quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Ano 4 Post 114 - Engajar as Pessoas é a principal necessidade!


Hoje, qualquer empresa que continua sendo bem sucedida apesar da crise, fez o tema de casa e adequou seus principais processos e sistemas a uma realidade de produtividade e economia de custos sem precedentes. Deve também não ter se descuidado da conquista de novos clientes e de manter um processo de avaliação do desempenho de suas lideranças e colaboradores chaves em uso contínuo e sistemático. O líder visionário se dá conta que estratégia, processos críticos e pessoas certas são o composto de governança que funciona em qualquer cenário, pois reduz os riscos, evita omissões e mantém um alinhamento estratégico que precede a ocorrência de crises internas e rombos na estrutura financeira. Este processo de gestão pautado por estas regras de funcionamento é uma fonte de aprendizado gerencial muito importante e uma experiência insubstituível para qualquer gestor ou colaborador. Assim, definir o rumo, acertar o foco, calibrar os esforços a serem despendidos em cada um dos processos chaves e aprender a olhar através do emaranhado de informações e notícias que circulam diariamente – extraindo daí o que é realmente importante para a sobrevivência operacional – proporciona a construção de um futuro alinhado e rentabilizado.
Ao final de 2014 quando da construção dos processos de planejamento estratégico para 2015 os cenários prospectivos já mostravam que iríamos enfrentar abalos no funcionamento natural dos negócios em função da debilidade da nossa economia, e, principalmente, porque as promessas da campanha eleitoral não tinham como ser cumpridas. Neste segundo semestre o recuo nos volumes de negócios estão atingindo todos os segmentos. Alguns líderes estão perplexos e uma imobilidade constrangedora retarda a ações de melhoria e aumenta os problemas de caixa. Urge uma mobilização que deve envolver a liderança executiva e todos os colaboradores para encontrar saídas para os principais gargalos operacionais. A estratégia de negócio deve ser revista com urgência, pois o horizonte de planejamento dentro deste cenário deve atingir todo o ano de 2016, e, isto obriga alinhar todo o processo de decisão a uma estratégia revista, capaz de motivar aos gestores para transformar o processo de mudança como tarefa de todos, inclusive com reflexo nos processos de incentivos e participação nos resultados. Um sistema orçamentário ágil e abrangente deve ser uma das peças norteadoras de maior utilidade. Todos os ocupantes de cargos chaves devem conhecer profundamente os fatores críticos de sucesso e ter uma noção muito clara do que precisam fazer para manter os resultados em novo patamar. Este tipo de discussão deverá instilar na equipe de funcionamento um sentimento de pertencimento impossível de ser neste momento obtido de outra forma. A cultura organizacional deve produzir de forma clara uma energia movedora que reforce a reformulação da estratégia com a sua conseqüente execução.
Enfim, apesar de muitos ainda acreditar que na crise as reflexões e analise de situações críticas devem ficar centralizadas num “Petit comitê”, discordo, e recomendo um forte engajamento das lideranças e de todos os colaboradores. Precisamos repaginar a processo de formulação da estratégia para enfrentar cenários conjunturais desfavoráveis, elaborar um mapa estratégico real e transparente e disseminar isso por toda a organização. Sem dúvidas, engajar o pessoal é uma necessidade intransferível.

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