quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

ANO 01 - POST 26 - IMPOSSÍVEL TER SUCESSO SEM INOVAR NAS PRÁTICAS DE GESTÃO

Estou escrevendo o último post deste ano de 2011. Foi um ano rico em experiências e conhecimentos, de muita troca com os clientes, e, principalmente, de muitos processos de mudança bem sucedidos, que acrescentaram valor no negócio daqueles que estavam dispostos a sair da zona de conforto e correr os riscos que este tipo de ação trás.

Comprovei no dia a dia, que hoje no ambiente de trabalho precisamos de uma nova forma de relacionamento entre os colaboradores, e, principalmente, destes com seus líderes. As equipes não trabalham mais "para" os líderes; as equipes de sucesso trabalham "com" suas lideranças. Esta mudança de paradigma, para mim, foi a grande evolução no sistema de gestão nestes últimos três anos. Hoje, qualquer que seja o tipo de relacionamento - amizade, social,  profissional, familiar ou amoroso - o que o sustenta é a relação de confiança existente entre as partes envolvidas. Confiança é a palavra-chave em termos de gestão bem sucedida; é ela que fideliza e faz crescer a carteira de clientes; é ela que mantém relecionamentos comerciais duradouros entre parceiros e fornecedores; é ela que mantém os membros de uma família unidos; é ela que mantém as relações afetivas construtivas e repletas de felicidade. Nos tempos antigos o que sustentava as relações era o poder; mandava quem podia e obedecia quem tinha juízo. Sacrifício e tortura eram as palavras da moda, mesmo na Era Industrial. Somente, na Era da Informação, passamos a ter relacionamento de iguais entre líderes e liderados, pois o capital intelectual passou a receber o devido valor. E, com certeza, neste rítmo de desenvolvimento no relacionamento entre as pessoas, onde o sistema de autoridade cede o seu lugar para o sistema de facilitação ou coaching, muito em breve vamos entrar na Era das Pessoas, onde o cérebro vai assumir o lugar dos músculos; onde o nível de confiança vai chegar ao ápice; e, propiciando que todas as mentes e corações da equipe de trabalho estejam unidas para construir o melhor futuro sustentável para todos.

Por isso, para desenvolver o clima de confiança necessário à melhoria do sistema de gestão, seja você líder ou liderado, adote posturas em 2012 que facilite este crescimento: (1) Seja disciplinado, mas não perfeccionista; (2) Seja prestativo e esteja sempre disposto a colaborar com os seus colegas; (3) Seja eficiente, competitivo e deseje o sucesso pessoal e da sua organização; (4) Seja sensível, idealista e se faça compreender sempre que possível; (5) Seja racional, metódico, sistemático e objetivo; (6) Seja cauteloso, cuidadoso e faça somente críticas construtivas; (7) Seja criativo e desempenhe suas atividades de maneira prazeirosa; (8) Seja empreendedor, desbravador, perseverante e ativo; (9) Seja paciente, perssistente e ativo; (10) Por último, não goste de burocracia e demoras.

Para que você se torne um talento reconhecido, acrescente a lista acima, a iniciativa de dar um presente todos os dias a um colega de trabalho, seja ele um feedback construtivo, um sorriso sincero, uma idéia, uma demonstração de confiança. Este é um futuro que já chegou na postura de muitos executivos que hoje deixam marcas positivas em suas organizações.

Pense nisso, enquanto receba os nossos votos  de um ANO DE 2012 repleto de realizações.

QUIZ:

E a sua organização, já está na ERA DAS PESSOAS?

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

ANO 01 - POST 25 - O QUE DEVEMOS MUDAR NO MODELO DE NEGÓCIOS PARA 2012?

O sucesso empresarial decorre da oferta de um produto e/ou serviço excelente aos clientes, difícil de ser imitado pelos concorrentes diretos, e, paralelamente, com a construção de uma cultura e de um clima organizacional motivador para a equipe de colaboradores. Atingir estas características que dão forma ao sucesso empresarial não é tarefa fácil, e, com certeza, tem origem num processo de liderança voltado para a profissionalização, para a inovação, e, para a responsabilidade social da organização dentro da sua comunidade. Quando uma empresa tem consciência do seu propósito empresarial, e, compartilha isso com sua equipe de colaboradores, reduz em muito a necessidade de manter controle sobre o que as pessoas fazem, ou seja, se todos internamente tem consciência do norte a ser construído, fazem exatamente o que deve ser feito, o processo de avaliação e controle, quando usado, torna-se uma ação construtiva. Normalmente, somente exercemos um controle forte quando não existem fronteiras claras entre as unidades organizacionais;  onde os interesses pessoais prevalecem sobre os interesses da corporação; onde existem relacionamentos internos diferenciados e isto gera privilégios para alguns facilmente percebidos por todos, e, principalmente, quando o grau de maturidade dos executivos e colaboradores é baixo. 

Por isso, um modelo de gestão para qualquer negócio, deve ter esta questão do propósito empresarial mais bem definida, bem divulgada, e, muito bem entendida por todos. Logo a seguir, a principal liderança deve zelar para que seus  processos chaves de funcionamento (aqueles que garantem o faturamento e a satisfação dos clientes) sejam operacionalmente competentes. Como fazer isso? Respondendo honestamente as seguintes questões:

1. Qual o comportamento de nosso volume de vendas, rentabilidade e competitividade em 2011 em relação ao ano de 2010? Se estamos com queda no nosso desempenho precisamos rapidamente identificar onde estão localizadas as causas que geram estes resultados negativos, ou seja, agir sobre as causas e não sobre os efeitos. E, agir nas causas, deve acontecer em cada uma das questões seguintes, quando você não gostar da resposta à questão.

2. Os nossos diferenciais nos produtos e nos serviços são percebidos pelos nossos clientes, agregam valor a nossa marca, garantem uma fidelização crescente, e, aumentam a nossa rentabilidade em relação ao mercado concorrente? Conseguimos inovar e fugir do atual estágio de comoditização geral existente?

3. Nossa ação comercial é agressiva, renovada, motivada e nossa equipe de vendas mantém um razoável padrão de crescimento em termos dos mercados atuais e de novos mercados? Os nossos canais de comunicação apoiam o processo comercial e atingem de forma clara a mente dos nossos clientes?

4. Qual o padrão da minha tecnologia de processos de produtos e de serviços? Sou competitivo em termos de custos e em termos de tempo para entregar um produto ou serviço? Cumpro com os meus compromissos comerciais dentro dos prazos pactuados com os clientes? Conheço como os meus concorrentes estão cumprindo com este pré-requisito?

Como dito acima, não tendo respostas satisfatórias para estas questões, precisamos montar um sistema de melhoria para acontecer logo no início do ano de 2012. Crescer profissionalmente, passa por mudanças quase que constantemente, ajustando os processos de funcionamento a realidade de mercado e aos propósitos de negócio ou propósitos empresariais.

Boa análise!

QUIZ:

Quais os efeitos na minha empresa o fato de não ter um propósito de negócio claro e compartilhado com a minha equipe chave? Norteadores estratégicos (missão, visão e valores) são essenciais ou são modismos?

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

ANO 01 - POST 24 - COMO FRACASSAR COMO EMPREENDEDOR?

Estou fazendo um tratamento fisioterápico para me livrar de uma incomodação no meu tornozelo, e, tenho tido a oportunidade de conversar muito com a fisioterapeuta que me atende, sobre seus planos para incrementar seu negócio para 2012. Ela me diz "passado esta fase da posta em marcha" preciso qualificar minhas atividades para fidelizar e encantar meus atuais clientes, e, para que eles sejam o meu processo de desenvolvimento de uma nova carteira de clientes. Nada mais correto e adequado, pois ela precisa se livrar de todas as amarras (imã que puxa para trás) que normalmente levam a mortalidade crescente dos novos negócios. Refletindo sobre isso fui pesquisar a literatura que tinha sobre o tema, e descobri o livro 10 Mandamentos para Fracassar nos Negócios, da Editora Sextante, que mostra claramente como fechar o negócio antes dos primeiros 2 anos de existência.

Vou referir a seguir sobre os pontos que achei mais interessantes e que merecem uma reflexão de todos os novos empreendedores:

1. Não corra riscos nos primeiros anos do seu empreendimento, principalmente, em períodos de incerteza da economia, não invista em marketing, em comunicação, em se fazer conhecer no mercado, em encantar e fidelizar os seus clientes. Atue com o freio de mão puxado. Seja um empresário controlado e controlador.

2. Seja o mais inflexível possível, não vá nessa conversa de programas de qualidade, de melhoria na gestão do negócio, faça as coisas do velho jeito que as pessoas que você confia sempre fizeram. Não pense em aumentar o mix dos seus produtos e serviços para atender as necessidades e as expectativas dos seus atuais clientes. Se está dando certo da forma que você iniciou, preserve o formato. Focar na visão de clientes é tema de marketeiros para vender projetos de propaganda.

3. Filosofia coaching, liderança servidora, ouvir a voz dos colaboradores, são conceitos que não tem sentido prático para um empreendedor objetivo. Isole-se, trabalhe numa sala fechada, nunca converse amistosamente com os membros da sua equipe, mantenha uma pressão grande por cumprimento de horários, por não existirem faltas, por "vestir a camisa da sua empresa", pois os empregados tem uma visão distorcida dos empresários, e, julgam que estes, somente focam nas formas e ações que tornem a sua conta bancária mais "gorda".

4. Mantenha distância dos clientes e jamais admita um erro para eles. Normalmente clientes são reclamões e mal intencionados, e, na real, devemos transferir para eles a responsabilidade por qualquer coisa que não deu certo. Se eles não voltarem mais na sua organização, com certeza, terão outros que virão.

5. Seja audacioso, principalmente para vislumbrar brechas fiscais. Ao invés de se perguntar "isso é certo?", pergunte-se "será que dá para fazer isso sem ser apanhado?". Você com certeza conhece inúmeros donos de negócio que usam a economia informal para crescer. O governo não está aparelhado; esta história de integração eletrônica de dados é só para empresas gigantescas.

6. Se precisar busque um mentor de negócios, mas cuide que os honorários cobrados sejam bem baixos. Existem muitos consultores gentis e agradáveis que lhe provarão que nada melhor do que confiar cegamente em especialistas.

7. Não trabalhe com gente que pensa; você está contratando os músculos e não a inteligência das pessoas. Crie a maior burocracia possível para tolher qualquer tentativa de iniciativa dos seus funcionários para fugir das regras e rotinas que você estabeleceu. Manda quem pode, obedece quem tem juízo.

8. Nunca seja claro em nada; de preferência, mantenha comunicações confusas, de duplo sentido, com os seus funcionários, fornecedores, prestadores de serviço e clientes. Se você manter comunicações confusas está livre de ser responsabilizado por alguma coisa.

9. Cada vez que lhe perguntarem "como vai a empresa?", diga que vai mal, que a carga de impostos é muito alta, que os juros cobrado pelos bancos são impagáveis, que não se encontram mais funcionários leais e comprometidos, e, principalmente, que a crise da Europa e Estados Unidos vai chegar muito em breve aqui, e, como não estamos preparados para enfrentá-la, vai ser "um Deus nos acuda". Crie um clima de temor quando ao futuro dos negócios e da economia brasileira.

10. Para finalizar, não tenha informações gerenciais, mantenha um contador somente para fazer as guias dos impostos que realmente precisam ser pagas, não tenha controles de avaliação do cumprimento de metas, alías, não gaste tempo em ter e divulgar metas.

Seguindo esta cartilha à risca, ligue-me para que eu possa lhe indicar um excelente advogado em processos de falência e recuperação de negócios.

QUIZ:

Será que realmente existe benefício para o meu negócio em adotar práticas de excelência em gestão? Será que "liderança, conhecimento e atitude" pode me ajudar a ter sucesso continuado?


sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

ANO 01 - POST 23 - COACHING EXECUTIVO E A EVOLUÇÃO DO PERFIL DO GESTOR

Esta semana tive a oportunidade de realizar uma reunião preliminar com um executivo que desejava conhecer com mais detalhes o funcionamento de um programa de coaching executivo. Aliás, excelente oportunidade de troca de informações, pois a empresa onde ele hoje esta vinculado vem crescendo muito no cenário gaúcho nos últimos anos, bem como, o seu perfil funcional é bastante afirmativo e questionador.

Observei que o seu desejo de participar de um programa de desenvolvimento pessoal apoiado pelas técnicas de coaching decorre de um sentimento pessoal de não aproveitamento integral que seu gestor direto ou sua empregadora está fazendo de suas habilidades de liderança e gerenciamento, bem como, da ocorrência de outros fatores, como a natureza mutável da cultura organizacional nos últimos anos, colegas de trabalho cada vez mais instruídos em decorrência do apoio em capacitação que a empresa realiza, o ritmo das mudanças que o mercado e os clientes impõe para que a organização se mantenha competitiva nos diversos segmentos que atua, entre outros. Ele tem a sensação que um programa desta natureza, com ferramentas e metodologia atualizada, poderá lhe ajudar a construir novas atitudes, mais centrado no autoconhecimento, sem perder o controle e o foco nos resultados.

Deixei claro que o coaching não é um fenômeno novo, apesar do recente interesse que passou a despertar como modelo de desenvolvimento de pessoas. Ao longo da história da humanidade temos várias informações disfarçadas da presença da cultura coaching na vida das pessoas: os mais velhos eram considerados mais sábios e os mentores dos mais jovens; os avós, tias, primas e irmãos tinham obrigação de ajudar no desenvolvimento do saber; obrigações religiosas e a orientação constante de representantes da igreja definiam o ritmo de vida diária; sem falar nas  convenções sociais e morais dentro das comunidades que puniam severamente qualquer tipo de desvio de comportamento. Somente depois da segunda guerra mundial que as culturas ocidentais começaram a despertar para o papel da felicidade individual que o vínculo profissional poderia trazer para a vida, ou não. Hoje, a crise mundial enfrentada em vários cantos do planeta, assombra a classe executiva pelo aumento contínuo e sistemático da complexidade dos acontecimentos; esta Era da Informação faz com que as estruturas matriciais abram espaço para à globalização, à meritocracia, ao aumento da produtividade, à eficiência, à mobilidade dos empregos, e, principalmente, a redução da força de trabalho como meta final de sobreviência na arena competitiva. A complexidade se apresenta através dos movimentos de reengenharia, terceirizações, formação de redes, racionalizações e muita rotatividade nos cargos executivos. Todos estão focados no seu próprio destino. Todos estão carentes e sedentos (mesmo a nível inconsciente) por demandas de coaching executivo como forma de construir novas bases para a cultura organizacional. Poucas empresas e poucos executivos se deram conta que a falta de feedback proativo, a carência de programas de desenvolvimento de carreiras, as fazem perder executivos com excelente potencial.

Por outro lado é importante considerar também que a satisfação no trabalho e o cumprimento de cada etapa no ciclo de vida pessoal e profissional, tem profunda relação entre si. Todos nós passamos por um ciclo medido em anos de vida, que vai dos 20/25 anos até ao redor dos 65 anos; em cada de suas etapas gera efeitos psicológicos, biológicos, sociais e situacionais que convergem para um estado de satisfação difusa. Este processo é inevitável e invariavelmente acontecerá na vida de todos nós, influenciando diretamente nossa capacidade e nossa maturidade. Um dos propósitos de um programa de coaching executivo é refletir e ressignificar crenças e valores para cumprir com a vivência de cada uma destas etapas deste ciclo de vida pessoal e profissional, conseguindo através do engajamento das pessoas um maior nível de aprofundamento emocional. Esta parceria emocional e financeira entre o empregador, o gestor direto e o executivo ajuda a construir o futuro e novos steps profissionais na carreira. Ela somente não funciona em situações em que o executivo já não é acreditado pela empresa; em situações onde o tratamento precisa ser dirigido para disfunções psicológias; ou, onde o executivo já tem uma nova opção que ele considera o próximo alvo a ser alcançado na sua carreira profissional.

Por tudo isso, minha recomendação foi de que o gestor direto deveria ser envolvido nesta análise de como realizar um trabalho supervisionado de coaching executivo como opção de desenvolvimento pessoal; e, que poderíamos através de uma parceria sólida (coach - coachee - gestor), construir um modelo que apoiasse decisões quanto a que fazer hoje para tornar a carreira profissional um sucesso também a médio e longo prazo. Fica muito claro para mim que a vida constantemente está nos alcançando "convites" sem cessar, sobre novas opões nos mais variados aspectos. Bem avaliar cada destes convites será decisivo em nosso caminhar rumo ao sucesso e também em nosso processo de aprendizado. Não tenho a menor dúvida de que o coaching executivo é uma ferramenta que pode ser usada para clarificar o processo de construção do futuro.

O que vocês acham?

QUIZ

Você acredita que um programa de coaching executivo é uma poderosa ferramenta de retenção e desenvolvimento de executivos?

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

ANO 01 - POST 22 - A ESPIRAL DE MUDANÇAS - "COMOS" IMPORTANTES EM MUDANÇAS PESSOAIS E ORGANIZACIONAIS

Estou vivenciando momentos ímpares nas relações de consultoria e coaching junto aos meus clientes, pois, conforme temos tratado, muitas das ações e iniciativas de hoje são preparatórias para tornar o ano de 2012 mais efetivo e produtivo. Já discutimos vários "o que?" e agora estamos na fase de apreciar e determinar os "comos". Sobre estes "comos" quero acrescentar mais algumas reflexões, principalmente, em dois tópicos que considero cruciais para o bom andamento de qualquer organização: "como fazer reuniões eficientes?", e, "como escolher os acréscimos certos para reforçar o time para 2012?".

Como fazer reuniões eficientes: muito tempo precioso de uma organização é gasto com reuniões; reuniões de todos os tipos, desde as administrativas para tratar do funcionamento dos processos internos, até aquelas com clientes para tratar de novas vendas ou do processo de encantamento e fidelidade. E, por mais eficiente e eficaz que seja a liderança, sempre temos como melhorar o roteiro de funcionamento de uma reunião, pois reuniões são realizadas para resolver problemas ou melhorar resultados, Na prática não é assim que funciona, o foco se concentra em relatos, dificuldades, muita notícia, muito apelo, pouca análise e pouca discussão de alternativas de solução, que é o que efetivamente interessa. Os gestores apresentam um problema do tipo "este indicador está muito alto e precisamos urgentemente baixá-lo". Não vai baixar porque não se faz uma cuidadosa análise das causas que elevaram os resultados, qual a origem efetiva do problema, quais as alternativas para reduzí-lo ou trazê-lo para um patamar aceitável. Se temos em pauta um resultado inadequado, temos um problema a ser resolvido, e, isso não se consegue com motivação e apelos tão somente. Para resolver este tipo de anomalia interna precisamos de ação direcionada e inteligente. Os envolvidos precisam sair da reunião com um "tema de casa"claro, e, todos os esforços devem ser direcionados para atingir a nova meta estabelecida por consenso na reunião. Complementando, para se atingir uma meta de melhoria (no caso, reduzir o indicador), é preciso atuar nos meios (processos internos de funcionamento), e, portanto, promover mudanças. Mudanças acontecem através de profunda reflexão das causas do problema, da construção de várias alternativas de ação, e, pela escolha e encaminhamento daquela alternativa que parece mais favorável ao tipo de problema. Ainda vinculado com reuniões eficientes, está o tema do tipo de "feedback" a ser dado neste tipo de reunião, ou seja, feedback, sincero, aberto, objetivo, contínuo, de preferência no momento da ocorrência do problema, enfim, deixar bem claro qual é o desvio e qual é a correção de rota que se precisa construir no grupo.

Escolher pessoas certas para os acréscimos na equipe para 2012: temos constatado que a grande maioria dos resultados insuficientes em 2011 ou a falta de criatividade e iniciativa em direção a um assunto importante, é decorrência da falta de pessoas preparadas (técnica e emocionalmente) para fazer o que realmente a organização necessita. Estar na folha de pagamento, cumprir normas, chegar na hora, não contestar as decisões superiores, são indícios de um comportamento afirmativo, mas, está muito longe de produzir resultados positivos e contínuos. A grande maioria das empresas conta com um quadro de colaboradores despreparados, com um conjunto de sistemas que são usados parcialmente, com falta de criatividade para encantar os clientes, e, com resultados econômicos-financeiros muito aquém do principal concorrente. Esta realidade se cria pela insuficiência operacional dos processos de recrutamento e seleção utilizados, pela falta de um processo de acolhimento e desenvolvimento de habilidades e competências, e, principalmente, pela carência de habilidades de liderança, metodologia e conhecimento dos gestores diretos. Aliás, os melhores líderes hoje usam o sistema de liderança coaching; gastam boa parte do tempo para desenvolver equipes, e, estão sempre fora de uma "zona de conforto" onde prevalece a inércia, a falta de iniciativa e comprometimento com a construção de um futuro melhor. Assim, cuide para que todos os líderes ao seu redor providencie para 2012: (1) Ter metas e métodos para todos os integrantes da sua equipe; (2) Implementar um programa de treinamento e desenvolvimento de suas equipes focados nas principais habilidades e conhecimentos insuficientes; (3) Exijir de suas equipes comportamentos afirmativos fortes, principalmente, na vivência dos valores da organização; que suas atitudes tenham um nível de referência balizado na figura do principal executivo; que exista um sentido de urgência para tudo que precisar ser feito; e, um hábito de se estabelecer datas limites para as ações pactuadas, de forma que o sistema de avaliação seja contínuo e construtivo. Pessoas que não deixem bem claro estas características no processo seletivo, se entrarem na sua equipe, com certeza vão aumentar as estatísticas, da baixa produtividade e da falta de competência para construir algo melhor.

QUIZ:

Como vão os comos da sua equipe de trabalho? As observações acima podem lhe ajudar a melhorar o desempenho em 2012? Como?

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

ANO 01 - POST 21 - O QUE FAZER EM 2012 PARA GARANTIR SUCESSO NO SEU NEGÓCIO?

Lendo reportagem da Revista Veja - As Lições dos Vencedores, na última edição, deparei-me com um conteúdo transmitindo a mesma idéia que tenho me dedicado a recomendar neste espaço, ou seja, que as dificuldades burocráticas são enormes para se abrir um negócio no Brasil, mas, que poucos sobrevivem depois de 4 anos da inauguração. Por que poucos somente têm sucesso e se mantém por mais tempo operando no mercado? O que prevalece no processo de sobreviência que os empreendedores conseguem por em prática? O brasileiro é um empreendedor nato, mas, por que, seus empreendimentos tem esta baixa taxa de sucesso?

Para começar, precisamos ter consciência que o ambiente de negócios no Brasil realmente cria uma série de dificuldades na hora de se colocar uma idéia em prática. Talvez a elevada carga de impostos seja o fator mais decisivo, pois, anteriormente tínhamos alíquotas altas porque o processo inflacionário era mensalmente alto. Agora, estamos navegando numa economia equilibrada, com a inflação sob controle, e, as alíquotas continuam as mesmas. A carga tributária corresponde a mais de um terço do PIB nacional. A pequena e média empresa é responsável direta por um alto grau de empregabilidade, formal e informal, mas tem uma taxa de representatividade no PIB menor que 20%. Em outros países esta representatividade é o dobro ou o triplo. Só estes dados e fatos mostram que não há sintonia entre as políticas de desenvolvimento e apoio da PEM empresa no país e as necessidades que estes empreendedores precisam para ter o seu processo de desenvolvimento empresarial facilitado. Ainda tem outras dificuldades em termos de obtenção de crédito para instalar e tocar o negócio; a burocracia oficial alfandegária para exportar ou importar produtos de outros países; a burocracia e o alto custos de encargos sociais para manter a força de trabalho totalmente formal e feliz. Mas, apesar de tudo isso, temos reduzido paulatinamente a taxa de mortalidade dos negócios e aumentado o processo de profissionalização dos colaboradores neste importante segmento da economia brasileira.E, isto, é o principal alento que temos.

As dicas da Revista Veja, baseadas nas afirmações dos empreendedores de sucesso entrevistados passam por: (1) Se você acredita que a sua idéia de negócios é boa, que existem compradores para o seu produto ou serviço, não tenha medo de assumir riscos, de transformar sua vida, de sair da zona de conforto que o emprego produz, e, construir efetivamente uma organização de sucesso centrada na satisfação dos clientes; (2) Assuma uma postura de empreendedor atualizado com os modernos processos de gestão, não centralize toda a operação e a decisão na sua pessoa, cerque-se efetivamente de pessoas capazes e com sintonia espiritual e técnica com você; enfim, livre-se da angústia de querer fazer e participar de tudo o que acontece. Meu irmão, empreendedor do ramo de comercialização de carros semi-novos, neste ano de 2011 trouxe para dentro do negócio seu filho, universitário; não abriu mão de dar a palavra final sobre as decisões, mas, adotou um espírito receptivo para as novas formas de fazer e controlar as atividades....tem sido uma experiência de sucesso para o negócio; (3) Tenha bem claro em todos os dias de funcionamento da sua empresa, que o melhor produto do mundo, o melhor cliente do planeja, e, a melhor tecnologia disponível, SEM GESTÃO, não lhe dão garantia de sucesso. O PGQP-RS está lançando o SAGS - Sistema de Avaliação da Gestão Simplificado, exatamente para apoiar os empreendedores que ainda não possuem um Sistema de Gestão baseado nos Critérios da Excelência do MEG. Tenha coragem e vá participar de um seminário de sensibilização. Com certeza você vai transformar a governança corporativa da sua organização; (4) Saiba que na disputa do mercado competitivo, o grande objetivo, sempre, é superar a concorrência direta, oferecendo aos clientes algo diferente e difícil de ser copiado; oriente a execução dos seus processos chaves de funcionamento pelas necessidades e expectativas dos clientes; ofereça algo que atinja as necessidades não do cliente genérico do seu negócio, mas, especialmente criada para os grupos de clientes relevantes que você tem; (5) Hoje o mundo é uma aldeia global e o processo de criatividade e inovação em países como India, China, e, tantos outros, é uma realidade; pesquise onde existe uma tecnologia que produza o que você produz aqui, com mais produtividade, com menos custo, com mais diferenciais, que realmente fidelize os atuais clientes, e, que ajude decisivamente a conquistar novos; sua marca tem de passar essa idéia de estar sempre em sintonia com o que há de melhor no seu segmento; (6) Se você tem um segmento de clientes perfeitamente identificado não fique restrito a um único produto ou serviço; pesquise outras utilidades para as novas necessidades dos seus clientes; crie novas alternativas; aumente seu portfólio; conquiste mais espaço na mente e no coração dos seus clientes; (7) Enfim, internalize que o grande problema dos empreendedores não está na criação de planejamento estratégico para a sua organização, uma vez que esta ferramenta cresce muito dentro do sistema de gestão de negócios de todos os tamanhos. A grande dificuldade a ser vencida está no processo de execução; de sair da inspiração e ir direto para a transpiração; de por as mãos na massa de forma competente; de ser persistente e comprometido com "liderança, conhecimento e metodologia" em tudo o que faz. Fazer direito vale a pena é a décima dica da Revista Veja.

QUIZ:

Você já pensou em comprar a edição da semana passada da Revista Veja, entregue no último fim de semana, que fala sobre "As lições dos vencedores", e, conhecer a fundo o que dizem empreendedores de sucesso?