domingo, 22 de fevereiro de 2015

Ano 4 Post 95 - MINDSET – MUDANÇA DE MENTALIDADE EM RELAÇÃO AO QUE PRECISAMOS FAZER






Os estudiosos afirmam que Cultura Organizacional pode ser definida como “a maneira como fazemos as coisas dentro da empresa numa determinada época de tempo”. Desta forma, uma organização está sempre em constante mudança cultural, pois com o passar dos anos as pessoas já não são as mesmas, contratam-se colaboradores mais jovens, a tecnologia se aperfeiçoa, e, às vezes, pontos importantes se alteram. Podemos citar o “índice de rotatividade dos colaboradores” como um dos aspectos que tem prejudicado a perenidade da gestão de Recursos Humanos, pois, a cada dia está mais difícil atrair e reter bons profissionais. Empreendedores e Executivos afirmam que o perfil comportamental das pessoas tem se alterado para pior; que não existem mais colaboradores comprometidos e motivados para com o “business” do negócio; que hoje os interesses são individuais; e, que os atributos anteriormente existentes em quem buscava uma vaga, desapareceram por completo.
Bem, é verdade que o avanço da Tecnologia da Informação e a existência de um mundo interconectado instantaneamente, tem contribuído decisivamente para uma mudança comportamental importante nas características funcionais. A nova geração, denominada de Geração Y, hoje associa alegria no exercício da profissão à felicidade pessoal. Mas, como nos principais cargos temos representantes da Geração X liderando, há um choque brutal de percepções, bem como, não existe desenvolvida o que chamamos de “alfabetização relacional nos líderes”, que ainda não aprenderam a ler as pessoas, a entendê-las e servi-las melhor. Cada vez mais a questão humana vai imperar dentro do ambiente de trabalho, e, o líder que não criar significados atuais para seus colaboradores vai ter muitas dificuldades em manter o indicador citado em níveis razoáveis.
Aliás, a nova liderança precisa entender que os jovens Y são os verdadeiros agentes de mudanças que eles podem e precisam contar doravante. Se não oportunizarmos uma oxigenação dos ambientes empresariais a retenção de talentos continuará difícil. A burocracia modorrenta precisa dar lugar a uma nova forma de convivência entre as gerações; a geração X precisa sair das suas zonas de conforto e dar oportunidades de carreira à geração Y, sem esquecer que a capacidade técnica de trabalho e o conhecimento comportamental são atributos complexos que requerem uma dose razoável de experiência e o direito de ousar e errar, e, principalmente, que capacidade e maturidade não precisam ter relação direta com a idade cronológica, mas muito mais com a prontidão para enfrentar o stress e adversidades do mundo atual.
A tecnologia vai continuar moldando o futuro do trabalho. Cada vez mais se farão presentes dentro dos ambientes de trabalho dispositivos, aplicativos e soluções preferidas pela geração Y. Os representantes da geração X precisam examinar e entender melhor a relação entre o comportamento humano, a internet e as mídias sociais. Os colaboradores serão capazes de realizar com sucesso mais de duas coisas ao mesmo tempo, e, fazê-las bem. Por isso, cada vez mais os profissionais da geração Y tendem a ser valorizados de forma crescente e afirmativa; tendem a ter mais agilidade na utilização de dispositivos móveis e aplicativos; e, que a maior dificuldade encontrada por líderes e profissionais de RH em relação à geração Y é lidar com a ambição deles do “eu quero agora”.

Para mim está claro que precisamos aprender a conviver com a geração Y e perceber o tudo de bom que ela representa. Existe hoje um foco premeditado entre os RHs de que a geração Y prejudica a retenção e a produtividade. Por isso, teremos que aprender também a excluir os excessos e clichês que acompanham este movimento. Com um adequado “mindset”, com certeza, poderemos elevar as expectativas de alta performance no trabalho destes profissionais.

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