Os estudiosos afirmam que Cultura
Organizacional pode ser definida como “a maneira como fazemos as coisas dentro
da empresa numa determinada época de tempo”. Desta forma, uma organização está
sempre em constante mudança cultural, pois com o passar dos anos as pessoas já
não são as mesmas, contratam-se colaboradores mais jovens, a tecnologia se
aperfeiçoa, e, às vezes, pontos importantes se alteram. Podemos citar o “índice
de rotatividade dos colaboradores” como um dos aspectos que tem prejudicado a
perenidade da gestão de Recursos Humanos, pois, a cada dia está mais difícil
atrair e reter bons profissionais. Empreendedores e Executivos afirmam que o
perfil comportamental das pessoas tem se alterado para pior; que não existem
mais colaboradores comprometidos e motivados para com o “business” do negócio;
que hoje os interesses são individuais; e, que os atributos anteriormente
existentes em quem buscava uma vaga, desapareceram por completo.
Bem, é verdade que o avanço da Tecnologia
da Informação e a existência de um mundo interconectado instantaneamente, tem
contribuído decisivamente para uma mudança comportamental importante nas
características funcionais. A nova geração, denominada de Geração Y, hoje
associa alegria no exercício da profissão à felicidade pessoal. Mas, como nos
principais cargos temos representantes da Geração X liderando, há um choque
brutal de percepções, bem como, não existe desenvolvida o que chamamos de
“alfabetização relacional nos líderes”, que ainda não aprenderam a ler as
pessoas, a entendê-las e servi-las melhor. Cada vez mais a questão humana vai
imperar dentro do ambiente de trabalho, e, o líder que não criar significados
atuais para seus colaboradores vai ter muitas dificuldades em manter o
indicador citado em níveis razoáveis.
Aliás, a nova liderança precisa
entender que os jovens Y são os verdadeiros agentes de mudanças que eles podem
e precisam contar doravante. Se não oportunizarmos uma oxigenação dos ambientes
empresariais a retenção de talentos continuará difícil. A burocracia modorrenta
precisa dar lugar a uma nova forma de convivência entre as gerações; a geração
X precisa sair das suas zonas de conforto e dar oportunidades de carreira à
geração Y, sem esquecer que a capacidade técnica de trabalho e o conhecimento
comportamental são atributos complexos que requerem uma dose razoável de
experiência e o direito de ousar e errar, e, principalmente, que capacidade e
maturidade não precisam ter relação direta com a idade cronológica, mas muito
mais com a prontidão para enfrentar o stress e adversidades do mundo atual.
A tecnologia vai continuar
moldando o futuro do trabalho. Cada vez mais se farão presentes dentro dos
ambientes de trabalho dispositivos, aplicativos e soluções preferidas pela
geração Y. Os representantes da geração X precisam examinar e entender melhor a
relação entre o comportamento humano, a internet e as mídias sociais. Os
colaboradores serão capazes de realizar com sucesso mais de duas coisas ao
mesmo tempo, e, fazê-las bem. Por isso, cada vez mais os profissionais da
geração Y tendem a ser valorizados de forma crescente e afirmativa; tendem a
ter mais agilidade na utilização de dispositivos móveis e aplicativos; e, que a
maior dificuldade encontrada por líderes e profissionais de RH em relação à
geração Y é lidar com a ambição deles do “eu quero agora”.
Para mim está claro que
precisamos aprender a conviver com a geração Y e perceber o tudo de bom que ela
representa. Existe hoje um foco premeditado entre os RHs de que a geração Y
prejudica a retenção e a produtividade. Por isso, teremos que aprender também a
excluir os excessos e clichês que acompanham este movimento. Com um adequado
“mindset”, com certeza, poderemos elevar as expectativas de alta performance no
trabalho destes profissionais.

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