Para que uma marca cresça de forma sustentável precisamos efetuar mudanças no sistema de gestão
Primeiro, vamos deixar claro qual o conceito de marca que estamos nos referindo, ou
seja, “a marca é um nome, um termo, um sinal, ou um
desenho, ou uma combinação destes elementos, com vista a identificar os
produtos e serviços de um vendedor, ou de um grupo de vendedores, e a
diferenciá-los dos concorrentes”.
Crescer de forma sustentável é uma prática que não só garante a qualidade de vida de futuras gerações,
mas que também gera lucro e diferencial competitivo.
Sistema de Gestão, por sua vez, significa realizar a integração dos processos de qualidade, meio ambiente,
segurança,
saúde ocupacional e responsabilidade social, conforme
características, atividades e necessidades de cada organização.
Como estamos projetando um
mercado extremamente competitivo em 2015, dentre as inúmeras preocupações dos
gestores, adicionamos “transformar toda a organização, deixando-a pronta para
crescer” mesmo em condições desfavoráveis da economia, da política e do
mercado. Hoje não temos mais uma ameaça de crise econômica pairando no ar;
temos uma realidade; e, a você cabe decidir: puxar o freio ou acelerar? Claro,
que a resposta mais usual será “puxar o freio para pagar as contas, não perder
mercado, e, superar a concorrência direta”. Como primeiro passo sensato do seu
sistema de gestão faça um diagnóstico da empresa, ouça principalmente os
colaboradores antigos e comprometidos, colete dados e conclua onde estão as
suas fortalezas e onde estão suas fraquezas. Em seguida, trace um planejamento
estratégico para os próximos cinco anos, e, tenha consciência que vai precisar
de 20 meses para “separar o joio do trigo” e “arrumar a casa”. No meio desse
processo você vai descobrir que em nome do futuro vai precisar mudar o atual modelo
de gestão do negócio, deixando a infraestrutura física mais moderna, usar
multicanais para manter as vendas no mesmo patamar, e, entender de vez que é
preciso ter uma estratégia de longo prazo para enfrentar este período de crise,
onde cuidar da marca (branding) é estratégico para se ter crescimento de
participação no mercado.
Tenho um cliente que vem
mudando a sua estrutura organizacional adotando em alguns momentos uma dupla
gestão para poder dar suporte aos planos futuros de crescimento. São dois
executivos diretores que “dão as cartas no negócio”. Um cuida das operações e
da expansão, dividindo o comando com o outro que cuida das finanças e parte
administrativa. A área de operações cuida de marketing, pesquisa e
desenvolvimento, gestão de clientes e fornecedores, expansão e operações. A
área de finanças cuida da tesouraria, controladoria, desenvolvimento humano e
sistema de informações gerenciais. Eles fazem uma troca constante nas decisões
e a empresa só tem ganhado com isso. O fato é que começamos agora a discutir um
novo plano estratégico. Estamos fazendo mudança nos processos internos –
incluindo a criação de novas rotinas, redesenhando-se fluxos, pesquisando os
mix de produtos ideais para complementar as coleções de cada cliente,
aperfeiçoando os sistemas de gestão de clientes (CRM), e, atacando o conceito
de qualidade “com erro zero” em todos os setores organizacionais. Conseguir que
cada colaborador entenda seu novo papel exige uma mudança cultural, pois
estamos falando do ponto de vista comportamental e técnico, mesmo tratando-se
de uma equipe muito competente e qualificada. Pretendemos terminar 2015 com um
aumento de 20% nas receitas, e, em cinco anos, dobrá-la.
O importante é que o
trabalho que está sendo desenvolvido tem conseguido que todos acreditem muito
no potencial da empresa e no mercado que ela explora. Claro que o crescimento
sustentado depende, em muito, de ajustes constantes no processo de governança
corporativa e no planejamento estratégico. O modelo de negócios dividiu os
clientes em três grupos: os grupos de produtos de menor porte e com pequena
expressão dentro do negócio do cliente como um todo; carteira de produtos nas
grandes redes de varejo que exige uma equipe de atendimento gerenciada por um
gerente de produto; e, aqueles clientes cujas contas dependem quase na sua
totalidade dos produtos atendidos pela empresa. Por isso, o crescimento
sustentado da marca deste meu cliente, inspira-se numa revisão constante do
modelo de gestão, sempre voltado para a equalização do modelo de negócio.
As vezes não damos a atenção
necessária às dificuldades que o nosso processo de governança corporativa
levanta e nos mostra existir dentro da nossa organização. Quem sabe agora que o
“cobertor deve ficar mais curto”, surja a motivação para efetuar o diagnóstico
situacional e um plano estratégico para o seu negócio.


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