Esta semana tive a oportunidade de realizar uma reunião preliminar com um executivo que desejava conhecer com mais detalhes o funcionamento de um programa de coaching executivo. Aliás, excelente oportunidade de troca de informações, pois a empresa onde ele hoje esta vinculado vem crescendo muito no cenário gaúcho nos últimos anos, bem como, o seu perfil funcional é bastante afirmativo e questionador.Observei que o seu desejo de participar de um programa de desenvolvimento pessoal apoiado pelas técnicas de coaching decorre de um sentimento pessoal de não aproveitamento integral que seu gestor direto ou sua empregadora está fazendo de suas habilidades de liderança e gerenciamento, bem como, da ocorrência de outros fatores, como a natureza mutável da cultura organizacional nos últimos anos, colegas de trabalho cada vez mais instruídos em decorrência do apoio em capacitação que a empresa realiza, o ritmo das mudanças que o mercado e os clientes impõe para que a organização se mantenha competitiva nos diversos segmentos que atua, entre outros. Ele tem a sensação que um programa desta natureza, com ferramentas e metodologia atualizada, poderá lhe ajudar a construir novas atitudes, mais centrado no autoconhecimento, sem perder o controle e o foco nos resultados.
Deixei claro que o coaching não é um fenômeno novo, apesar do recente interesse que passou a despertar como modelo de desenvolvimento de pessoas. Ao longo da história da humanidade temos várias informações disfarçadas da presença da cultura coaching na vida das pessoas: os mais velhos eram considerados mais sábios e os mentores dos mais jovens; os avós, tias, primas e irmãos tinham obrigação de ajudar no desenvolvimento do saber; obrigações religiosas e a orientação constante de representantes da igreja definiam o ritmo de vida diária; sem falar nas convenções sociais e morais dentro das comunidades que puniam severamente qualquer tipo de desvio de comportamento. Somente depois da segunda guerra mundial que as culturas ocidentais começaram a despertar para o papel da felicidade individual que o vínculo profissional poderia trazer para a vida, ou não. Hoje, a crise mundial enfrentada em vários cantos do planeta, assombra a classe executiva pelo aumento contínuo e sistemático da complexidade dos acontecimentos; esta Era da Informação faz com que as estruturas matriciais abram espaço para à globalização, à meritocracia, ao aumento da produtividade, à eficiência, à mobilidade dos empregos, e, principalmente, a redução da força de trabalho como meta final de sobreviência na arena competitiva. A complexidade se apresenta através dos movimentos de reengenharia, terceirizações, formação de redes, racionalizações e muita rotatividade nos cargos executivos. Todos estão focados no seu próprio destino. Todos estão carentes e sedentos (mesmo a nível inconsciente) por demandas de coaching executivo como forma de construir novas bases para a cultura organizacional. Poucas empresas e poucos executivos se deram conta que a falta de feedback proativo, a carência de programas de desenvolvimento de carreiras, as fazem perder executivos com excelente potencial.
Por outro lado é importante considerar também que a satisfação no trabalho e o cumprimento de cada etapa no ciclo de vida pessoal e profissional, tem profunda relação entre si. Todos nós passamos por um ciclo medido em anos de vida, que vai dos 20/25 anos até ao redor dos 65 anos; em cada de suas etapas gera efeitos psicológicos, biológicos, sociais e situacionais que convergem para um estado de satisfação difusa. Este processo é inevitável e invariavelmente acontecerá na vida de todos nós, influenciando diretamente nossa capacidade e nossa maturidade. Um dos propósitos de um programa de coaching executivo é refletir e ressignificar crenças e valores para cumprir com a vivência de cada uma destas etapas deste ciclo de vida pessoal e profissional, conseguindo através do engajamento das pessoas um maior nível de aprofundamento emocional. Esta parceria emocional e financeira entre o empregador, o gestor direto e o executivo ajuda a construir o futuro e novos steps profissionais na carreira. Ela somente não funciona em situações em que o executivo já não é acreditado pela empresa; em situações onde o tratamento precisa ser dirigido para disfunções psicológias; ou, onde o executivo já tem uma nova opção que ele considera o próximo alvo a ser alcançado na sua carreira profissional.
Por tudo isso, minha recomendação foi de que o gestor direto deveria ser envolvido nesta análise de como realizar um trabalho supervisionado de coaching executivo como opção de desenvolvimento pessoal; e, que poderíamos através de uma parceria sólida (coach - coachee - gestor), construir um modelo que apoiasse decisões quanto a que fazer hoje para tornar a carreira profissional um sucesso também a médio e longo prazo. Fica muito claro para mim que a vida constantemente está nos alcançando "convites" sem cessar, sobre novas opões nos mais variados aspectos. Bem avaliar cada destes convites será decisivo em nosso caminhar rumo ao sucesso e também em nosso processo de aprendizado. Não tenho a menor dúvida de que o coaching executivo é uma ferramenta que pode ser usada para clarificar o processo de construção do futuro.
O que vocês acham?
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QUIZ
Você acredita que um programa de coaching executivo é uma poderosa ferramenta de retenção e desenvolvimento de executivos?
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