domingo, 1 de fevereiro de 2015

Ano 4 Post 94 - CONTAGEM REGRESSIVA COM TOM PETERS




Eu sempre considerei TOM PETERS como um dos grandes provocadores do pensamento gerencial. Tive a oportunidade de assistir pessoalmente a um dos seus seminários na década de 80, bem como, li uma de suas obras mais conhecidas, O Círculo na Inovação, que na época (1998) trazia uma mensagem muito atual, ou seja, que o mundo dos negócios está em contínuo estado de mudança, em um estado de caos em que a inovação constante é a única estratégia para a sobrevivência – tanto para as pessoas quanto para as empresas. Hoje, encontrei na Revista HSM Management número 108 um novo artigo dele, intitulado “Contagem Regressiva com Tom Peters”, onde ele afirma que os executivos precisam de mais tempo livre para serem bons líderes nos dias de hoje, e, para justificar a sua opinião responde a cinco questões, que de forma simplificada vamos comentar a seguir:
5. Em sua opinião, o que falta na discussão atual do management? Não sei. Minha melhor suposição é a de quem ninguém tem a mínima ideia do que está fazendo. Os gestores pulam de uma coisa para outra, caçando sem parar a próxima ideia. Hoje podemos fazer várias e muitas coisas de uma só vez, e, não temos como deixar 50% do nosso tempo livre para poder sonhar acordado.
4. O que exatamente os executivos deveria fazer neste tempo livre? Grandes executivos não leem o suficiente. Agora, mais do que nunca, precisamos nos atualizar e estudar como jamais fizemos. Em 2012 Peters cancelou boa parte dos seus compromissos para estudar as novidades de gestão, ficar mais esperto e para aprender coisas novas. Deveríamos introduzir o design thinking em tudo o que fazemos, até na resposta de um e-mail.
3. O que você tem a dizer sobre o criticado design dos organogramas? A hierarquia não está morta, mas não pode ser mais importante do que a cultura corporativa. E, se você é um líder, deveria querer desenvolver pessoas para valer e tornar o ambiente de trabalho um lugar cheio de energia, explicitação, oportunidades de crescimento e não ficar se importando com o organograma.
2. O líder do século 21 tem mesmo de ser diferente do do século 20? Acho que a liderança é igual, mas tem a ver com organizar os assuntos de nossos colegas humanos e servi-los de algum modo. Quem não estiver disposto a aprender de forma frenética não serve para liderar e precisam ser mais engajado com pessoas, cultura e valores.
1. Organizações grandes e pequenas ainda são diferentes? Defino a diferença entre grandes e pequenas pelo modo como respondem ao que eu digo: os gestores das grandes dizem “Adorei o que você disse, mas não posso fazer nada, meu chefe não deixa”, enquanto os profissionais das PMEs falam “Foi um discurso barulhento, mas já vou implantar algo amanhã”. Como mudamos as grandes? Pondo mais mulheres no poder, pois elas sabem como contornar a hierarquia.
Como podemos perceber Peters continua sendo um grande nome do pensamento gerencial e o provocador de sempre.


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