terça-feira, 5 de agosto de 2014

Ano 3 Post 74 - O APAGÃO DAS BOAS PRÁTICAS DE LIDERANÇA



Uma questão que tem ocupado mentes e corações do mundo corporativo nestes dias conturbados refere-se a contrapartida que executivos (e também consultores) esperam receber das organizações pelo propósito de dedicar uma boa parte do seu tempo para cuidar dos problemas por que passam estes empregadores. Colaboram no dia a dia para que as unidades organizacionais fiquem mais focadas, com uma produtividade maior e com custos mais reduzidos, pois sabem que esta é a única forma de sobrevivência na arena competitiva. Por outro lado, o valor da remuneração não está mais no topo da lista de preferência, pois eles querem reconhecimento, querem ter a certeza que o seu esforço, sua dedicação, seu comprometimento e sua paixão pelo trabalho são percebidos pela administração superior. Querem que seus futuros empregadores tenham a certeza que a contribuição dada nas últimas experiências profissionais foi profícuas e promissoras.
No mercado de trabalho hoje o que trás maior diferenciação para as empresas é o desempenho do seu capital humano. Mas, isso nem sempre é percebido pelos administradores que fazem parte do processo de gestão superior. Alguns, por incompetência gerencial, por falta de visão estratégica, por falta de habilidade de “se impor sem se indispor”, acabam não conseguindo legitimidade nos seus cargos. Podemos ainda adicionar, que outros são colocados em posições chaves de liderança, e, por não organizarem um plano pessoal de governança corporativa não harmonizam esforços para construir um mapa estratégico básico, que consiga alinhar todas as mentes e todos os corações do quadro de lotação da empresa ao redor de um propósito estratégico que efetivamente produza resultados, aumente as participações da empresa no seu segmento de atuação, e, mantenha a cultura organizacional proativa e desafiadora para todo o capital humano.
Empregados (e também consultores) gostariam que as decisões no nível superior das organizações fossem tomadas sem estresse. Que o respeito profissional fosse mantido em todas as circunstâncias. Que não se usassem mágoas e ressentimentos pessoais nas razões ocultas de determinadas medidas. Que ao se decidir afastar recursos humanos dedicados, que o rompimento não seja totalmente inesperado e desgastante.
Para fugir dessa situação constrangedora onde executivos são dispensados muitas vezes com a desculpa que precisamos atentar para um programa de redução de gastos, vamos citar algumas dicas que podem ser seguidas nestes momentos:
·         Dê um feedback com antecedência quando precisar tomar medidas que influenciarão na permanência, no desempenho ou no relacionamento que vem sendo mantido até então.
·         Gerencie pessoalmente a evolução das providências tomadas para atingir a solução proposta nos feedbacks. Não delegue a pessoas com posição inferior aos envolvidos o processo de comunicação e ação.
·         Use um local tranqüilo para o comunicado da demissão, livre de interrupções, mostrando respeito a quem será desligado.
·         Explique com profundidade a razão do desligamento, pois esta somente será entendida se ficar clara seja qual for a situação.
·         Procure proporcionar um pacote de demissão onde o envolvido leve algum dinheiro extra pelo desligamento; procure estender seu plano de assistência médica ou estender por mais dois ou três meses seu vínculo.

Para que consigamos evidenciar de forma clara as razões pelas quais se faz ou se deixa de fazer algo, transparência é fator decisivo para o cultivo de uma boa cultura organizacional.

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