Eu sempre considerei TOM PETERS
como um dos grandes provocadores do pensamento gerencial. Tive a oportunidade
de assistir pessoalmente a um dos seus seminários na década de 80, bem como, li
uma de suas obras mais conhecidas, O Círculo na Inovação, que na época (1998)
trazia uma mensagem muito atual, ou seja, que o mundo dos negócios está em
contínuo estado de mudança, em um estado de caos em que a inovação constante é
a única estratégia para a sobrevivência – tanto para as pessoas quanto para as empresas.
Hoje, encontrei na Revista HSM Management número 108 um novo artigo dele,
intitulado “Contagem Regressiva com Tom Peters”, onde ele afirma que os
executivos precisam de mais tempo livre para serem bons líderes nos dias de
hoje, e, para justificar a sua opinião responde a cinco questões, que de forma
simplificada vamos comentar a seguir:
5. Em sua opinião, o que falta na
discussão atual do management? Não sei. Minha melhor suposição é a de quem
ninguém tem a mínima ideia do que está fazendo. Os gestores pulam de uma coisa
para outra, caçando sem parar a próxima ideia. Hoje podemos fazer várias e
muitas coisas de uma só vez, e, não temos como deixar 50% do nosso tempo livre
para poder sonhar acordado.
4. O que exatamente os executivos
deveria fazer neste tempo livre? Grandes executivos não leem o suficiente.
Agora, mais do que nunca, precisamos nos atualizar e estudar como jamais
fizemos. Em 2012 Peters cancelou boa parte dos seus compromissos para estudar
as novidades de gestão, ficar mais esperto e para aprender coisas novas.
Deveríamos introduzir o design thinking em tudo o que
fazemos, até na resposta de um e-mail.
3. O que você tem a dizer sobre o
criticado design dos organogramas? A hierarquia não está morta, mas não pode
ser mais importante do que a cultura corporativa. E, se você é um líder,
deveria querer desenvolver pessoas para valer e tornar o ambiente de trabalho
um lugar cheio de energia, explicitação, oportunidades de crescimento e não
ficar se importando com o organograma.
2. O líder do século 21 tem mesmo
de ser diferente do do século 20? Acho que a liderança é igual, mas tem a ver
com organizar os assuntos de nossos colegas humanos e servi-los de algum modo.
Quem não estiver disposto a aprender de forma frenética não serve para liderar
e precisam ser mais engajado com pessoas, cultura e valores.
1. Organizações grandes e
pequenas ainda são diferentes? Defino a diferença entre grandes e pequenas pelo
modo como respondem ao que eu digo: os gestores das grandes dizem “Adorei o que
você disse, mas não posso fazer nada, meu chefe não deixa”, enquanto os
profissionais das PMEs falam “Foi um discurso barulhento, mas já vou implantar
algo amanhã”. Como mudamos as grandes? Pondo mais mulheres no poder, pois elas
sabem como contornar a hierarquia.
Como podemos perceber Peters
continua sendo um grande nome do pensamento gerencial e o provocador de sempre.

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