sexta-feira, 3 de maio de 2013

Ano 2 - post 41 COACHING TRANSCULTURAL: uma metodologia para gerenciar mudanças organizacionais em culturas diversificadas.


 
Por mais de 35 anos eu acompanho as tentativas de se produzirem interações harmoniosas e produtivas entre executivos de duas ou mais culturas distintas. Executivos e organizações estão expostos a frequentes mudanças decorrentes dos processos de aquisição de controle societário, incorporações societárias, fusões e até de parcerias técnicas e comerciais, fatos que afetam de forma planejada ou imprevista, as ideias, valores, crenças, conceitos, conhecimentos, costumes, expressões, relações e práticas. Seja qual for o fato que exija interações entre os executivos de empresas que até então vinham funcionando de forma individual, estaremos frente ao risco potencial para que conflitos se instalem. E, o pior, apesar de existirem um grande inúmeros de exemplos onde as associações precisaram ser canceladas por problemas de choques culturais entre os executivos, novas operações continuam sendo realizadas sem a devida atenção para se programar no início do processo uma ação corporativa que incentive as lideranças e suas respectivas equipes operacionais a se relacionarem com padrões de pensamento, comportamento e atitude afirmativos.  Observa-se, que já nas primeiras experiências de interação, surgem iniciativas de algum dos lados, que desconsideram ou desrespeitam determinados valores individuais e coletivos com prejuízos significativos. Egos inflados e preconceitos arraigados se instalam com agilidade para marcar os “territórios” bem no início das interações.

Assim, para se conseguir enfrentar e gerenciar da melhor maneira o choque cultural que a interação entre grupos diferentes gera, é preciso analisar, entender, e, de preferência, saber como antecipar as prováveis possibilidades de conflitos. Precisa-se de uma postura corporativa forte e afirmativa, que leve em conta as características culturais de cada uma das equipes envolvidas com um discurso claro, objetivo e transparente, que diminua a probabilidade de geração de conflitos, e, que minimize insucessos. Por trás destas operações sempre existe a intenção expressa de que a integração empresarial trará mais benefícios operacionais e mercadológicos. Precisam acontecer economias de escala, desova de estoques improdutivos, segmentação de mercados-alvo, facilidades do processo logístico, e, principalmente, incorporação do aprendizado organizacional pelo uso das melhores práticas entre os players. As melhores metodologias, ferramentas e abordagens devem ser estendidas para todos de forma positiva. Isto deve ser um processo saudável e muito bem vindo por todos, e, jamais uma intenção de expor culturas ou profissionais ultrapassados ou inadequados. A soma do todo tem que necessariamente ser maior do que as partes. As interações precisam ser harmoniosas e produtivas entre todos os executivos, mesmo que as culturas sejam totalmente distintas. A administração superior precisa usar as ferramentas do Coaching Transcultural para criar um movimento que favoreça a integração alinhada de todas as partes deste todo.

Um iniciativa de Coaching Transcultural, com certeza, apoiará o processo de mudança organizacional necessário,  expandido a visão executiva que favoreça o desenvolvimento e o aprimoramento das competências individuais, facilitando a instalação da maturidade necessária para lidar com a diversidade, superar polarizações emocionais e ampliar as capacitações transculturais, contribuindo para a construção de “pontes de aprendizado”, que irão aproximar todas as culturas organizacionais envolvidas. Por isso, devemos ter um item na agenda de planejamento de integração dos negócios, promover ações que busquem alinhar todos em direção ao norte único desejado.