Cena do filme "Como enlouquecer seu
chefe": relações de poder eram diferentes no passado.
Parceiros, na semana passada estive junto à turma
da FADERGS na disciplina Gestão Estratégica de Pessoas, e, refletimos de forma
intensa sobre as perspectivas e as mudanças na governança de pessoas dentro das
organizações. Em função do debate profundo sobre o que hoje tem mudado no
comportamento dos gestores de pessoas, resolvi compartilhar este artigo abaixo
do Eduardo Ferraz, consultor em gestão de pessoas.
São Paulo - O mundo do trabalho mudou drasticamente
nos últimos anos, e dicas de carreira tidas como "verdades
absolutas" por gerações anteriores já não fazem mais qualquer sentido.
A transformação mais perceptível está nas relações
de poder nas empresas, na opinião de Eduardo Ferraz, consultor em gestão de
pessoas.
No passado, o peso da hierarquia estava presente
nos menores detalhes. "Era preciso um grande ritual, quase uma 'missa',
para entrar na sala do chefe, por exemplo,” diz ele.
Hoje, os escritórios têm menos paredes e a
distância entre os níveis hierárquicos encolheu, num processo que também
aproximou os diferentes departamentos da empresa. Resultado: o profissional
precisa entender um pouco de todas as áreas e ter uma visão integrada do
negócio - uma cobrança que não valeu, na mesma proporção, para gerações
anteriores.
Os avanços da tecnologia são o pano de fundo de
todas essas mudanças, na visão da especialista em carreira Adriana Gomes. “A
informação corre de forma muito mais acelerada e o profissional precisa estar
sempre disposto a aprender algo totalmente novo”, diz ela.
As próprias fontes de informação sobre o mercado de trabalho se diversificaram. “Hoje,
a internet e as redes sociais são muito mais consultadas do
que coachs ou mentores”, diz Ferraz. “Você consegue comparar as suas
experiências e idéias com um número muito maior de pessoas”.
Em meio a todas essas mudanças, certas
“verdades" consagradas pelos mais velhos sobre a vida profissional
perderam sentido. Veja a seguir alguns conselhos cujo prazo de validade já
expirou, na visão dos especialistas ouvidos por EXAME.com:
1. Manda quem pode, obedece quem tem juízo
É perigoso questionar a vontade do chefe? Talvez fosse mais no passado. “As empresas querem pessoas proativas, que se manifestem quando vêem algo errado”, explica Ferraz. Se você for chamado para opinar, deve ser sincero: é melhor falar uma bobagem do que parecer omisso, segundo o consultor.
É perigoso questionar a vontade do chefe? Talvez fosse mais no passado. “As empresas querem pessoas proativas, que se manifestem quando vêem algo errado”, explica Ferraz. Se você for chamado para opinar, deve ser sincero: é melhor falar uma bobagem do que parecer omisso, segundo o consultor.
2. Permaneça o máximo tempo possível com o seu
empregador
Adriana explica que, até os anos 1980, a perspectiva de “fazer carreira” num mesmo lugar era a ambição profissional da maioria. Hoje, a estabilidade ainda é valorizada, mas passou a ser questionada quando não inclui aprendizado ou reconhecimento. “Muitos profissionais, principalmente da geração Y, não conseguem mais ficar num emprego só por ficar”, diz ela.
Adriana explica que, até os anos 1980, a perspectiva de “fazer carreira” num mesmo lugar era a ambição profissional da maioria. Hoje, a estabilidade ainda é valorizada, mas passou a ser questionada quando não inclui aprendizado ou reconhecimento. “Muitos profissionais, principalmente da geração Y, não conseguem mais ficar num emprego só por ficar”, diz ela.
3. Você precisa esperar 10 anos para ser gerente
A idéia de que existe um prazo mínimo para conseguir uma promoção já caducou. Experiência ou tempo de casa já não tem o mesmo peso de antes: basta ver a ascensão de chefes cada vez mais jovens, que chegam até a gerir pessoas mais velhas que eles. "Perfil e desempenho são os fatores que definem as promoções hoje, independentemente do tempo”, afirma Ferraz.
A idéia de que existe um prazo mínimo para conseguir uma promoção já caducou. Experiência ou tempo de casa já não tem o mesmo peso de antes: basta ver a ascensão de chefes cada vez mais jovens, que chegam até a gerir pessoas mais velhas que eles. "Perfil e desempenho são os fatores que definem as promoções hoje, independentemente do tempo”, afirma Ferraz.
4. Não importa se você odeia o seu trabalho, o
importante é estar empregado
No passado, ter um emprego era simplesmente uma forma de garantir subsistência e status. O significado atual do trabalho para a vida das pessoas é muito mais complexo. Segundo Adriana, a motivação e até a felicidade dependem de fatores mais subjetivos: ou as pessoas entendem o sentido do que estão fazendo, ou acabam se frustrando.
No passado, ter um emprego era simplesmente uma forma de garantir subsistência e status. O significado atual do trabalho para a vida das pessoas é muito mais complexo. Segundo Adriana, a motivação e até a felicidade dependem de fatores mais subjetivos: ou as pessoas entendem o sentido do que estão fazendo, ou acabam se frustrando.
5. É melhor deixar o chefe “bater o pênalti”
A teoria de que o chefe deve ser a estrela do time está perdendo adeptos, na opinião de Ferraz. Isso porque não há mais tempo para bajulações, num mercado cada vez mais competitivo. “Ninguém mais ganha nada ao deixar o gestor ‘brilhar’ nas reuniões ou assumir como suas as idéias da equipe”, afirma.
A teoria de que o chefe deve ser a estrela do time está perdendo adeptos, na opinião de Ferraz. Isso porque não há mais tempo para bajulações, num mercado cada vez mais competitivo. “Ninguém mais ganha nada ao deixar o gestor ‘brilhar’ nas reuniões ou assumir como suas as idéias da equipe”, afirma.
6. O mais importante é demonstrar esforço
“Burros de carga”, na expressão de Ferraz, não impressionam o empregador do século 21. Segundo ele, as empresas preferem profissionais que investem no aperfeiçoamento de suas habilidades àqueles que colocam todas as suas energias nas atividades do dia a dia. “É preciso ser crítico e propor mudanças”, diz. “Esforço, sozinho, já não faz a carreira de ninguém avançar".
“Burros de carga”, na expressão de Ferraz, não impressionam o empregador do século 21. Segundo ele, as empresas preferem profissionais que investem no aperfeiçoamento de suas habilidades àqueles que colocam todas as suas energias nas atividades do dia a dia. “É preciso ser crítico e propor mudanças”, diz. “Esforço, sozinho, já não faz a carreira de ninguém avançar".

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