quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Ano 4 Post 93 - UMA IDEOLOGIA DE RH COM FORTE BASE INCLUSIVA E AGREGADORA






Neste ano de 2015 tudo indica que teremos que administrar nosso negócio com muita atenção em relação aos custos e receitas, bem como, em relação aos processos internos de funcionamento. Sem dúvidas uma das áreas que merece todo o nosso cuidado é a de Recursos Humanos.
Para nós a área de recursos humanos, planeja e desenvolvem estratégias de recrutamento e seleção, treinamento e desenvolvimento, planos de cargos e salários, administração de pessoal, relações trabalhistas e sindicais, tudo de acordo com as exigências legais e políticas da empresa. Elabora também ações de pesquisa de clima organizacional para mensurar a satisfação dos colaboradores, e apoia os gestores e diretores na gestão das pessoas através de orientações e feedbacks. Um gerente de RH tem por obrigação fazer com que estes processos internos funcionem. E, podemos afirmar que as empresas precisam focar demais nestas atividades, pois nenhuma outra área vai precisar dar uma resposta tão afirmativa nestes momentos difíceis.
Por que afirmamos isso: (1) A maioria dos CEOs está desapontados com os resultados que o RH vem atingindo; (2) Os RHs não atuam como os profissionais das áreas de vendas, produção ou finanças como parceiros de confiança; (3) A maioria dos RHs é orientada para a parte legal/trabalhista e suas especialidades, incapazes de se relacionar com o mundo real dos negócios; (4) Os principais executivos de RH tem formação em outras áreas do negócio; como advocacia e engenharia; (5) As empresas não tem o RH separado em duas linhas, ou seja, a parte mais legal e operacional sendo orientada pela área de finanças, e, a parte mais organizacional e de liderança, que cuida mais de desenvolvimento de talentos, fazendo assessments e as ligações entre o sistema social e o desenvolvimento financeiro, orientada por gerente de RH capacitado; (6) Enfim, não conseguem incrementar a sensibilidade do negócio para ajudar à sua empresa a atingir o seu máximo.
O que recomendamos para iniciar um processo de mudança proativa na área de RH: (1) Separar as atividades estratégicas (pessoas) das administrativas (processos internos), mas dentro do RH e sob a coordenação de um gerente de RH efetivamente competente; talento está se tornando mais escasso do que capital financeiro e o gestor de pessoas é tão importante quando o gestor de finanças; (2) O gerente de RH precisa participar ativamente do processo de gestão estratégica, e, as realizações de RH vão muito além de suas atividades, pois a competência em recursos humanos pressupõe que este profissional tenha conhecimento e habilidades que consistentemente entreguem valor; (3) A gestão de pessoas não pode ser desempenhada por quem tem o foco em parte legal e processual e pouca intimidade com o negócio; (4) As discussões sobre gestão de pessoas tem que serem coordenadas pelo CEO e pelo Conselho de Administração, para que a gestão facilite a integração e a motivação dos colaboradores; (5) Normalmente, os acionistas se satisfazem com o RH processual, e não se preocupam com os objetivos estratégicos que precisam alcançar; (6) Por último, recomendamos que os principais executivos da organização não confundam a mudança do gerente de RH com uma reforma estrutural que vai resolver todos os impasses operacionais e estratégicos, pois trocar uma pessoa por outra mais capacitada não vai produzir a necessária geração de valor, pois isto é uma obrigação de todos. 

A reconhecimento que a gestão de pessoas chegou a um nível prioritário para a sobrevivência sustentável do negócio precisa ser assimilada de forma completa pelo empreendedor e seus principais executivos. Precisam parar de pensar num formato antigo e começar a inovar. 

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