Parceiros, o ambiente empresarial começa a se deteriorar de forma
rápida. As organizações caminham para vivenciarem crises de todos os formatos.
Os empresários na sua grande maioria tem retração nas suas vendas e
reivindicações cada vez mais agudas. Os trabalhadores de todos os segmentos,
inclusive os do serviço público, não tem segurança, não tem educação adequada,
não tem sistema de saúde que funcione, não tem transporte, e, começam a protestar
de forma mais violenta. O Estado, seja por convicção ou por impossibilidade
orçamentária, não consegue achar caminhos que mude esta realidade no curto
prazo. Para alguns, o caos é usado como ferramenta política. Para outros, a
pobreza inibi os processos reivindicatórios, e, coloca todos nós em estado
permanente de aflição e desesperança. Não tem melhorias no curto prazo porque a
saída está no desenvolvimento das pessoas através da educação, e esta, na forma
como é disponibilizada hoje, é incapaz de produzir o desenvolvimento que
precisamos. Por isso, precisamos focar em processos de mudança em todos os
ambientes onde podemos ter influência. Precisamos participar das definições de
novos valores, atitudes, normas e comportamentos e contribuir de forma positiva
para superar as resistências. Precisamos de mais consenso em torno de mudanças
específicas, necessárias para manter ou melhorar a saúde de nossas comunidades
e de nossas empresas.
Eu pessoalmente busco contribuir nos ambientes empresariais. Uma boa
técnica de gestão de mudanças precisa fortalecer a cultura da organização,
facilitar os mecanismos de comunicação, simplificar a hierarquia formal e a
real, e, aumentar a produtividade pela consciência coletiva da necessidade de
austeridade em todas as perspectivas. Quando a cultura da empresa está com
dificuldades para cumprir com o planejado, quando as pessoas focam mais nos
“defeitos” dos outros do que nas saídas para a empresa, quando as competências
dos ocupantes dos cargos são somente focadas na parte técnica e pouco na parte
de gestão das pessoas, e, quando os métodos, técnicas e ferramentas de controle
perdem a sua importância e começa a cair do esquecimento, o processo de mudança
leva longo tempo para começar a contribuir com a gestão de mudança.
Desta forma, todos aqueles que têm oportunidades de participar de
processos de educação empresarial, particularizados e construídos a partir das
necessidades reais da sua organização, tipo do que acontece para aqueles que
participam das Universidades Corporativas e/ou Academias de Líderes, tem que
ter a compreensão de que a “gestão de mudanças necessárias” acontece a partir
dos métodos e processos empregados para ajudar as pessoas a se adaptarem a
novos sistemas, procedimentos, processos, sequencias de trabalho ou novos
grupos de gestores ou colegas. Tem que ter uma clara conscientização do por que
determinadas mudanças são necessárias e descobrir qual a melhor forma de
ajuda-las a acontecer, qual o provável impacto que vão gerar na organização, e,
principalmente, entender que as mudanças acontecem em três graus: mudança de
hábitos, mudanças de comportamentos, e, no mais alto grau, mudança de cultura.
Seja otimista, participe positivamente, mude a sua forma tradicional de
pensar, pois somente vamos atingir resultados diferentes dos atuais, se
pensarmos e agirmos de forma diferente da atual. Precisamos construir senso de equipe, de pertencimento e de
comprometimento com o nosso futuro e com o futuro da organização a qual estamos
vinculados. Pense nisso.

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