Tenho concentrado minhas análises e reflexões em torno do
Desenvolvimento de Pessoas e Liderança. Tenho procurado passar a ideia de que
qualquer empresa precisa ir além de seus produtos e serviços se deseja agregar
valor para valer. O foco hoje deixou de ser o produto e está direcionado para o
uso dele. Os líderes precisam caminhar para esta proposta de inovação; precisam
estudar as ideias de Theodore Levitt da Harvard Business School, que foi um dos
primeiros a evidenciar que as ferrovias ruíram porque não se deram conta de que
não estavam no negócio de ferrovias e sim no negócio de transportes. Estamos
falando de inovação consciente que afirma que além de ter bem claro o conceito
de negócio se faz necessário inovar em todos os aspectos vinculados com o
relacionamento com o verdadeiro cliente, pois somente pode ser inovador aquilo
que efetivamente melhora a vida das pessoas. Observem a indústria
automobilística e os milhares de carros que são produzidos mensalmente, onde a
grande maioria dos líderes deste segmento não se dá conta que os seus produtos
atuam num ecossistema muito maior do que o formado pelo veículo e pelo
motorista. Aqui para melhorar a vida das pessoas a inovação precisa ser feita
de outra forma. O conceito de negócio deixa de ser motores para ser mobilidade;
eles tem de se envolver com planejamento urbano, parcerias público-privadas,
novos materiais e novas tecnologias. Todos os impactos no relacionamento entre
o veículo e os motoristas dentro da comunidade precisam ser levados em
consideração nas decisões, principalmente, contribuir para a alegria e a saúde
das pessoas. Ignorar esta realidade pode ocasionar uma transformação, por
exemplo, da indústria automobilística passar a ser considerada uma indústria
como a dos cigarros do século 21.
Hoje podemos apreciar melhor este tema nos projetos desenvolvidos pela
firma de consultoria Mandalah, que assessora empresas na criação de produtos,
serviços e estratégias que tenham como norte o ser humano, sem abrir mão do
lucro. Seu líder Lourenço Bustani por seu conceito de inovação consciente foi
incluído, em 2012, na lista das 100 pessoas mais criativas do mundo dos
negócios pela revista Fast Company, na 48º posição. Startups, escolas, ONGs e
governos também são atendidos por Bustani e sua equipe. “Entendemos que toda e
qualquer organização gera valor e é passível de transformação”, e, “sempre que
houver pessoas predispostas a mudar, poderá haver inovação consciente”, afirma
Bustani.
Como as minhas análises e reflexões tem a ver com a inovação
consciente? Eu atuo com Planejamento Estratégico e uso o Balanced ScoreCard
para implantar os planos; desenvolvo programas de Coaching Executivo para
líderes e gestores; implemento programas de liderança e de desenvolvimento de
equipes. Tudo isso está interligado e sempre acabamos focados nas pessoas, nas
suas ações e nas suas decisões. As técnicas tem que ser implementadas de acordo
com o amadurecimento das pessoas. Por isso as ideias da inovação consciente tem
tudo a ver com as linhas que adoto nas minhas abordagens.


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