quinta-feira, 24 de abril de 2014

ANO 3 Post 63 - AS DEZ RAZÕES MAIS COMUNS PARA DESISTIR ANTES DE COMEÇAR







Sou assinante da Revista Venda Mais, criação do Consultor Raúl Candeloro, onde é publicados uma série de artigos de conhecidos palestrantes na área de Marketing e Vendas. No início deste ano o Raúl Candeloro resolveu criar um Projeto batizado com o nome de Atitudes, onde ele se propunha a ajudar um grupo de mais de 100 pessoas na difícil arte de estabelecer objetivos pessoais. Hoje recebi um comentário dele por e-mail informando que após 15 dias do andamento do projeto o que mais lhe chamou a atenção e surpreendeu trata-se da dificuldades que as pessoas têm de simplesmente estabelecerem uma meta para si mesmas.  A maior parte das pessoas espera que alguém estabeleça metas pessoais para elas, ou seja, terceirizam uma atividade crucial e de fundamental importância, pois quem não sabe aonde quer ir, qualquer movimento serve. Elas têm a responsabilidade e a liberdade de estabelecer exatamente o que fazer com a própria vida, e, abrem mão.

Mas, esta anomalia continua. Outros estabelecem “pseudometas”, nada específico, mensurável e sem tempo para acontecer. O resultado de uma “pseudometa” é uma “pseudodedicação” para alcança-la, ou seja, metas inconsistentes e fracas geram resultados inconsistentes e fracos. Por causa disso, inúmeros projetos fracassam, pois, na realidade, a grande maioria deles nem começa.

Ele continua e indica as dez razões mais comuns para esta auto sabotagem na arte de desistir antes de começar:

  1. Acomodação numa zona de conforto desconfortável (“Tá ruim mas poderia estar pior”);
  2. Medo de ter que fazer sacrifícios e abrir mão de algumas coisas;
  3. Medo do sucesso, de chamar a atenção e se destacar;
  4. Medo do fracasso, de não conseguir, da frustração (e dos comentários);
  5. Medo do que os outros vão dizer por simplesmente ter tomado a iniciativa de fazer algo diferente;
  6. Má administração do tempo e das prioridades (“Já tenho tanto para fazer (urgente) que nem consigo imaginar estabelecer uma meta/objetivo para minha vida (importante)”);
  7. Falta do hábito de planejar (ou pior, não acreditar em planejamento – a síndrome do “amanhã eu vejo e dou um jeito”);
  8. Falta de confiança no seu próprio potencial;
  9. Terceirização da responsabilidade (“inferno são os outros” – “eles” é que não me deixam crescer, a culpa do fracasso/insucesso é sempre dos outros);
  10.  Foco no problema e nas dificuldades e não na solução (1001 justificativas e desculpas para não conseguir alguma coisa – qualquer coisa).

Bem, se você leu até aqui é porque este tema lhe chamou a atenção, e, poderá tomar um de dois caminhos: (1) achar que o texto faz algum sentido, mas, engordar a lista dos que desistem antes de fazer alguma coisa; (2) Escrever uma ou mais metas pessoais, claras, objetivas, com data para iniciar e terminar, e, com indicadores de desempenho quantificados para poder medir o seu sucesso. Então o que você vai fazer?

sexta-feira, 11 de abril de 2014

ANO 3 Post 62 LINGUAGEM CORPORAL

Quando a boca fala e o corpo desmente
Em um dos meus últimos posts comentei que o nosso corpo comunica muito sobre como estamos nos sentindo, e, por isso, deveríamos mostrar uma fisiologia positiva à medida que usámos as palavras como uma forma de apoio ao nosso processo de comunicação. A linguagem corporal é efetivamente uma ferramenta de comunicação, e, se pudermos mostrar o que o nosso corpo tem a dizer, a pessoa a quem estivermos dirigindo nossas palavras conseguirá entender melhor o que efetivamente estamos querendo comunicar. Palavras simples e diretas + uma fisiologia positiva respondem por mais de 60% de todo o processo de comunicação.
Abaixo vamos mostrar alguns exemplos desta linguagem corporal que estamos nos referindo. São apenas alguns indícios, pois a interpretação real deve ser feita dentro do contexto da comunicação:
Apoiar a cabeça nas mãos, olhar para baixo longamente comunica cansaço/tristeza/desmotivação.
Sentar com as pernas cruzadas e pequenos chutes no ar comunica falta de entusiasmo/desmotivação.
Andar com as mãos nos bolsos, olhando para baixo comunica cansaço/aborrecimento.
Sentar com as pernas cruzadas e pequenos chutes no ar comunica descontentamento/tristeza.
Sentar com as mãos para trás da cabeça e pernas cruzadas comunica confiança/superioridade.
Braços cruzados no peito comunica estar na defensiva.
Mãos nas maças do rosto comunica avaliação/pensamento.
Coçar o nariz ou tocar o nariz ao falar comunica dúvida ou mentira.
Coçar a ponta do nariz ou ficar com os olhos fechados comunica avaliação negativa.
Esfregar os olhos comunica descrença ou dúvida.
Inclinar a cabeça ou virar a cabeça na direção... comunica interesse.
Movimentação rápida ou andar comunica confiança.
Mãos fechadas atrás da cabeça comunica frustação ou ódio.
Sentar com as pernas abertas comunica receptividade ou relaxamento.
Alisar os cabelos comunica insegurança.
Estalar os dedos comunica autoridade.
Tornozelos fechados comunica apreensão.
Desviar os olhos comunica desconfiança.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

ANO 3 - Post 61 COMUNICAÇÃO HUMANA x TOMADA DE DECISÃO


A comunicação é uma ferramenta fundamental para o sucesso do processo de gerenciamento de uma organização. Comunicamo-nos de duas maneiras: verbal e não verbal. E, Albert Mehrabian no seu livro Silent Messages afirma que o poder de influência das palavras não passa de 7%, enquanto a forma como as palavras são ditas e a fisiologia representam 38% e 55% deste poder, respectivamente. Enfim, “não é o que dizemos, mas como dizemos que faz a diferença”.

A tomada de decisões é outra ferramenta fundamental também. E, Daniel Kahneman (Prêmio Nobel de Economia), no seu livro “Rápido e Devagar – Duas formas de Pensar”, afirma que existem duas formas (sistemas) de pensar antes da tomada de uma decisão: uma, que opera automática e rapidamente, com pouco ou nenhum esforço e nenhuma percepção de controle voluntário; e, outra, que aloca atenção às atividades mentais laboriosas, que o requisitam, incluindo cálculos complexos. Por isso dizemos que ao pensar em nós mesmos, nos identificamos com o segundo modo, o eu consciente, raciocinador, que tem crenças, faz escolhas e decide o que pensar e o que fazer a respeito de algo. Todos os dias estamos utilizando estes dois sistemas, ambos ativos sempre que estamos despertos. O primeiro sistema funciona automaticamente; e, o segundo sistema está em confortável modo de pouco esforço, em que apenas uma fração da sua capacidade está envolvida.  O sistema 1 gera continuamente sugestões para o sistema 2 – impressões, intuições e sentimentos. Se endossadas pelo sistema 2, as impressões e intuições se tornam crenças, e, impulsos se tornam ações voluntárias.

Bem, mas qual a relação da fisiologia assertiva no processo de comunicação, e, os dois sistemas de pensamento (rápido e devagar) antes da tomada de decisão? O que desejo recomendar é que você nunca esqueça que tudo em gerenciamento de negócios acontece no tempo presente, de que o passado é uma grande interpretação e percepção que temos de nós mesmos, AQUI e AGORA, de tudo que fizemos, acertamos, erramos e honramos ou não na nossa história profissional. Lembre-se que o futuro é uma projeção do que realizamos hoje, AQUI e AGORA e que vai nos levar ou não onde queremos chegar. Tudo é uma decisão de poder escolher fazer hoje o que queremos amanhã. Quando o futuro chegar será o presente, assim, só existimos no presente, tudo o restante é um significado, interpretação ou projeção que fazemos no tempo presente. Permita-se ir além a cada dia. Ouse fazer e o poder lhe será dado.

E, para que este presente aconteça de forma afirmativa, não deixe de demonstrar uma fisiologia positiva, e, tome as decisões no sistema um. De preferência decida automática e rapidamente, com o seu corpo mostrando que você está comprometido, feliz, acredita que as coisas podem acontecer da melhor maneira, e, que será persistente para alcançar o que realmente deseja.