Um dos meus clientes passa neste
ano de 2014 por uma transição societária. Para muitos dos seus colaboradores
enfrentarem estes momentos de acomodação tem sido verdadeiros exercícios de
paciência. Gostem ou não, a cultura em que eles estavam inseridos criou muitas
expectativas em relação ao futuro, e, agora, estamos vendo muitas pessoas,
inconscientemente ou não, presumindo que a partir da mudança as oportunidades
para serem bem sucedidas vão escassearem.
Parte do que tenho feito no
processo de coaching que estamos realizando é buscar mostrar que talvez seja
exatamente ao contrário. As avaliações levam em conta outros critérios; as
atitudes consideradas importantes estão a serviço de outras necessidades; e, a
cultura organizacional anterior começa a ceder espaço para um nova cultura
organizacional. Procuro fazer com que as pessoas pensem sobre ganhar respeito
através do atingimento de resultados importantes para a realidade empresarial
de hoje. O status profissional somente será reconhecido se houver dedicação e
boa vontade em construí-lo. Isso mostra o caminho de realinhar o sucesso
profissional.
No que se refere à felicidade
todos tem que considerar que uma pessoa feliz produz mais. Isto é o que
qualquer empregador busca, e, em geral felicidade deve significar três coisas
para qualquer colaborador: (1) uma emoção
momentânea que todos nós estamos sujeitos a sentir sempre que cumprimos com a
nossa responsabilidade, principalmente, se estamos envolvidos em algo que
gostamos de fazer; (2) uma avaliação positiva de esforços sempre que recebemos
um feedback construtivo de nosso líder; (3) e, a satisfação que vem de uma
dimensão quase espiritual, pelo senso de conexão que podemos constatar existir
entre nossos propósitos pessoais e os norteadores estratégicos da nova empresa.
E, quando estamos falando em felicidade, estamos falando de uma mistura destas
três coisas, o que no final, se transforma em sucesso.
Assim, felicidade é como ter
saúde, uma posição profissional que faça sentido e amor, e, principalmente, paz
de espírito para fazer o que tem que ser feito. O maior obstáculo na nossa
busca de sucesso é o medo. Nestes movimentos que não temos como opinar (troca
de controle acionário) ao olharmos nos olhos dos envolvidos normalmente
percebemos certa aflição. O que nos é desconhecido sempre amedronta. Criam um
buraco negro no futuro. E, eu sempre afirmo, “Use este período como fase de
transição e aprenda quem é você verdadeiramente; do que realmente gosta; e,
muito menos de que habilidades têm. ”

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