Todo o empreendedor tem se
preocupado muito com a inovação em suas atividades profissionais. A inovação é
considerada antinatural, ou seja, não é algo que tenhamos uma tendência
permanente de exploração contínua, porque nosso cérebro é treinado para
reconhecer e repetir padrões. Mas, a tendência de criatividade hoje é pegar o
que está funcionando e fazer diferente, mesmo que exista uma diferença grande
entre inovar e ter criatividade. A inovação valorizada é aquela formada pela
soma de “invenção + mercado”, ou seja, inovar passa muito por criar valor.
Desta forma uma inovação que o mercado não compra não tem utilidade econômica.
Assim, quando nos referimos à inovação estamos falando naquela onde um dilema ou
problemas tem uma solução por meio de uma idéia de um empreendedor. Estas
inovações podem ser tecnológicas, de processos e de modelos de negócios. Quero
me deter nesta última, que é aquela que inovamos através de um novo modelo de
negócio, criando valor para o nosso segmento de clientes principal.
Antes preciso deixar claro que
existe uma diferença entre criar um modelo de negócios inovador e desenvolver
um plano de negócios. O formato para se discutir os modelos de negócios novos
ou já existentes tem mudado muito nos últimos tempos. Hoje, uma metodologia
desenvolvida em 45 países por 470 empreendedores diferentes tomou forma e vem
transformando boas idéias em bons negócios. Ela foi cocriada em grupo, ela pode
ser usada livremente, e, cresce exponencialmente o número de profissionais que
usam o seu modelo para a expansão dos negócios através de nove passos
interligados.
Parte-se da identificação de uma
proposta de valor válida para um segmento de clientes. A seguir discute-se que
canais vão usar para levar o nosso produto ou serviço a este segmento de
clientes. Estudam-se também as formas estratégicas para criar vínculos e reter
estes clientes ativos no nosso negócio. Neste momento podemos pensar em montar
um quadro de receitas para o nosso negócio que é uma das partes mais
importantes do processo. Neste momento passamos a identificar os Recursos
Físicos que eu vou ter que lançar mão para fazer a Receita acontecer, que podem
ser recursos físicos, intelectuais, humanos ou financeiros. Estudo e descrevo
também as atividades-chave que o negócio requer para fazer o nosso core
business acontecer, como também, os parceiros principais como os fornecedores e
prestadores de serviço, encerrando esta reflexão com uma listagem da estrutura
de custos, focados nos fixos e nos variáveis, o que vai me permitir concluir se
terei resultados positivos e em quanto tempo meus esforços e investimentos
começam a retornar.
A este processo de reflexão
seqüencial e integrado, idealizado em 2010 a partir das idéias dos
empreendedores Alexandre Osterwalder e Yves Pigneur ganha espaço por ser muito
simples, por ser mostrado num quadro único, e, principalmente, por ser um
processo fortemente colaborativo, onde as idéias são compartilhadas entre
todos. É também conhecido por Business Model Generation.

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