sexta-feira, 6 de junho de 2014

Ano 3 Post 67 - Afinal, por que tenho falado tanto em gestão de mudanças?

Parceiros, o ambiente empresarial começa a se deteriorar de forma rápida. As organizações caminham para vivenciarem crises de todos os formatos. Os empresários na sua grande maioria tem retração nas suas vendas e reivindicações cada vez mais agudas. Os trabalhadores de todos os segmentos, inclusive os do serviço público, não tem segurança, não tem educação adequada, não tem sistema de saúde que funcione, não tem transporte, e, começam a protestar de forma mais violenta. O Estado, seja por convicção ou por impossibilidade orçamentária, não consegue achar caminhos que mude esta realidade no curto prazo. Para alguns, o caos é usado como ferramenta política. Para outros, a pobreza inibi os processos reivindicatórios, e, coloca todos nós em estado permanente de aflição e desesperança. Não tem melhorias no curto prazo porque a saída está no desenvolvimento das pessoas através da educação, e esta, na forma como é disponibilizada hoje, é incapaz de produzir o desenvolvimento que precisamos. Por isso, precisamos focar em processos de mudança em todos os ambientes onde podemos ter influência. Precisamos participar das definições de novos valores, atitudes, normas e comportamentos e contribuir de forma positiva para superar as resistências. Precisamos de mais consenso em torno de mudanças específicas, necessárias para manter ou melhorar a saúde de nossas comunidades e de nossas empresas.
Eu pessoalmente busco contribuir nos ambientes empresariais. Uma boa técnica de gestão de mudanças precisa fortalecer a cultura da organização, facilitar os mecanismos de comunicação, simplificar a hierarquia formal e a real, e, aumentar a produtividade pela consciência coletiva da necessidade de austeridade em todas as perspectivas. Quando a cultura da empresa está com dificuldades para cumprir com o planejado, quando as pessoas focam mais nos “defeitos” dos outros do que nas saídas para a empresa, quando as competências dos ocupantes dos cargos são somente focadas na parte técnica e pouco na parte de gestão das pessoas, e, quando os métodos, técnicas e ferramentas de controle perdem a sua importância e começa a cair do esquecimento, o processo de mudança leva longo tempo para começar a contribuir com a gestão de mudança.
Desta forma, todos aqueles que têm oportunidades de participar de processos de educação empresarial, particularizados e construídos a partir das necessidades reais da sua organização, tipo do que acontece para aqueles que participam das Universidades Corporativas e/ou Academias de Líderes, tem que ter a compreensão de que a “gestão de mudanças necessárias” acontece a partir dos métodos e processos empregados para ajudar as pessoas a se adaptarem a novos sistemas, procedimentos, processos, sequencias de trabalho ou novos grupos de gestores ou colegas. Tem que ter uma clara conscientização do por que determinadas mudanças são necessárias e descobrir qual a melhor forma de ajuda-las a acontecer, qual o provável impacto que vão gerar na organização, e, principalmente, entender que as mudanças acontecem em três graus: mudança de hábitos, mudanças de comportamentos, e, no mais alto grau, mudança de cultura.
Seja otimista, participe positivamente, mude a sua forma tradicional de pensar, pois somente vamos atingir resultados diferentes dos atuais, se pensarmos e agirmos de forma diferente da atual. Precisamos construir  senso de equipe, de pertencimento e de comprometimento com o nosso futuro e com o futuro da organização a qual estamos vinculados. Pense nisso.
                                            

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