Como os resultados obtidos pela grande maioria das equipes no atual
momento não são satisfatórios em função da crise, os líderes andam mal
humorados, ríspidos, com baixa tolerância a erros ou eventos negativos. O clima
organizacional começa a deteriorar-se; os colaboradores sentem dificuldades em
manter uma atuação adequada ou de sobrepujar os obstáculos; os feedbacks passam
a ser negativos minando o comprometimento e as emoções do grupo. Os resultados
que eram positivos agora são considerados ineficientes ou ineficazes; a
lucratividade cai; a qualidade dos processos começa a cair e a produzir erros
acima dos padrões. Todos sentem uma revolução nos comportamentos e atitudes, e,
surge um questionamento nas crenças e valores, se o grupo é capaz de recuperar
as metas e confiar na capacidade das pessoas em voltar a um clima de
excelência.
O que muitos líderes não percebem é a grande necessidade de cultivar um
clima positivo no ambiente de trabalho onde as emoções positivas precisam
superar as negativas. Estresse, ansiedade e falta de confiança tem um poder
devastador no moral das pessoas. O líder tem papel importante na criação do
clima positivo nos momentos de crise para otimizar a atuação dos seus
liderados, pois críticas, ocorrências negativas, eventos ruins, desaprovações,
maus feedbacks, etc. induzem as pessoas a ter medo de errar, e, portanto,
reduzir a criatividade e a capacidade de solução de problemas. Eles tem que ter
consciência que as pessoas têm uma tendência natural de prestar mais atenção ao
negativo – ao que é ameaçador – do que ao positivo.
Líderes positivos são diferentes, porque têm a tendência de valorizar e
enfatizar o lado positivo e florescente do processo organizacional, mesmo
diante de fortes dificuldades. Não estamos recomendando manter um comportamento
de “Poliana”, mas de colocar ênfase em uma comunicação positiva, no otimismo,
nas forças e nas possibilidades de solução. Não é ignorar os erros nem os
eventos negativos, mas, a partir deles, construir soluções positivas. É
conhecer e saber usar as forças e os aspectos positivos das pessoas e da
empresa. Perdoar não é desculpar o erro ou a omissão cometido. Significa tentar
entender quem fez o que fez e ter a empatia para tentar se colocar na posição do
outro e avaliar que tipo de pressões e influência ele pode estar sofrendo.
Perdão significa abandonar o direito de pagar na mesma moeda, e é isso que
liberta e cria um sentido de gratidão que tem um efeito profundo no desempenho
das pessoas e do grupo. Vejo muito pouco líderes procurando colaboradores para
agradecer-lhes, expressar os feitos positivos por escrito e divulgar para
todos. Um relacionamento profissional positivo – com as conexões positivas e as
interações interpessoais – tem um efeito altamente benéfico nos vários aspectos
do comportamento humano e na saúde.
Enfim, recomendamos que os líderes criem redes de energia positiva
dentro das suas organizações, e, que além de serem energizadores positivos, sejam
também, otimistas, confiáveis, desprendidos, centros de influência e de
informação, que proporcionam benefícios para o ambiente organizacional, pois
estão focados a incentivar os desempenhos superiores, ajudando a cada um
individualmente também se tornarem energizadores positivos. Pessoas críticas, pessimistas, egoístas,
inflexíveis, esgotam a energia, os bons sentimentos e o entusiasmo do grupo, e,
o líder moderno tem que afastá-los, recomendando que façam carreira em outra
empresa. Tenham certeza que a atuação dos líderes centrados na valorização das
forças e na celebração dos acertos resulta um aumento muito grande na
produtividade e no desempenho dos indivíduos e do grupo.


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