme características, atividades e necessidades de cada organização.
Como estamos projetando um mercado extremamente competitivo em 2015, dentre as inúmeras preocupações dos gestores, adicionamos “transformar toda a organização, deixando-a pronta para crescer” mesmo em condições desfavoráveis da economia, da política e do mercado. Hoje não temos mais uma ameaça de crise econômica pairando no ar; temos uma realidade; e, a você cabe decidir: puxar o freio ou acelerar? Claro, que a resposta mais usual será “puxar o freio para pagar as contas, não perder mercado, e, superar a concorrência direta”. Como primeiro passo sensato do seu sistema de gestão faça um diagnóstico da empresa, ouça principalmente os colaboradores antigos e comprometidos, colete dados e conclua onde estão as suas fortalezas e onde estão suas fraquezas. Em seguida, trace um planejamento estratégico para os próximos cinco anos, e, tenha consciência que vai precisar de 20 meses para “separar o joio do trigo” e “arrumar a casa”. No meio desse processo você vai descobrir que em nome do futuro vai precisar mudar o atual modelo de gestão do negócio, deixando a infraestrutura física mais moderna, usar multicanais para manter as vendas no mesmo patamar, e, entender de vez que é preciso ter uma estratégia de longo prazo para enfrentar este período de crise, onde cuidar da marca (branding) é estratégico para se ter crescimento de participação no mercado.
Tenho um cliente que vem mudando a sua estrutura organizacional adotando em alguns momentos uma dupla gestão para poder dar suporte aos planos futuros de crescimento. São dois executivos diretores que “dão as cartas no negócio”. Um cuida das operações e da expansão, dividindo o comando com o outro que cuida das finanças e parte administrativa. A área de operações cuida de marketing, pesquisa e desenvolvimento, gestão de clientes e fornecedores, expansão e operações. A área de finanças cuida da tesouraria, controladoria, desenvolvimento humano e sistema de informações gerenciais. Eles fazem uma troca constante nas decisões e a empresa só tem ganhado com isso. O fato é que começamos agora a discutir um novo plano estratégico. Estamos fazendo mudança nos processos internos – incluindo a criação de novas rotinas, redesenhando-se fluxos, pesquisando os mix de produtos ideais para complementar as coleções de cada cliente, aperfeiçoando os sistemas de gestão de clientes (CRM), e, atacando o conceito de qualidade “com erro zero” em todos os setores organizacionais. Conseguir que cada colaborador entenda seu novo papel exige uma mudança cultural, pois estamos falando do ponto de vista comportamental e técnico, mesmo tratando-se de uma equipe muito competente e qualificada. Pretendemos terminar 2015 com um aumento de 20% nas receitas, e, em cinco anos, dobrá-la.
O importante é que o trabalho que está sendo desenvolvido tem conseguido que todos acreditem muito no potencial da empresa e no mercado que ela explora. Claro que o crescimento sustentado depende, em muito, de ajustes constantes no processo de governança corporativa e no planejamento estratégico. O modelo de negócios dividiu os clientes em três grupos: os grupos de produtos de menor porte e com pequena expressão dentro do negócio do cliente como um todo; carteira de produtos nas grandes redes de varejo que exige uma equipe de atendimento gerenciada por um gerente de produto; e, aqueles clientes cujas contas dependem quase na sua totalidade dos produtos atendidos pela empresa. Por isso, o crescimento sustentado da marca deste meu cliente, inspira-se numa revisão constante do modelo de gestão, sempre voltado para a equalização do modelo de negócio.
As vezes não damos a atenção necessária às dificuldades que o nosso processo de governança corporativa levanta e nos mostra existir dentro da nossa organização. Quem sabe agora que o “cobertor deve ficar mais curto”, surja a motivação para efetuar o diagnóstico situacional e um plano estratégico para o seu negócio.