Hoje, qualquer empresa que
continua sendo bem sucedida apesar da crise, fez o tema de casa e adequou seus
principais processos e sistemas a uma realidade de produtividade e economia de
custos sem precedentes. Deve também não ter se descuidado da conquista de novos
clientes e de manter um processo de avaliação do desempenho de suas lideranças
e colaboradores chaves em uso contínuo e sistemático. O líder visionário se dá
conta que estratégia, processos críticos e pessoas certas são o composto de
governança que funciona em qualquer cenário, pois reduz os riscos, evita
omissões e mantém um alinhamento estratégico que precede a ocorrência de crises
internas e rombos na estrutura financeira. Este processo de gestão pautado por
estas regras de funcionamento é uma fonte de aprendizado gerencial muito
importante e uma experiência insubstituível para qualquer gestor ou
colaborador. Assim, definir o rumo, acertar o foco, calibrar os esforços a
serem despendidos em cada um dos processos chaves e aprender a olhar através do
emaranhado de informações e notícias que circulam diariamente – extraindo daí o
que é realmente importante para a sobrevivência operacional – proporciona a
construção de um futuro alinhado e rentabilizado.
Ao final de 2014 quando da
construção dos processos de planejamento estratégico para 2015 os cenários
prospectivos já mostravam que iríamos enfrentar abalos no funcionamento natural
dos negócios em função da debilidade da nossa economia, e, principalmente,
porque as promessas da campanha eleitoral não tinham como ser cumpridas. Neste
segundo semestre o recuo nos volumes de negócios estão atingindo todos os
segmentos. Alguns líderes estão perplexos e uma imobilidade constrangedora
retarda a ações de melhoria e aumenta os problemas de caixa. Urge uma
mobilização que deve envolver a liderança executiva e todos os colaboradores
para encontrar saídas para os principais gargalos operacionais. A estratégia de
negócio deve ser revista com urgência, pois o horizonte de planejamento dentro
deste cenário deve atingir todo o ano de 2016, e, isto obriga alinhar todo o
processo de decisão a uma estratégia revista, capaz de motivar aos gestores
para transformar o processo de mudança como tarefa de todos, inclusive com
reflexo nos processos de incentivos e participação nos resultados. Um sistema
orçamentário ágil e abrangente deve ser uma das peças norteadoras de maior
utilidade. Todos os ocupantes de cargos chaves devem conhecer profundamente os
fatores críticos de sucesso e ter uma noção muito clara do que precisam fazer
para manter os resultados em novo patamar. Este tipo de discussão deverá
instilar na equipe de funcionamento um sentimento de pertencimento impossível
de ser neste momento obtido de outra forma. A cultura organizacional deve
produzir de forma clara uma energia movedora que reforce a reformulação da
estratégia com a sua conseqüente execução.
Enfim, apesar de muitos ainda
acreditar que na crise as reflexões e analise de situações críticas devem ficar
centralizadas num “Petit comitê”, discordo, e recomendo um forte engajamento
das lideranças e de todos os colaboradores. Precisamos repaginar a processo de
formulação da estratégia para enfrentar cenários conjunturais desfavoráveis,
elaborar um mapa estratégico real e transparente e disseminar isso por toda a
organização. Sem dúvidas, engajar o pessoal é uma necessidade intransferível.
