quinta-feira, 16 de julho de 2015

Ano 4 Post 113 - SÓ É INOVADOR QUEM MELHORA A VIDA DAS PESSOAS




Tenho concentrado minhas análises e reflexões em torno do Desenvolvimento de Pessoas e Liderança. Tenho procurado passar a ideia de que qualquer empresa precisa ir além de seus produtos e serviços se deseja agregar valor para valer. O foco hoje deixou de ser o produto e está direcionado para o uso dele. Os líderes precisam caminhar para esta proposta de inovação; precisam estudar as ideias de Theodore Levitt da Harvard Business School, que foi um dos primeiros a evidenciar que as ferrovias ruíram porque não se deram conta de que não estavam no negócio de ferrovias e sim no negócio de transportes. Estamos falando de inovação consciente que afirma que além de ter bem claro o conceito de negócio se faz necessário inovar em todos os aspectos vinculados com o relacionamento com o verdadeiro cliente, pois somente pode ser inovador aquilo que efetivamente melhora a vida das pessoas. Observem a indústria automobilística e os milhares de carros que são produzidos mensalmente, onde a grande maioria dos líderes deste segmento não se dá conta que os seus produtos atuam num ecossistema muito maior do que o formado pelo veículo e pelo motorista. Aqui para melhorar a vida das pessoas a inovação precisa ser feita de outra forma. O conceito de negócio deixa de ser motores para ser mobilidade; eles tem de se envolver com planejamento urbano, parcerias público-privadas, novos materiais e novas tecnologias. Todos os impactos no relacionamento entre o veículo e os motoristas dentro da comunidade precisam ser levados em consideração nas decisões, principalmente, contribuir para a alegria e a saúde das pessoas. Ignorar esta realidade pode ocasionar uma transformação, por exemplo, da indústria automobilística passar a ser considerada uma indústria como a dos cigarros do século 21.
Hoje podemos apreciar melhor este tema nos projetos desenvolvidos pela firma de consultoria Mandalah, que assessora empresas na criação de produtos, serviços e estratégias que tenham como norte o ser humano, sem abrir mão do lucro. Seu líder Lourenço Bustani por seu conceito de inovação consciente foi incluído, em 2012, na lista das 100 pessoas mais criativas do mundo dos negócios pela revista Fast Company, na 48º posição. Startups, escolas, ONGs e governos também são atendidos por Bustani e sua equipe. “Entendemos que toda e qualquer organização gera valor e é passível de transformação”, e, “sempre que houver pessoas predispostas a mudar, poderá haver inovação consciente”, afirma Bustani.
Como as minhas análises e reflexões tem a ver com a inovação consciente? Eu atuo com Planejamento Estratégico e uso o Balanced ScoreCard para implantar os planos; desenvolvo programas de Coaching Executivo para líderes e gestores; implemento programas de liderança e de desenvolvimento de equipes. Tudo isso está interligado e sempre acabamos focados nas pessoas, nas suas ações e nas suas decisões. As técnicas tem que ser implementadas de acordo com o amadurecimento das pessoas. Por isso as ideias da inovação consciente tem tudo a ver com as linhas que adoto nas minhas abordagens.

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