domingo, 28 de setembro de 2014

Ano 3 Post 82 - O QUE PRECISAMOS FAZER PARA MELHORAR A QUALIDADE DO NOSSO JEITO DE GERIR?


Trabalho com todo o tipo de empreendedor, e, cada vez mais fico convencido de que ser empresário no Brasil não é tarefa fácil. Existem inúmeros entraves burocráticos, fiscais, legais, que desanimam o empresariado. Nesta época então, tudo se reporta ao processo eleitoral; muita coisa emperra no nosso programa de desenvolvimento das pessoas; e, a baixa qualidade de vida preocupa sobre maneira o mundo corporativo.  Por isso, precisamos contar com um time coeso, afinado e dedicado. Sem pessoas alinhadas e capazes, atingir metas organizacionais é também tarefa árdua.  As batalhas diárias são robustas, cheias de imprevistos, ansiedades individuais por todos os lados, e, no meio disso tudo, um líder querendo fazer a coisa acontecer da melhor forma. Enfim, empurrar o grupo de colaboradores rumo às batalhas diárias, com disposição, sentimento positivo em todas as interações, e capacidade de prestar um serviço qualificado aos clientes, requer muita habilidade.
De acordo com o consultor Ricardo Barbosa, da Innovia Training & Consulting, não existe uma fórmula pronta para se tornar um líder vencedor. Ele destaca duas características gerais que são pilares que sustentam todo o processo de desenvolvimento a seguir: paixão por aquilo que faz, e, ser resiliente. Com estas duas presentes no seu perfil de atuação no dia a dia ele pode pensar nas demais, que são:
- Capacidade de mediar e resolver conflitos – saber ouvir e mediar os conflitos logo que surgem, mas sem tomar partido. Ter uma postura racional, evitando relações que prejudiquem o clima. Discussões ríspidas e muito emocionais devem ser controladas.
- Iniciativa e proatividade – em qualquer empresa, ter iniciativa e proatividade proporciona destaque, mostra o quanto você é engajado e quer crescer. Agir é imprescindível para fazer os resultados aparecerem.
- Autoconfiança – o profissional que quer tomar a frente de uma equipe precisa confiar em si mesmo para tomar decisões, arriscar e buscar novas formas de solucionar um problema que envolve vários setores.
- Capacidade de reter talentos – mais do que se esforçar para manter talentos na sua empresa, é imprescindível cativá-los e dar aos mesmos ambições e segurança para que eles cresçam junto com a empresa.
- Saber delegar – um líder tem como função gerenciar. Se ele ficar se dedicando a questões operacionais, perderá tempo e principalmente não estará preparado para a sua real função. Delegue tarefas operacionais.
- Conexões e criatividade – o líder deve estar atento às inovações e mudanças do mundo e saber aplicá-las ao cotidiano e ao seu campo de atuação.
- Controle – o líder não pode esquecer que ele está no comando e que é possível e aceitável delegar as funções, mas não é adequado entregar todo o processo nas mãos da equipe, por mais competente e confiável que ela seja. Portanto, esteja na frente, crie métodos que possibilitem a visibilidade de todos os projetos em andamento, com o bom e velho relatório.
- Aprendizagem contínua – o bom profissional busca se capacitar, mas se ele não possuir algumas das características citadas aprende e se especializa para então desenvolvê-las e aprimorá-las com o conhecimento adquirido.

Se você considerar adequadamente estas características no comando da sua equipe tenha a certeza que o seu sucesso não passará em branco. Ter o profissional certo, no lugar certo, produzindo aquilo que é certo e esperado, vai projetar sobremaneira a sua imagem de grande líder. Pode ter certeza!!

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Ano 3 Post 81 - Inovação nos Modelos de Negócios Canvas.


Todo o empreendedor tem se preocupado muito com a inovação em suas atividades profissionais. A inovação é considerada antinatural, ou seja, não é algo que tenhamos uma tendência permanente de exploração contínua, porque nosso cérebro é treinado para reconhecer e repetir padrões. Mas, a tendência de criatividade hoje é pegar o que está funcionando e fazer diferente, mesmo que exista uma diferença grande entre inovar e ter criatividade. A inovação valorizada é aquela formada pela soma de “invenção + mercado”, ou seja, inovar passa muito por criar valor. Desta forma uma inovação que o mercado não compra não tem utilidade econômica. Assim, quando nos referimos à inovação estamos falando naquela onde um dilema ou problemas tem uma solução por meio de uma idéia de um empreendedor. Estas inovações podem ser tecnológicas, de processos e de modelos de negócios. Quero me deter nesta última, que é aquela que inovamos através de um novo modelo de negócio, criando valor para o nosso segmento de clientes principal.
Antes preciso deixar claro que existe uma diferença entre criar um modelo de negócios inovador e desenvolver um plano de negócios. O formato para se discutir os modelos de negócios novos ou já existentes tem mudado muito nos últimos tempos. Hoje, uma metodologia desenvolvida em 45 países por 470 empreendedores diferentes tomou forma e vem transformando boas idéias em bons negócios. Ela foi cocriada em grupo, ela pode ser usada livremente, e, cresce exponencialmente o número de profissionais que usam o seu modelo para a expansão dos negócios através de nove passos interligados.
Parte-se da identificação de uma proposta de valor válida para um segmento de clientes. A seguir discute-se que canais vão usar para levar o nosso produto ou serviço a este segmento de clientes. Estudam-se também as formas estratégicas para criar vínculos e reter estes clientes ativos no nosso negócio. Neste momento podemos pensar em montar um quadro de receitas para o nosso negócio que é uma das partes mais importantes do processo. Neste momento passamos a identificar os Recursos Físicos que eu vou ter que lançar mão para fazer a Receita acontecer, que podem ser recursos físicos, intelectuais, humanos ou financeiros. Estudo e descrevo também as atividades-chave que o negócio requer para fazer o nosso core business acontecer, como também, os parceiros principais como os fornecedores e prestadores de serviço, encerrando esta reflexão com uma listagem da estrutura de custos, focados nos fixos e nos variáveis, o que vai me permitir concluir se terei resultados positivos e em quanto tempo meus esforços e investimentos começam a retornar.

A este processo de reflexão seqüencial e integrado, idealizado em 2010 a partir das idéias dos empreendedores Alexandre Osterwalder e Yves Pigneur ganha espaço por ser muito simples, por ser mostrado num quadro único, e, principalmente, por ser um processo fortemente colaborativo, onde as idéias são compartilhadas entre todos. É também conhecido por Business Model Generation. 

domingo, 14 de setembro de 2014

Ano 3 Post 80 - Quais as principais características que não podem faltar aos líderes atuais?





Estive escrevendo neste mês algumas considerações sobre os líderes empreendedores que são capazes de transformar seus negócios em empreendimentos lucrativos. Hoje, com todas as pressões que temos que enfrentar no dia a dia dos negócios, conseguir atingir resultados favoráveis, com certeza não é fácil. Vivemos num ambiente de mudanças organizacionais e de adequações, fruto da desaceleração econômica. As vendas tem caído em muitos segmentos; as margens de lucro sumiram; não há espaço para sistemas de funcionamento que não agreguem valor, e, a questão da performance continua sendo amplamente debatida.
Por isso minha nova indagação- “quais são as cinco principais características que não podem faltar a um líder empresarial no nosso Brasil?”:
1-      Inspirar e motivar pessoas;
2-      Mostrar coerência entre a fala e a ação;
3-      Desenvolver outras pessoas;
4-      Alta integridade e honestidade; e,
5-      Capacidade de colaborar e trabalhar em equipe.
Estas características confirmam outra mudança de paradigma destes nossos dias, ou seja, nos modelos de negócios vencedores atuais, o foco deixa de ser em redução de custos e passa a ser em desenvolvimento de pessoas, as externas (clientes e consumidores) e as internas (colaboradores). As empresas que se modernizam e que avançam em termos de inovação de gestão, mantém líderes que inspiram e desenvolvem pessoas, que tem foco no trabalho em equipe, e, principalmente, que mantém programas contínuos de treinamento e capacitação. Aliás, uma marca do perfil do colaborador disponível hoje é desejar permanecer somente naquelas empresas onde eles podem visualizar crescimento futuro.
Conversando com pessoas que trabalham nos meus clientes de consultoria pude constatar que eles justificam sua admiração pelos líderes que possuem sete atributos principais:
1-      Foco em pessoas;
2-      Capacidade de dar bom exemplo;
3-      Conduta ética em todos os momentos e ambientes;
4-      Bom estilo de gestão;
5-      Inovação em todos os sentidos;
6-      Poder de fazer a diferença na vida das pessoas;
7-      Foco em resultados.

Se você acha que o conteúdo acima faz sentido, procure refletir sobre quais aspectos da sua rotina estão precisando de mudanças. Faça uma lista de ações que seja capaz de conduzi-lo a desenvolver as 5 características ou os 7 atributos. Com certeza estes esforços trarão recompensas.

domingo, 7 de setembro de 2014

Ano 3 Post 79 - O DESAFIO DO CRESCIMENTO LUCRATIVO DAS RECEITAS

Crescimento da receita é uma necessidade para qualquer empreendedor nos dias atuais. É um objetivo que deve ser perseguido por todos e é comprovadamente difícil de se atingir. Podemos citar três razões (de acordo com Ram Charan) para buscarmos esta condição: (1) Não ficamos exclusivamente direcionados à redução de custos em detrimento ao aumento das receitas, pois em tempos de baixos resultados os líderes focam em implementar reestruturações e sanar as dificuldades de setores complexos ou em baixa, às vezes, esquecendo que o aumento das vendas é que sustenta o negócio; (2) Pensar em grandes jogadas tipo tecnologias inovadoras, megafusões, modelos revolucionários de negócios; etc. (3) Pensar que melhorar a produtividade e aumentar a receita é coisas separadas, quando na verdade são inseparáveis.
As empresas para conquistar produtividade e aumentar as vendas precisam melhorar a sua posição competitiva e criar novas oportunidades de negócios, ou seja, fazer as coisas de uma maneira melhor, pois, atacar periodicamente com reduções drásticas de custos mostra que falta disciplina para melhorar consistentemente a produtividade em longo prazo. Uma mentalidade positiva recomenda que os fatores de sucesso a seguir sejam perseguidos: aumentar a receita de forma incremental; desenvolver uma estratégia de negócios proativa; alterar o modelo de negócios seguindo a metodologia CANVAS.  E, para viabilizar o crescimento lucrativo da receita use as seguintes ferramentas:
1-      Torne o aumento da receita como parte de rotina do trabalho de todas as pessoas da empresa.
2-      Garanta-se com incrementos diários de pequena monta, mas de forma constante.
3-      Busque o bom crescimento e evite o mau crescimento.
4-      Deixe de lado as crenças e mitos que as pessoas desenvolvem sobre crises e que evitam que as pessoas e as organizações cresçam.
5-      Vire a idéia de produtividade de cabeça para baixo aumentando a produtividade da receita.
6-      Desenvolva e implemente um orçamento como programa de crescimento.
7-      Desenvolva planos de marketing onde um mapa de segmentação de mercado deixe bem claro quais segmentos de mercado focalizar e qual a vantagem competitiva que a empresa deve ter para conquistar clientes.
8-      Entenda como definir eficazmente o mix de produtos e serviços que os clientes precisam.
9-      Crie um mecanismo social para acelerar o aumento da receita
10-   Operacionalize inovações convertendo idéias em aumento de receitas.

Estas razões que descrevemos acima são a base para um crescimento lucrativo.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Ano 3 Post 78 - O PERFIL DO EMPREENDEDOR DE ALTA PERFORMANCE E O CRESCIMENTO LUCRATIVO.




Nestes últimos cinco anos, sempre ouço executivos conversando sobre como aumentar à lucratividade, a eficiência, a produtividade, reduzir o turnover, atrair e desenvolver novos talentos, e, gerar valor para o negócio. Apesar da preocupação em atingir resultados constato certa apatia em organizar as ações que podem proporcionar crescimento, e, de certa maneira, não atingir o desempenho requerido é falta de empreendedorismo. Estamos falando de empreendedor aquele que cria ou desenvolve uma oportunidade para a sua empresa crescer e atingir novos patamares. E, todos os indicadores citados no início deste artigo exigem alta performance do seu principal líder. Então, qual o perfil do empreendedor de sucesso, que consegue desenvolver as equipe, os setores e a empresa como um todo?
1.       Tem preocupação e atuação constante para reduzir todos os riscos que o seu negócio poderá ter de enfrentar.
2.       Não desvia o foco no seu negócio por mais tentador que possa parecer uma alternativa nova.
3.       Age sempre com determinação para atingir suas metas.
4.       Usa a delegação para atingir uma gama de atividades, e, simultaneamente, desenvolver as pessoas ao seu redor.
5.       Por mais atarefado que esteja não descuida da procura e obtenção de novos conhecimentos.
6.       Sabe da importância do pensamento criativo, por isso, mantém exercícios constantes de criatividade.
7.       Tem confiança na sua capacidade de argumentação e de realização; não procrastina nunca.
8.       Acredita nas suas idéias e propósitos, sendo o principal promotor do seu negócio.
9.       Sabe portar-se com independência em relação aos colaboradores e familiares.
10.   Faz dos relacionamentos uma porta de entrada para o caminho do sucesso.

Desta forma, o crescimento lucrativo é chave para o sucesso de qualquer organização. Nunca houve tanta necessidade de termos mais líderes que busquem e executem o crescimento lucrativo. Olhem o exemplo do Brasil, cuja administração atual não consegue um crescimento adequado. A Europa recentemente também não conseguiu uma rota de crescimento e os principais países enfrentaram, e alguns ainda enfrentam sérias dificuldades. Quando estamos com crescimento zero, ou com prejuízos acumulados, a exigência dos empreendedores de alta performance para repensar as necessidades dos clientes exige muita criatividade para adaptar-se ao comportamento do consumidor final e usar a inovação a seu favor. Não há uma receita pronta para isso, mas, com certeza se os principais gestores estiverem cada um “puxando” para um lado, dificilmente haverá mudança de direção na curva do crescimento do negócio. Pensem sobre isso.