terça-feira, 28 de maio de 2019
ano 8 - post 129 - O Lápis (Coaching)
O menino observava seu avô escrevendo em um caderno, e perguntou:
– Vovô, você está escrevendo algo sobre mim?
O avô sorriu, e disse ao netinho:
– Sim, estou escrevendo algo sobre você. Entretanto, mais importante do que as palavras que estou escrevendo, é este lápis que estou usando. Espero que você seja como ele, quando crescer.
O menino olhou para o lápis, e não vendo nada de especial, intrigado, comentou:
– Mas este lápis é igual a todos os que já vi. O que ele tem de tão especial?
– Bem, depende do modo como você olha. Há cinco qualidades nele que, se você conseguir vivê-las, será uma pessoa de bem e em paz com o mundo – respondeu o avô.
– Primeira qualidade: Assim como o lápis, você pode fazer coisas grandiosas, mas nunca se esqueça que existe uma “mão” que guia os seus passos, e que sem ela o lápis não tem qualquer utilidade: a mão de Deus.
– Segunda qualidade: Assim como o lápis, de vez em quando você vai ter que parar o que está escrevendo, e usar um “apontador”. Isso faz com que o lápis sofra um pouco, mas ao final, ele se torna mais afiado. Portanto, saiba suportar as adversidades da vida, porque elas farão de você uma pessoa mais forte e melhor.
– Terceira qualidade: Assim como o lápis, permita que se apague o que está errado. Entenda que corrigir uma coisa que fizemos não é necessariamente algo mau, mas algo importante para nos trazer de volta ao caminho certo.
– Quarta qualidade: Assim como no lápis, o que realmente importa não é a madeira ou sua forma exterior, mas o grafite que está dentro dele. Portanto, sempre cuide daquilo que acontece dentro de você. O seu caráter será sempre mais importante que a sua aparência.
– Finalmente, a quinta qualidade do lápis: Ele sempre deixa uma marca. Da mesma maneira, saiba que tudo que você fizer na vida deixará traços e marcas nas vidas das pessoas, portanto, procure ser consciente de cada ação, deixe um legado, e marque positivamente a vida das pessoas.
retirado do site
http://www.blogdofabossi.com.br/2012/05/o-lapis-coaching/
quarta-feira, 22 de maio de 2019
Ano 8 Post 128 - A Longa Caminhada que leva à Liberdade
“Percorri aquela longa estrada até a liberdade. Tentei não esmorecer; dei passos em falso pelo caminho. Mas descobri o segredo que depois de escalarmos uma grande colina, descobrimos apenas que há muitas outras colinas para escalar."
Trecho de “Longa Caminhada Até a Liberdade”, autobiografia de Nelson Mandela.
Uma lenda viva! Nelson Mandela sempre foi uma inspiração para mim, desde quando eu era muito jovem, sua fisionomia me lembra meu pai e até hoje, quando olho para seu largo sorriso na capa do livro, não consigo disfarçar e fica difícil não sentir uma pontinha de emoção.
Minha admiração por Mandela é muito grande, mas é pouco perto de todo o aprendizado que tive ao ler sua autobiografia “Longa Caminhada Até a Liberdade”.
Um dos pontos que mais me marca na trajetória de Mandela é sua capacidade nata de exercer liderança com tamanha plenitude. Ele foi um grande líder, mas não nasceu pronto, com seu caminho traçado. Não nasceu político, mas viu na política a única forma de mudar a realidade de seu país. Teve humildade para aprender com seus colegas, foi observador, e enfrentou inúmeras dificuldades desde a pobreza extrema até forte preconceito. Nada disso o intimidou e ele teve forças para estabelecer o primeiro escritório de advocacia de um negro, na África.
Literalmente, liderança “é a arte de comandar pessoas, atraindo seguidores e influenciando de forma positiva mentalidades e comportamentos”.
Um líder não resolve nada sozinho, precisa de parceiros e de colaboração. Mandela liderou a formação do grupo que defendia a liberdade por meio da luta armada, sem experiência ou conhecimento. Viajou clandestinamente pelo continente, buscando apoio, instrução e patrocínio. Não recebeu tudo o que esperava, mas sua persistência não o desanimou.
Se a lei apoia a discriminação, se permite a injustiça e a opressão, é preciso contestar e deixar claro nosso ponto de vista. Às vezes, nos sentimos fracos e nos acomodamos. Não nos sentimos fortes para agir com determinação, uma característica muito marcante na autobiografia de Mandela.
Do início ao fim do livro, Mandela cita muitas situações nas quais ele poderia ter se dado por derrotado, esquecido da sua essência e de quem era de verdade. Mas, ao contrário, manteve-se firme e agiu de maneira coerente com seu propósito.
O diálogo esteve sempre muito presente em toda a história de Mandela. O diálogo que constrói e que expõe diferentes perspectivas. Tomar a iniciativa não é sinal de fraqueza, mas de maturidade. Aprender a se posicionar e negociar são atitudes que colocaram seu propósito à frente.
Durante os momentos de isolamento ele pode refletir sobre si mesmo, sobre seu destino. A busca do autoconhecimento ao olharmos para nós mesmos ajuda a ter consciência de quem verdadeiramente somos e qual é nosso propósito de vida.
Mesmo isolado da sociedade, na prisão, suas ações estavam de acordo com seus princípios e continuou lutando pelos mesmos direitos que sempre defendeu. Continuou acreditando, mesmo que isso significasse, simplesmente, negociar uniformes iguais para negros e brancos. Destaco alguns trechos do livro para ilustrar o penoso aprendizado de Mandela e sua mentalidade autocrítica:
“A prisão não apenas rouba a sua liberdade, ela tenta tomar a sua identidade (...) Prestei atenção ao que esses homens me falaram e pesei cuidadosamente suas visões de mundo. Todos os argumentos tinham algum mérito. Eu já estava tendendo a algum tipo de envolvimento político, mas não sabia o quê, ou como, e permaneci à beira do rio, sem ter muita certeza do que fazer (...) A vida inteira de um negro pensante neste país leva-o a um conflito contínuo entre a sua consciência, por um lado, e a lei, por outro lado. ”
Sinto que, mesmo sendo livres, em algumas situações nos sentimos presos às nossas crenças, aos pensamentos negativos e às convenções da sociedade. Ficamos à espera de um herói, alguém para nos salvar, como nos contos de fadas que ouvíamos dos nossos pais à beira da cama. Mas isso não é real!
Em muitas situações achamos que porque não ocupamos altos cargos, ou porque não somos políticos, ou não somos os responsáveis por algum feito extraordinário, não temos nada importante para fazer. Isto não é verdade! Aqui vale a máxima de Gandhi:
“ Seja você a mudança que deseja ver no mundo! ”
Posso dizer que reconhecer nosso passado, agradecer aos que vieram antes de nós, aprender com eles, faz todo o sentido. Mesmo que seja para fazermos diferente, para mudarmos o rumo. Remoer o que ficou para trás, não muda nada.
Portanto, quando bater “aquela” dúvida, lembre-se:
- Ao longo da nossa caminhada seremos capazes de realizar muitas descobertas, se estivermos atentos e nos permitirmos apreciar e aprender durante a jornada.
- Superar um desafio é somente o primeiro passo para um próximo.
- A consciência de si mesmo traz consigo a liberdade e a responsabilidade sobre o que faremos a respeito de nosso futuro.
Teria muito mais a dizer, mas seriam precisos muitos artigos!
Se você não leu este livro, recomendo que faça o mais rápido possível! Se precisar de ajuda para encontrar seu propósito ou rever sua carreira procure a ajuda de um coach profissional.
Desejo que sua jornada seja repleta de aprendizados e grandes descobertas sobre si mesmo!
Até a próxima!
segunda-feira, 13 de maio de 2019
Ano 8 - Post 127 - Como você faz a gestão de seu tempo?
Um dos temas bastante recorrentes durante um processo de Coaching refere-se à gestão do tempo e como, de certo modo, isso impacta nossa produtividade e o estabelecimento de novos hábitos e comportamentos.
Algumas referências mencionam que o desenvolvimento de novos hábitos requer uma prática de, no mínimo, 28 dias; outras, ainda mais. O fato é que, sem foco ao que desejamos mudar, fica mais difícil tornar o desejo uma realidade. Neste sentido, a famosa expressão ‘não tenho tempo’ revela-se uma grande vilã.
Mas será que, realmente, não temos tempo? Ou nos falta priorizar o que, de fato, é importante?
Há algum tempo busco praticar a matriz do tempo proposta por Stephen Cover em seu livro Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes. Nessa matriz, Stephen sugere que organizemos nossas tarefas seguindo os seguintes critérios:
- Urgente + Importante: aquelas tarefas que acrescentam valor e resultado e são de solução imediata. Por exemplo: crises, datas comprometidas, problemas de Saúde;
- Não Urgente + Importante: aquilo que não é possível resolver imediatamente, mas acrescenta valor e resultado. Por exemplo: metas e planejamento, desenvolvimento pessoal e profissional, identificação de oportunidades, desenvolver relacionamentos, lazer;
- Urgente + Não Importante: é possível resolver a tarefa imediatamente, mas não acrescentará valor. Por exemplo: interrupções, telefonemas, mensagens/relatórios não significativos, atividades populares, questões urgentes próximas;
- Não Urgente + Não Importante: este é o grupo das tarefas que não acrescentam valor e não geram resultado imediato. Por exemplo: distrações, detalhes desnecessários, atividades agradáveis e inúteis, pequenas tarefas, troca de mensagens irrelevantes, conversas desnecessárias e improdutivas;
A partir dessas considerações, é claro, é importante tomar decisões de delegação sobre aquilo que outros podem resolver por você, além de conscientizar-se sobre o que necessita realmente de sua atenção. É essencial lembrar que: o que não era urgente, passará a ser se eu não tiver me planejado. E quando isso vira uma bola de neve, realmente, a sensação é a de que ‘não tenho tempo’.
E você? Como tem administrado seu tempo? Sua atenção está voltada realmente para o que é importante? Ou as distrações têm dominado sua rotina. Mudar hábitos e adquirir novas competências requerem nossa atenção e foco. Não se deixe distrair!
terça-feira, 7 de maio de 2019
Ano 8 - Post 126 - Afinal, o que é Management 3.0”?
“A gestão não consiste em selecionar as melhores ideias; e sim criar um sistema que permita emergir as melhores ideias. ” J. Appelo
A pergunta me motivou a escrever este artigo e responder para mais pessoas que tenham a mesma dúvida.
“Se as melhores memórias de sua vida são todas sobre suas férias, talvez não devesse voltar ao trabalho amanhã. ” J. Appelo
A pergunta me motivou a escrever este artigo e responder para mais pessoas que tenham a mesma dúvida.
Quando divulguei o primeiro Workshop de Management 3.0 que facilitarei ao lado de Leylah Macluf, na ESPM, entre os dias 31 de agosto e 02 de setembro; vários amigos perguntaram: “mas afinal, o que é Management 3.0”?
Management 3.0 surgiu a partir da publicação do livro do holandês Jurgen Appelo, escritor, palestrante, desenvolvedor, empreendedor, ilustrador, gerente e blogger. Foi recentemente CIO na ISM eCompany, uma das maiores organizações de soluções e-Business dos Países Baixos. O autor do best seller Management 3.0 (Gestão 3.0), diz que “devemos reinventar a gestão para que possamos endereçar os desafios que o mundo dos negócios nos oferece nos tempos atuais”. O autor que é uma referência no mundo ágil, descreve em seu livro o papel de um líder em organizações ágeis.
Há muita referência a respeito de métodos ágeis com foco no desenvolvimento e gestão de projetos, mas pouco sobre liderança e, neste contexto, e Management 3.0 veio para cobrir uma lacuna.
Jurgen propõe ferramentas e práticas para:
1. Energizar as pessoas
2. Empoderar a equipe
3. Alinhar restrições
4. Desenvolver competências
5. Crescer estrutura
6. Melhorar tudo
O foco do líder deixa de ser controlar a equipe e passa a ser o de apoiar e garantir que não existam bloqueios para que tudo flua garantindo um ambiente de confiança em que todos possam ser criativos e trabalhar efetivamente juntos.
Managament 3.0 não é apenas um livro, mas um movimento de transformação do estilo de gestão. Neste movimento, as pessoas são a parte mais importante do sistema, e o papel do líder é mantê-las motivadas e engajadas. Em ambientes complexos e que mudam constantemente, uma gestão que abraça a mudança e encoraja outros para que façam o mesmo.
Ser feliz com que o está fazendo e produzindo, sentir-se reconhecido e valorizado é um dos objetivos deste novo modo de ver a gestão. E faz parte do papel do líder apoiar as pessoas para que encontrem o caminho.
E você? Acredita que estas ideias se aplicam somente às empresas dos sonhos? Eu te digo, com certeza, que não!
Veja mais em: www.management30.com
Quer se inscrever no workshop? (Clique aqui)
Sobre a autora | Fabiana Mello
Licenciada por Happy Melly para facilitação de treinamentos em Management 3.0. Graduada em Processamento de Dados pela FATEC, MBA em eBusiness pela FGV e Ohio University, Pós-MBA em Empreendedorismo e Inovação e é mestra em Engenharia de Software pelo IPT – USP. Com vasto conhecimento em desenvolvimento de sistemas em mercado financeiro, gerenciamento de projetos, liderança e gestão de equipes, Fabiana desempenhou grandes trabalhos em empresas renomadas ao longo de sua carreira. Foi também, durante muito tempo, líder de equipes multidisciplinares com foco em transformação de organizações e pessoas, na área de engenharia de software e hoje é coach pelo Instituto EcoSocial.
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