quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Ano 3 Post 81 - Inovação nos Modelos de Negócios Canvas.


Todo o empreendedor tem se preocupado muito com a inovação em suas atividades profissionais. A inovação é considerada antinatural, ou seja, não é algo que tenhamos uma tendência permanente de exploração contínua, porque nosso cérebro é treinado para reconhecer e repetir padrões. Mas, a tendência de criatividade hoje é pegar o que está funcionando e fazer diferente, mesmo que exista uma diferença grande entre inovar e ter criatividade. A inovação valorizada é aquela formada pela soma de “invenção + mercado”, ou seja, inovar passa muito por criar valor. Desta forma uma inovação que o mercado não compra não tem utilidade econômica. Assim, quando nos referimos à inovação estamos falando naquela onde um dilema ou problemas tem uma solução por meio de uma idéia de um empreendedor. Estas inovações podem ser tecnológicas, de processos e de modelos de negócios. Quero me deter nesta última, que é aquela que inovamos através de um novo modelo de negócio, criando valor para o nosso segmento de clientes principal.
Antes preciso deixar claro que existe uma diferença entre criar um modelo de negócios inovador e desenvolver um plano de negócios. O formato para se discutir os modelos de negócios novos ou já existentes tem mudado muito nos últimos tempos. Hoje, uma metodologia desenvolvida em 45 países por 470 empreendedores diferentes tomou forma e vem transformando boas idéias em bons negócios. Ela foi cocriada em grupo, ela pode ser usada livremente, e, cresce exponencialmente o número de profissionais que usam o seu modelo para a expansão dos negócios através de nove passos interligados.
Parte-se da identificação de uma proposta de valor válida para um segmento de clientes. A seguir discute-se que canais vão usar para levar o nosso produto ou serviço a este segmento de clientes. Estudam-se também as formas estratégicas para criar vínculos e reter estes clientes ativos no nosso negócio. Neste momento podemos pensar em montar um quadro de receitas para o nosso negócio que é uma das partes mais importantes do processo. Neste momento passamos a identificar os Recursos Físicos que eu vou ter que lançar mão para fazer a Receita acontecer, que podem ser recursos físicos, intelectuais, humanos ou financeiros. Estudo e descrevo também as atividades-chave que o negócio requer para fazer o nosso core business acontecer, como também, os parceiros principais como os fornecedores e prestadores de serviço, encerrando esta reflexão com uma listagem da estrutura de custos, focados nos fixos e nos variáveis, o que vai me permitir concluir se terei resultados positivos e em quanto tempo meus esforços e investimentos começam a retornar.

A este processo de reflexão seqüencial e integrado, idealizado em 2010 a partir das idéias dos empreendedores Alexandre Osterwalder e Yves Pigneur ganha espaço por ser muito simples, por ser mostrado num quadro único, e, principalmente, por ser um processo fortemente colaborativo, onde as idéias são compartilhadas entre todos. É também conhecido por Business Model Generation. 

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