Tenho me dedicado muito a estudar Desenvolvimento
Humano, área que merece toda a atenção de quem se preocupa com a perenidade das
organizações. Encontrei este artigo abaixo de 19.02.2014 que está muito em
linha com os meus últimos posts publicados, ou seja, este tema da geração Y
começa a merecer atenção especial em vários segmentos.
Ágeis, e, em grande
parte das vezes, ambiciosos, os jovens têm algumas
características que vão ao encontro das necessidades do mercado de trabalho
atual. Mas muitos ainda deixam a desejar em relação a alguns aspectos, segundo
o headhunter Felipe Brunieri, da Talenses.
“Em perfis mais
jovens, as empresas têm sentido falta de algumas habilidades técnicas e
comportamentais”, diz ele com base no feedback de empresas clientes.
Confira as
principais queixas, segundo o headhunter:
1. Inglês não fluente
Esta é principal
queixa das empresas, segundo o headhunter. Mesmo com boa capacidade de leitura
e compreensão do idioma, tropeços na hora da conversação são bastante
frequentes, sobretudo, entre profissionais da área comercial, de TI e também de
engenharia.
“Nas áreas de
finanças, fusões e aquisições, relações internacionais e marketing há mais
pessoas com inglês fluente”, diz Brunieri.
Na opinião de Diego
Leão, fundador do Personal Carreira, estudar o idioma é uma das dicas mais
importantes para quem quer começar bem na carreira.
“Inglês fluente é
um dos requisitos para participar dos grandes programas de trainee que são trampolins
para a carreira dos jovens. É só ver o número de executivos de sucesso que
foram trainees”, diz.
2. Conhecimento superficial
A “geração Google”
encontra dificuldades na hora de aprofundar em temas mais técnicos, segundo
Brunieri.“O acesso à informação é fácil, mas a profundidade desta mesma
informação não é considerável”, diz o headhunter da Talenses. De acordo com
ele, o problema é mais crítico em setores técnicos e de suporte em finanças, TI
e engenharia.
O foco nos pontos
fracos, em vez da atenção aos talentos naturais, é um erro comum, segundo Diego
Leão. “Vejo muitas pessoas preferindo estudar assuntos em que têm mais
dificuldade. Sempre digo que é mais importante investir nos pontos fortes, ou
seja, explorar e se aprofundar naquilo que gosta e que vai bem”, diz.
3. Falta de concentração durante o expediente
A queixa é antiga e
muitos a consideram bastante antiquada. Mas ainda há empresas que consideram
redes sociais e aplicativos de mensagens os vilões da produtividade da geração
Y. “O jovem precisa estar 100% conectado e isso pode atrapalhar, na opinião de
alguns gestores”, diz.
Esta pode ser até
uma reclamação exagerada, no entanto, é fato que o sucesso chega mais cedo para
os proativos que não perdem tempo, segundo o fundador do Personal Carreira.
4. Expectativa de crescimento descolada da realidade
A vontade de
crescer na carreira é vista com bons olhos pelo mercado. A ambição exagerada,
não. “O problema surge quando ela não está de acordo com o que empresa tem
a oferecer”, diz Brunieri.
Por isso, na hora
de traçar metas e objetivos de carreira, o jovem deve levar em conta o tempo
médio necessário para fechar ciclos e evoluir profissionalmente.
E esse aspecto
varia de acordo com o segmento, de acordo com Brunieri indústrias de base,
setor bens de capital e de mineração são tradicionalmente mais conservadores em
relação ao tempo necessário para ser promovido, segundo o headhunter. Já
empresas de tecnologia e do mercado financeiro permitem ascensão
(principalmente salarial) mais rápida.
“Existem etapas que
devem ser cumpridas, porque as oportunidades aparecem para quem está, de fato,
preparado”, diz Leão.
5. Pouco comprometimento com a empresa
Uma das principais
preocupações dos departamentos de recursos humanos é em relação à alta
rotatividade de pessoas. Na visão das empresas, jovens trocam de emprego,
muitas vezes, diante do primeiro conflito profissional.
Do lado da geração
Y, mais relevante do que o comprometimento com a empresa, é participar de
projetos que façam sentido, diz Brunieri. A relação com o gestor direto também
ganha relevância, segundo ele.
Assim, para evitar
frustrações, a recomendação é olhar para estes aspectos antes mesmo de vestir o
crachá de funcionário.
Isso porque, quando as mudanças de emprego são constantes, há que se levar em conta o risco para a carreira: o carimbo de profissional volátil.
Isso porque, quando as mudanças de emprego são constantes, há que se levar em conta o risco para a carreira: o carimbo de profissional volátil.
(Revista Exame)

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