Chamou-me a atenção uma
entrevista que Alejandro Formanchuk, especialista latino-americano em
comunicação, deu numa revista de administração de pessoas. Ele afirmou que
comunicação é cultura em movimento, como também, que o principal papel do
comunicador na empresa é passar despercebido. Sem ela nenhuma organização
sobrevive, e, para que ela funcione é preciso deixar de lado o estilo, o ego e
passarmos a nos concentrar somente nos códigos do emissor. Se pararmos a
comunicação, paramos a ação. A organização que não vislumbra a importância da
comunicação interna em seu ambiente é capaz de deixa-la ao acaso, não planejar
e permitir que muita coisa aconteça de forma errada. E, mais, é impossível
progredir em termos de cultura organizacional sem ter um processo de
comunicação organizado e planejado. A profissão de comunicador é uma atividade
difícil; ele ao invés de passar despercebido deseja se fazer notar abertamente,
o que é um grande erro.
Por isso, recomenda: a
boa comunicação é tarefa de todos e a área de comunicação não pode ter o
monopólio sobre as mensagens que são emitidas; que o líder maior deve ser o
principal comunicador da empresa; que é através de ações que nos comunicamos
muito melhor e não em palavras distribuídas nos veículos internos; e, que, se
as pessoas que fazem comunicação não são confiáveis, não teremos comunicação
eficaz.
A área de recursos
humanos precisa estar alinhada com este serviço e trabalhar junto para que uma
boa comunicação aconteça. Da mesma forma, as redes sociais tem papel decisivo
neste processo. Por último, o comunicador interno deve ser a pessoa mais
educada e culta de uma empresa.

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