terça-feira, 31 de março de 2015

Ano 4 Post 101 - COMO LIDAR COM OS DESAFIOS NO TRABALHO E ALCANÇAR MELHORES RESULTADOS





Na Revista Sermais no. 55 li um artigo escrito pela Adriana Teixeira, psicóloga e coach,  que aborda a necessidade de desenvolvimento de algumas competências e habilidades em nossa equipe de trabalho para que se alcance as metas e se enfrente o atual ambiente sócio econômico desfavorável. Sobre estas recomendações vou acrescentar alguns comentários.
A primeira recomendação orienta que os colaboradores precisam “compreender seu trabalho”. Isto nos conduz a conseguirmos uma interação líder x subordinado através de um processo de comunicação claro e objetivo de forma que a equipe de trabalho tenha pleno domínio das tarefas a serem realizadas, das funções, e, das responsabilidades do cargo assumido. Observo que no dia a dia operacional se perde muito tempo pela observação limitada que os colaboradores têm da amplitude do trabalho solicitado pelos líderes. Parece que eles não têm plena consciência de como e para que lhes sejam delegadas algumas tarefas. Na verdade não conseguem valorizar as prioridades; não conseguem organizar um plano de trabalho que elimine tarefas desnecessárias; não conseguem eliminar bate-papo em redes sociais durante o expediente de trabalho; e, não fazem anotações sobre o escopo do trabalho e muito menos dos resultados alcançados.
A segunda orientação recomenda que os colaboradores “tenham visão”, ou seja, entendam as necessidades dos clientes, os focos que a empresa esta centrada, use um pensamento positivo a respeito das atividades. Aquilo que pensamos e conseguimos visualizar os resultados na nossa mente, tem muito mais probabilidade de se materializar. Os colaboradores precisam acreditar que através do pensamento eles podem atrair sucesso ou fracasso. Nós somos os verdadeiros responsáveis pela nossa carreira, e, temos obrigação de realizar uma ação consciente na hora de proceder a escolhas na vida pessoal e profissional. Ficar parados, manter postura de “vítima”, não sair da zona de conforto, e, não estimular a mente com hábitos e comportamentos saudáveis, com certeza, vai nos proporcionar uma colheita bem ruim.
A terceira recomendação fala sobre “ter boa reputação”. Novamente temos que abordar que os comportamentos adequados são à base de uma boa reputação. Estes comportamentos passam por nome limpo na praça, não ter dívidas, não atrasar compromissos, não falar mal dos colegas e amigos.
A quarta diz que temos que “ter uma boa índole”. Índole aqui tem o mesmo significado de caráter. Uma boa índole passa por construir e manter um network adequado. Suas ações nesta direção vão solidificar ou destruir a sua marca pessoal. Cumprir com o que promete, cuidar das suas parcerias e amizades, enfim, regar de forma contínua os seus laços familiares, afetivos e profissionais.
A quinta toca num ponto muito importante, ou seja, “administre a inveja”. Mude esta energia, desprenda-se da cobiça em relação aos outros, e, focalize nas coisas que já conquistou e nas que deseja conquistar. Use um pensamento de abundância.
Por ultimo, recomenda que “sejamos prudentes e cautelosos”. Nada de impaciência ou imprudência. Agir pelo imediatismo poderá se tornar uma pedra de tropeço em sua vida. Ser cauteloso e prudente não significa ficar cabisbaixo, mas sim, que você pode correr riscos calculados, e, dispor de uma carreira mais sólida, sustentável e saudável. 

Ela afirma: ”Se você pensa pequeno, terá uma visão do negócio de acordo com sua mentalidade, ao contrário, se pensa grande, logo haverá maior probabilidade de trazer para si aquilo que idealizou.”

sexta-feira, 27 de março de 2015

Ano 4 Post 100 - ESTRATÉGIA, GESTÃO E LIDERANÇA NA PRÁTICA – MAIS DE QUATRO ANOS DIVULGANDO INFORMAÇÕES DIGITAIS NESTAS ÁREAS.






Em mais de quatro anos emitimos mensalmente recomendações de melhoria sobre estratégia, gestão e liderança na prática. Às vezes, um post por mês, mas na maioria dos meses deste período, um post por semana. E, sem nos darmos conta o tempo passou muito rápido e chegamos ao Post no. 100.
 O propósito inicial no lançamento do blog em 2011 foi o de compartilhar com todos os nossos clientes e parceiros as boas ideias encontradas no nosso relacionamento profissional com empresários, executivos, palestrantes e outros consultores. As pessoas que nos conhecem, ou que contratam os nossos serviços, normalmente apreciam os conteúdos como observamos nos vários retornos que recebemos pessoal e por escrito. Eles acabam comentando sobre os nossos posts com seus amigos ou colaboradores, e, constatamos um crescimento contínuo de leitores, o que foi motivo de grande satisfação pelo atingimento do objetivo inicial. O Facebook foi sempre a nossa vitrine desde o início, e, temos procurado disponibilizar conteúdos de fácil leitura e que possam orientar claramente a sua aplicabilidade para proporcionar melhorias nos processo de execução ou decisão dos leitores.
O nosso próximo desafio é identificar conteúdos que ajudem aos executivos leitores conviver com a instabilidade atual e ao mesmo tempo enriquecer suas respectivas “caixas de ferramentas” com o que mais impacta e aumenta a sua produtividade atual. Por isso, vamos buscar focar em temas sobre estratégia e execução, liderança e pessoas, empreendedorismo, educação executiva, ética e sustentabilidade, inovação, e, marketing e vendas. Nossos posts além de mostrar experiências bem sucedidas, vão mostrar também como cortar custos, alavancar a competitividade, acompanhar inovações setoriais e como ajudar a resolver dilemas da liderança. Por tudo isso, é fundamental que você nos ajude e participe com os seus comentários sobre o que concorda ou discorda, ou também, com recomendações de assuntos que no futuro gostaria de ver publicados em nosso blog.

Enfim, o que efetivamente desejamos é continuar a gerar ideias. Sabemos que a criação da demanda ao nosso blog acontece através da relação emocional do nosso leitor com os posts publicados. Pessoas criativas aprendem o tempo todo. A arena competitiva vai continuar exigindo que os executivos tenham a mentalidade aberta à instabilidade e a capacidade de tolerar a mudança constante. Desejamos que o nosso trabalho ajude a desenvolver a habilidade de adquirir novas habilidade, e, como previu Charles Darwim há 150 anos, “não será o mais forte ou o mais inteligente que sobreviverá, e sim aquele com a maior capacidade de adaptação”.

quinta-feira, 19 de março de 2015

Ano 4 Post 99 - QUAL É O DIFERENCIAL DOS MELHORES COLABORADORES NA EMPRESA?








A situação está tremendamente desconfortável para os empreendedores em função do clima de instabilidade do país. Com a divulgação na nova pesquisa de avaliação do Governo Dilma ontem publicada, onde 62 % acham o governo ruim ou péssimo, e, tão somente 13 % acham que ele é bom, podemos esperar que a tendência destes indicadores seja somente piorar. Se acreditarmos que para os negócios serem conduzidos com lucratividade temos uma dependência muito grande da atuação dos colaboradores, podemos projetar que, com esta crise rondando todos  nós, os esforços para engajar a equipe precisam se multiplicar. Por isso, vamos discorrer sobre dois pontos cruciais.
O primeiro, refere-se à necessidade de manter um diálogo contínuo com os colaboradores para obter seu comprometimento para com os resultados da organização. Temos obrigatoriamente que discutir com eles o que estamos fazendo bem e o que podemos melhorar. O desenvolvimento das atividades no dia a dia precisa de mais intensidade de todos, de mais análise prévia dos passos que serão dados, de mais criatividade, e, de uma avaliação mais ampla das alternativas disponíveis antes de iniciar as tarefas. A empresa precisa deixar bem claro o seu propósito de funcionamento – o da Presidente Dilma hoje é “diálogo”, como também, solicitar que os colaboradores façam algo a mais do que normalmente, além de terem uma meta clara de resultados norteando suas decisões. Basta olhar para o desempenho da equipe dos concorrentes para que estas respostas brotem facilmente. Hoje os nossos colaboradores para darem uma contribuição proativa precisam atingir resultados duas ou três vezes maiores que a média das equipes emgeral. Alta performance é decorrente do conhecimento integral dos processos internos de funcionamento, e, também, de não levar os feedbacks recebidos para o lado pessoal mantendo a concentração e a motivação em alta. Por outro lado, os líderes necessitam colaborar com essa boa vontade das equipes, oportunizando um ambiente de trabalho onde os erros são considerados oportunidades de aprendizado e crescimento; onde os acertos são motivo de manifestações públicas no momento que eles acontecem; e, o clima interno privilegie posturas de sinceridade, transparência e afeto. Sabemos que a coisa mais difícil para um colaborador se engajar e se comprometer com os resultados da empresa esta em se sentir seguro e informado; os líderes precisam estar atentos a estes movimentos e terem o conhecimento adequado do que seus colaboradores estão pensando, para bloquear insatisfações e estimular a satisfação. Enfim, identificar e ajudar que os sonhos de cada um dos seus colaboradores, mesmo em momentos de crise, coloquem pernas e aconteçam.

O segundo ponto crucial para permanecer sustentável neste período de crise está diretamente relacionado com a capacidade de continuar vendendo. Hoje os líderes das áreas de venda e os respectivos vendedores precisam de profundo conhecimento do processo de venda utilizado pela organização, bem como de um excelente conhecimento das habilidades necessárias para conduzir uma venda saudável. Venda saudável é aquela que não exagera na ação agressiva de fechamento de modo que o relacionamento com o cliente se mantenha em alto nível. Os vendedores precisam transmitir suas ideias de forma concisa e ter a certeza de que o seu cliente está entendendo o que está sendo dito, e, este discurso precisa estar focado em ajudá-lo. Como todo o processo de venda precisa de planejamento, é nesta fase que o líder e a equipe de vendas determinam o segmento e o perfil de cliente que vai ser procurado. O processo de prospecção precisa ser monitorado ativamente no início, no meio e no fim, e, todos os meios de prospecção precisam ser considerados hoje, ou seja, chamadas telefônicas, indicações e referências de clientes, encontro de negócios, marketing digital, etc. Seguindo esta linha de raciocínio, talvez as ações da concorrência predatória não sejam tão sentidas. Enfim, o que queremos destacar para reflexão é que um olhar mais flexível e social sobre a força de trabalho, aliado a uma revisão criteriosa nos processos de venda, tendem a nos capacitar para enfrentar as turbulências políticas e econômicas. Pensem nisso.

quinta-feira, 5 de março de 2015

Ano 4 Post 98 - Caiu na rede, é cliente por Paulo Kendzerski


O consultor Paulo Kendzerski analisa as ferramentas que em 2015 tendem a dar melhor resultado para quem pesca negócios na Internet



O consultor Paulo Kendzerski analisa as ferramentas que em 2015 tendem a dar melhor resultado para quem pesca negócios na Internet


Você deve estar pensando: lá vem mais um empresário, “metido” a guru, tentando adivinhar ou simplesmente “chutar” dicas e tendências para o ano que recentemente começou. Quando era aluno do CPOR, o Capitão Renato Amador, certa vez disse: “Não assumi a função de capitão no dia em que fui promovido. Sou capitão há muito mais tempo, pois me preparo para este posto há muitos anos”.

Eu diria que esse pensamento se aplica – e muito bem – quando falamos em tendências para o futuro. Não é a simples virada do ano que determina que a tecnologia X vingará ou que a Y morrerá, por exemplo. A adesão em massa de uma determinada tecnologia não acontece de uma hora pra outra, ainda que saibamos que toda regra tem exceção. Mas, afinal, por qual razão afirmo isso? Porque, salvo raras exceções, a maioria das previsões acaba não se confirmando. Não porque eram equivocadas, mas por algumas das seguintes razões a seguir.

1º) O consumidor não teve consciência de que determinada tecnologia faria realmente diferença na sua vida. Então, ele não aderiu ou ela foi substituída por algo ainda melhor.

Em 2005, várias empresas líderes de mercado desenvolveram uma impressora para ser utilizada nas redes de varejo (principalmente em supermercados) e que fazia a impressão de um código de barras, o qual seria usado como cupom de desconto. A ideia era boa: o consumidor recebia o cupom via SMS, chegava à loja e o imprimia. O equipamento nem chegou a ser destaque, pois logo surgiram os leitores de QR Code, que apresentavam baixo custo, fácil instalação e operação. Ou seja, algo que poderia ser revolucionário, simplesmente morreu.

2º) O investimento na nova tecnologia não foi compatível com a capacidade de compra dos consumidores.

Mas quais tendências podem “vingar” em 2015? Você já deve ter lido muito sobre mobilidade, omnichannel, branded content, inbound marketing, mídia programática, business intelligence, big data, entre outros. Falarei sobre todos eles mais adiante; porém, pretendo debater esses tópicos de uma forma diferente. Quero abordá-los sob a ótica do resultado.

A sequência abaixo não é focada em tendências, mas sim em plataformas que dão resultado de verdade, pois é isso que todo empresário busca, não?

Plataforma Google:
Começo com uma polêmica: o Google é, realmente, uma plataforma? Na minha opinião, sim. Uma plataforma completa, que atende a necessidade do mercado em vários momentos – e não apenas do consumidor, mas também das empresas. Desde o começo, em 1998, o Google ocupou um espaço no ambiente digital que, 16 anos depois, só cresceu, apesar do surgimento de muitas outras plataformas – algumas até mesmo incríveis, mas sem o resultado que o Google oferecia. Certo dia, li que “O Google é como jeans: todo mundo usa”. Infelizmente não sei quem é o autor dessa frase, mas ela acerta em cheio na importância do Google para o mundo digital.

Um gestor preocupado com seu negócio em algum momento já acessou o Google Analytics ou recebeu um relatório com informações como origens de tráfego. É importante saber que o Google Analytics faz uma análise da audiência e da navegação de sites. No entanto, já existem ferramentas mais avançadas que avaliam o que acontece antes e depois da visita. E o que dizem os especialistas? Um bom site deve receber em torno de 3/4 da sua audiência vinda do Google. A maior parte, por meio de pesquisas gratuitas, e outra parcela (considerável) deste tráfego, através de anúncios pagos.

Busca Orgânica – Search Engine Optimization (SEO)

Grandes companhias globais de estudos e pesquisas de mercado, como Forrester, ComsCore, Gartner, entre outras, apontam que um site bem otimizado recebe entre 40% e 60% das visitas originadas em pesquisas orgânicas no Google. A conta é simples: se meu negócio depende do tráfego espontâneo que o Google oferece, minha principal decisão estratégica é investir no correto posicionamento do site da empresa. Isso acontece porque, em qualquer outra plataforma, será necessário investimento em mídia e produção de conteúdo. E o mercado exige que as empresas invistam cada vez mais em mídia, treinem verdadeiros exércitos de pessoas (e se esforcem para mantê-los na empresa) para produzir conteúdo qualificado e invistam (mais uma vez) em ferramentas para monitorar, medir e analisar os resultados.

Se a única forma de fazer uma empresa crescer é através da publicidade, é melhor repensar essa estratégia com muita urgência, pois, talvez num futuro nem tão distante, a companhia venha a fazer parte daquele grupo de empresas que nasceram, cresceram, e se desfizeram tão rapidamente que ninguém sentiu falta.

Busca Paga
O Google é, sem dúvida, a plataforma onde praticamente todas as empresas iniciaram no mundo digital, investindo em publicidade. Até 2005, 99,9% das marcas faziam publicidade somente na busca ao comprar palavras-chave. Algumas empresas criaram suas próprias plataformas de mídia com a Hotwords, mas era – e ainda é – no Google onde tudo acontece. Então a verba toda foi para lá. E continua indo, pois os resultados são fantásticos.

Hoje, contudo, o próprio Google diversificou as opções de mídia. Temos, além de mídia paga em busca por palavras-chave, a Rede Display, que substituiu com muita vantagem o modelo dos grandes portais, que ofereciam banners, pop-ups, entre outros. Eram tão amaldiçoados pelos usuários quanto pelas agências digitais, que perceberam que seus clientes não teriam o mesmo resultado do CPC (custo por clique) no modelo CPM (custo por mil).

Ao fim de 2002, surgiu o Google Shopping, que 13 anos depois tem atraído cada vez mais investimento, ao obter melhor visualização dos produtos e serviços oferecidos pelo mercado. Como se não bastassem todas essas novidades, em 2006 o Google adquiriu o Youtube, que é “apenas” a segunda ferramenta de busca mais utilizada no mundo. No Brasil, são 73 milhões de usuários, mais de 174 visualizações por pessoa ao mês e 60 milhões de pesquisas/mês. Diferentes estudos confirmam: o vídeo é uma das principais tendências para este ano.

Em meio a isso tudo, surgiu o remarketing. Se bem utilizado, pode ser grande gerador de negócios – para qualquer tipo de empresa. Porém, como tudo na vida, bom senso é fundamental. Atualmente, vemos com frequência péssimos exemplos de utilização do remarketing. Quem sabe fazer e o faz bem feito, com certeza está feliz (e ficará ainda mais). Quando falamos no Google, o texto (busca paga) passa a perder espaço para a imagem (Rede Display e Google Shopping) e para o vídeo (Youtube). E o remarketing busca manter a “lembrança” da marca visitada, enquanto o usuário segue normalmente a navegação.

Será que as pessoas preferem ler um texto em duas linhas dizendo que a empresa “X” tem o produto procurado ou elas querem ver a imagem ou um vídeo da mercadoria desejada antes de clicar? “Uma imagem vale mais que mil palavras”, já dizia o ditado.

* Paulo Kendzerski é presidente da agência de comunicação digital WBI Brasil