No último sábado encerramos na
FADERGS as aulas da disciplina de Gestão Estratégica de Pessoas. Uma turma
muito boa que aprofunda e participa ativamente das reflexões sobre as mudanças
que precisamos proceder neste importante processo. Hoje o ativo intangível mais
importante das organizações, sem dúvida, é o seu capital humano. Qualidade,
gestão de riscos, gestão de custos e despesas, e, outros processos importantes
somente servem para equalizar a competitividade, porque são as pessoas que
fazem acontecer os diferenciais na realização de todos os processos essenciais
de um negócio.
Assim, a pergunta que precisamos
constantemente fazer é “qual a coisa mais importante que faço hoje no meu
trabalho?”. Tenho certeza que as respostas
serão as mais variadas e estarão em linha com os temas que mais dificuldades
causam aos resultados neste momento de inicio de crise. Eu pessoalmente destaco
“Contratar Pessoas”, pois empresas exitosas serão as que mostrarem capacidade
para criar e manter equipes incríveis e com perfil definido nos temas capazes
de fazer um business diferenciado. Pessoas inteligentes, pessoas determinadas,
que além de conhecimento técnico e tino comercial, tenham energia criativa,
coragem para correr riscos e discernimento prático. Por isso, contratar
colaboradores é muito relevante e prioritário. Ser um entrevistador confiável
precisa de questionamentos e discussões intelectuais que proporcione perceber a
capacidade do candidato de colaborar efetivamente com a visão de futuro da
empresa sem prejudicar sua cultura organizacional por não possuir crenças
limitantes. As perguntas devem ser
feitas de forma a revelar o processo de raciocínio e detectar coisas que não
estão no currículo. Preferencialmente questões que surpreendam o candidato para
que ele se revele de forma natural e indo além de respostas ensaiadas. Enfim,
precisamos encontrar pessoas multifuncionais e multidimensionais,
característica chaves para subir na carreira e alcançar sucesso neste século.
Encerrando, o líder atual precisa
ser capaz de evitar a “armadilha da competência” e dedicar mais do seu tempo
para cumprir com quatro responsabilidades: (1) construir pontes entre sua
equipe e os seus principais stakeholders; (2) elaborar e explicar
constantemente, várias vezes, suas visões sobre o futuro da empresa; (3)
engajar as pessoas neste processo de mudança contínua, prioritariamente na
busca do aumento da produtividade e redução de custos e despesas; e, (4) personificar
o processo de liderança.

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