quarta-feira, 5 de junho de 2013

ANO 2 - POST 42 UNIVERSIDADES CORPORATIVAS


Hoje o ambiente empresarial vem passando por sérias transformações, e, a falta de mão de obra qualificada disponível no mercado é uma delas. A mudança no conhecimento acontece de forma acelerada e mesmo nas organizações preocupadas em efetivamente realizar um gerenciamento dos seus recursos humanos de forma competente, se faz necessário qualificar o processo de educação empresarial. Para complicar mais este cenário, os poucos qualificados dentro das empresas, por “cinquenta reais” a mais no salário, abandonam seus postos de trabalho. Vivemos uma verdadeira competição desleal na “caça aos talentos”.  Lealdade, sentimento de pertencimento, gratidão por desenvolvimentos obtidos, e, por concessão de várias outras regalias e vantagens, tudo cai no esquecimento.

Por isso, os líderes precisam inovar na qualificação e desenvolvimento de habilidades e competências da força de trabalho como forma de combater a desvalorização constante no poder de criar resultados das equipes, que constantemente estão sofrendo mudança nos postos de trabalho. Esta realidade pode ser comprovada através dos altos índices de turnover e absenteísmo existentes em todos os lugares. Os cursos técnicos existentes também estão defasados e não proporcionam os efeitos desejados na melhoria da qualidade dos colaboradores para reposição. Entre as necessidades organizacionais e os conteúdos dos cursos disponíveis podemos constatar enormes vazios. A educação empresarial enfrenta vários desafios de melhoria com pequenas exceções.

Assim, nos parece que não resta outra alternativa, que não seja seguirmos o modelo que algumas organizações visionárias já vêm praticando há vários anos, ou seja, criar um processo de educação corporativa que comece desde os sete anos de idade. O conhecimento básico e o amor às marcas poderosas começam na primeira infância, e, seguem pela vida continuada destes escolhidos (normalmente filhos ou parentes de atuais colaboradores), inclusive proporcionando oportunidades de aprendizado especializado até o nível de pós-graduação e doutorado. É o processo denominado de UNIVERSIDADE CORPORATIVA DE DESENVOLVIMENTO GERENCIAL, onde existe um curso interno ou conveniado, dedicado para cada fase do desenvolvimento profissional dos que se habilitam a fazer parte. Nelas se ensinam conteúdos adaptados às necessidades empresariais, devidamente complementados por orientações no tocante a posturas pessoais e atitudes proativas. O amor à marca, o sentimento de pertencimento às equipes, e, principalmente, a devoção à cultura organizacional, características que fazem os negócios andar em direção a um futuro promissor, são absorvidas de forma livre e consciente.

Será que existem outras formas de reduzir a intensidade deste “apagão de mão de obra”. Eu não conheço.