Sou assinante da
Revista Venda Mais, criação do Consultor Raúl Candeloro, onde é publicados uma
série de artigos de conhecidos palestrantes na área de Marketing e Vendas. No
início deste ano o Raúl Candeloro resolveu criar um Projeto batizado com o nome
de Atitudes, onde ele se propunha a ajudar um grupo de mais de 100 pessoas na
difícil arte de estabelecer objetivos pessoais. Hoje recebi um comentário dele
por e-mail informando que após 15 dias do andamento do projeto o que mais lhe
chamou a atenção e surpreendeu trata-se da dificuldades que as pessoas têm de
simplesmente estabelecerem uma meta para si mesmas. A maior parte das pessoas espera que alguém
estabeleça metas pessoais para elas, ou seja, terceirizam uma atividade crucial
e de fundamental importância, pois quem não sabe aonde quer ir, qualquer
movimento serve. Elas têm a responsabilidade e a liberdade de estabelecer
exatamente o que fazer com a própria vida, e, abrem mão.
Mas, esta anomalia
continua. Outros estabelecem “pseudometas”, nada específico, mensurável e sem
tempo para acontecer. O resultado de uma “pseudometa” é uma “pseudodedicação”
para alcança-la, ou seja, metas inconsistentes e fracas geram resultados
inconsistentes e fracos. Por causa disso, inúmeros projetos fracassam, pois, na
realidade, a grande maioria deles nem começa.
Ele continua e indica
as dez razões mais comuns para esta auto sabotagem na arte de desistir antes de
começar:
- Acomodação numa zona de conforto desconfortável
(“Tá ruim mas poderia estar pior”);
- Medo de ter que fazer sacrifícios e abrir mão
de algumas coisas;
- Medo do sucesso, de chamar a atenção e se
destacar;
- Medo do fracasso, de não conseguir, da
frustração (e dos comentários);
- Medo do que os outros vão dizer por
simplesmente ter tomado a iniciativa de fazer algo diferente;
- Má administração do tempo e das prioridades
(“Já tenho tanto para fazer (urgente) que nem consigo imaginar estabelecer
uma meta/objetivo para minha vida (importante)”);
- Falta do hábito de planejar (ou pior, não
acreditar em planejamento – a síndrome do “amanhã eu vejo e dou um
jeito”);
- Falta de confiança no seu próprio potencial;
- Terceirização da responsabilidade (“inferno
são os outros” – “eles” é que não me deixam crescer, a culpa do
fracasso/insucesso é sempre dos outros);
- Foco no
problema e nas dificuldades e não na solução (1001 justificativas e
desculpas para não conseguir alguma coisa – qualquer coisa).
Bem, se você leu até aqui é porque este tema lhe
chamou a atenção, e, poderá tomar um de dois caminhos: (1) achar que o texto
faz algum sentido, mas, engordar a lista dos que desistem antes de fazer alguma
coisa; (2) Escrever uma ou mais metas pessoais, claras, objetivas, com data
para iniciar e terminar, e, com indicadores de desempenho quantificados para
poder medir o seu sucesso. Então o que você vai fazer?


