quarta-feira, 24 de junho de 2015

Ano 4 Post 111 - É UMA BOA HORA PARA PROCEDER MUDANÇAS NA ESTRUTURA ORGANIZACIONAL?


Marisa, Riachuelo, Renner e C&A demitem 1,2 mil em SP -Valor Econômico - SP
O segmento de moda e vestuário ampliou o número de demissões neste ano, como reflexo da retração econômica e da queda nas vendas no varejo. Em São Paulo, as quatro maiores varejistas de moda, Renner, Riachuelo, Marisa e C&A, fecharam 1,2 mil postos de trabalho de janeiro até 15 de junho. O número de homologações é 45% maior que as demissões efetuadas no mesmo período de 2014, quando as empresas demitiram 818 pessoas. Os dados são do Sindicato dos Comerciários de São Paulo.
Vendas do varejo caem 0,6% de janeiro a maio, pior resultado em três anos -Revista Época Negócios on-line - SP
De janeiro a maio deste ano, as vendas do comércio varejista acumulam queda 0,6%. O resultado é o pior em três anos de medições pelo IDV para esse período dos primeiros cinco meses do ano. Considerando apenas o mês de maio, as vendas tiveram queda real de 3,5% na comparação com o mesmo mês de 2014. A presidente do IDV e do Magazine Luiza, Luiza Helena Trajano, considerou que o resultado reflete o cenário macroeconômico desfavorável e a piora de indicadores relevantes para o varejo, com desaceleração da renda, aumento do desemprego, contração do crédito e alta inflação.
Estou envolvido num processo onde a grande dúvida é: ou aproveitamos este momento de retração nas vendas para efetuar as mudanças que a organização esta precisando, ou, dedicamos toda a atenção para avaliar as ações necessárias centradas na retomada do negócio? A resposta que recomendei é: ambas as coisas, pois elas têm cunhos complementares e indispensáveis.
Em primeiro lugar, o escalão superior precisa aproveitar a situação para mudar radicalmente a forma de pensar, pois não se pode gastar muito tempo em reflexões sem um consequente conjunto de medidas que reduzam custos e aumentem a produtividade. E, nada mais sensato do que proceder a melhorias organizacionais que levem em conta esta premissa de economia citada. Em segundo lugar.é hora de pensar efetivamente diferente, “fora da caixa” como a geração de executivos mais jovens gosta de verbalizar, pois adotar medidas semelhantes as que em outros momentos de crise foram adotadas, não vai resolver a questão. A área financeira precisa revisar todos os pagamentos e recebimentos em atraso; a área de RH precisa assumir a responsabilidade de fazer com que o corpo funcional atue de acordo com a cultura que norteou o início das operações e apóie os líderes no gerenciamento de uma equipe engajada, comprometida e responsável por fazer as coisas efetivamente acontecerem; a área comercial tem que retomar todas as ações que aumente o contato com os clientes que realmente são importantes por que qualquer tipo de venda neste momento é crucial; a área de cadastro &cobrança precisa redobrar o cuidado na concessão de crédito e ser muito proativo no acerto das pendências; cada gestor ou cada colaborador tem que agir de forma positiva em relação aos papeis que lhes foram atribuídos, assim como, manter canais de comunicação afirmativos com toda a cadeia de valor do negócio; enfim, o “eu” deve ser extinto e a nova expressão de conquista das facilidades para construir o futuro deve ser “nós”. Precisamos de soluções criativas para os intrincados problemas de desempenho das pessoas dentro das organizações. Os resultados que estas ações precisam gerar passam por: novas idéias; pensar liderança de forma revolucionária; e, desenvolver novos reflexos mentais para superar as barreiras que fórmulas antiquadas impõem. A base de toda evolução do ser humano é baseada no conhecimento. Com ele nos arriscamos a mudar o comportamental e o atitudinal. O conhecimento autoriza novos comportamentos e novas atitudes. A liberdade nas relações aumenta a conscientização, a participação e a igualdade.
Não podemos deixar de considerar também que o avanço das tecnologias digitais subverteu tudo, inclusive os estilos de liderança, conforme explicam vários consultores organizacionais. Os empregados querem se sentir mais donos do que fazem em vez de seguir ordens apenas; os clientes querem participar do processo de marketing e de desenvolvimento; e os líderes estão descobrindo que organizações abertas e ágeis podem ser dirigidas mais eficazmente do que as organizações aonde “todo insight e direção vêm de cima”. Em “suma, não há mais espaço para o Comandante autocrático, seja ele brilhante, seja equivocado”, avaliam os executivos que já se conscientizaram da gravidade do atual momento.
Como a onde de demissões ronda todos os ambientes organizacionais, neste momento, a humildade e a ponderação tomam conta das mentes inquietas, e, uma reflexão objetiva facilita o processo de mudanças organizacionais voltadas para definir melhor o escopo de responsabilidades e atribuições, como também a adoção de medidas de aumento de vendas, redução de custos e melhora da produtividade.






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