Hoje o ambiente empresarial vem
passando por sérias transformações, e, a falta de mão de obra qualificada
disponível no mercado é uma delas. A mudança no conhecimento acontece de forma
acelerada e mesmo nas organizações preocupadas em efetivamente realizar um
gerenciamento dos seus recursos humanos de forma competente, se faz necessário
qualificar o processo de educação empresarial. Para complicar mais este
cenário, os poucos qualificados dentro das empresas, por “cinquenta reais” a
mais no salário, abandonam seus postos de trabalho. Vivemos uma verdadeira
competição desleal na “caça aos talentos”.
Lealdade, sentimento de pertencimento, gratidão por desenvolvimentos
obtidos, e, por concessão de várias outras regalias e vantagens, tudo cai no
esquecimento.
Por isso, os líderes precisam
inovar na qualificação e desenvolvimento de habilidades e competências da força
de trabalho como forma de combater a desvalorização constante no poder de criar
resultados das equipes, que constantemente estão sofrendo mudança nos postos de
trabalho. Esta realidade pode ser comprovada através dos altos índices de
turnover e absenteísmo existentes em todos os lugares. Os cursos técnicos
existentes também estão defasados e não proporcionam os efeitos desejados na
melhoria da qualidade dos colaboradores para reposição. Entre as necessidades
organizacionais e os conteúdos dos cursos disponíveis podemos constatar enormes
vazios. A educação empresarial enfrenta vários desafios de melhoria com pequenas
exceções.
Assim, nos parece que não resta
outra alternativa, que não seja seguirmos o modelo que algumas organizações
visionárias já vêm praticando há vários anos, ou seja, criar um processo de
educação corporativa que comece desde os sete anos de idade. O conhecimento
básico e o amor às marcas poderosas começam na primeira infância, e, seguem
pela vida continuada destes escolhidos (normalmente filhos ou parentes de
atuais colaboradores), inclusive proporcionando oportunidades de aprendizado
especializado até o nível de pós-graduação e doutorado. É o processo denominado
de UNIVERSIDADE CORPORATIVA DE DESENVOLVIMENTO GERENCIAL, onde existe um curso
interno ou conveniado, dedicado para cada fase do desenvolvimento profissional
dos que se habilitam a fazer parte. Nelas se ensinam conteúdos adaptados às
necessidades empresariais, devidamente complementados por orientações no
tocante a posturas pessoais e atitudes proativas. O amor à marca, o sentimento
de pertencimento às equipes, e, principalmente, a devoção à cultura
organizacional, características que fazem os negócios andar em direção a um
futuro promissor, são absorvidas de forma livre e consciente.
Será que existem outras formas de
reduzir a intensidade deste “apagão de mão de obra”. Eu não conheço.
