quinta-feira, 2 de abril de 2015

Ano 4 Post 102 - DESEQUILÍBRIO EMOCIONAL - COMO DEVEMOS LIDAR COM ELE?










Ontem o Brasil, em especial o Rio Grande do Sul, assistiu uma cena inédita: um empregado assumindo uma postura totalmente inadequada durante o horário de trabalho, ao vivo e a cores. As redes de TV durante e após a partida, e, vários jornais hoje, deram enorme divulgação ao fato. Atribuíram a um descontrole emocional do jogador que rasgou o seu contrato de trabalho e atirou os pedaços na direção da torcida do seu clube empregador. O Presidente Empregador questionado a respeito afirmou que não iria fazer o mesmo, ou seja, se posicionar de “cabeça quente”, mas, com certeza um fato com tal gravidade precisa ser analisado com profundidade, e, as medidas que serão tomadas precisam colocar todas as coisas no devido lugar. O juiz considerou uma agressão a todas as regras éticas do espetáculo e expulsou o personagem do campo. Os colegas na sua grande maioria tentaram amenizar a situação e interferiram tentando trazer à razão quem estava totalmente “fora de si”. Agora nos resta esperar pelas possíveis consequências que esta atitude impensada vai ocasionar como quebra de contrato, multa, treinamento em separado do grupo, entre outras.
Que lições podem tirar do acontecido para criar um balizamento sobre situações semelhantes que também acontecem dentro de nossas organizações? Dificilmente podemos considerar o ocorrido como um fato isolado, ou seja, que nada existia no relacionamento profissional do jogador no seu ambiente de trabalho até o dia de ontem, que pudesse fazer supor que chegássemos ao extremo que chegou, pois, mesmo com todo o cuidado que a gerencia de futebol tem de manter as anomalias dentro do que chamam de “assuntos de economia interna”, faz algum tempo que posturas e atitudes tem vindo a público mostrando uma conduta questionável em outras situações. Na verdade o tratamento interno dado a este perfil emocional não foram suficientes para inibir atitudes deste porte. Ou seja, ao contrário do que estamos habituados a pensar, muitas vezes, os gestores na sua maneira de ser e de agir não dão a importância que determinados indícios sobre a personalidade e os comportamentos dos colaboradores que nos cercam estão a clamar. No mínimo duas questões precisam ser levantadas: “Estes comportamentos e posturas que estou percebendo existir poderão deflagrar crises que ficarão difíceis de administrar? E o que posso fazer intencionalmente agora para controlar estas atitudes impulsivas e evitar assim que crises imponderáveis surjam no futuro?”.  Quem sabe estas respostas teriam evitado o vexame.

Depois da porta arrombada dificilmente as correções serão benéficas para todas as partes. As decisões e comportamentos da liderança, se não forem adequadamente divulgadas, poderão se espalhar como um vírus e afetar a cultura organizacional. Este fato crítico com certeza vai desencadear normas e novas regras de comportamentos para inibir futuras ocorrências contagiantes. Partindo da tremenda influência que os efeitos trarão ao meio envolvido, os profissionais precisam transformar radicalmente seus comportamentos e suas crenças através de estímulos corretos, e, cabe à liderança identificar e construir esses estímulos. Assim, o ambiente atual exige que os gestores busquem enxergar além do que está aparecendo; perceber a motivação real que está por trás de cada fato e de cada relacionamento; criatividade de resposta é a palavra de ordem e de manutenção da hierarquia e da normalidade. O comportamento diferente que precisamos incentivar e apoiar são no sentido da visão de abundância, do crescimento da harmonia no trabalho conjunto, e, em especial, no desenvolvimento de um clima organizacional que impulsione a organização para frente e para o crescimento sustentável.

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