quinta-feira, 6 de outubro de 2011

ANO 01 - POST 009 - MARCAS E O FAMILY OFFICE


As grandes marcas, na sua quase totalidade, tiveram na origem muito a ver com o nome familiar. Isto deixa bem claro que o nome da familia tem função primária de identificar e garantir a qualidade de uma gama muito grande de produtos e serviços, e, o lastro da família, está presente e dando aval no próprio surgimento do conceito de marca. Marcas conhecidas como Karsten, Swift, Hering, Lever, Matarazzo, Klabin, Renner, tem sua origem nos sobrenomes, importantes referências na época de surgimento de cada um dos produtos que elas representam, e, muitas se mantendo até hoje como marcas fortes e respeitadas. Por isso, não tem como deixar de ser uma alternativa forte quando vamos pesquisar o nome de uma marca, refletir sobre o uso do nome familiar, e, a partir daí, buscar se estabelecer uma relação de mútua protenção entre o negócio, a marca e a postura dos representantes da empresa familiar. Temos certeza que o branding contemporâneo e as organizações familiares tem muito a ganhar com o intercâmbio e com a conexão positiva entre seus universos de significados, valores e objetivos.

O mundo virou uma aldeia global e todos os dias surgem no nosso quintal uma infinidade de marcas oferecendo vantagens para atrair nossos clientes. Isto obriga que os gestores busquem de forma constante novos sentidos e novas estratégias para suas marcas e produtos. Por isso, as organizações familiares devem imprimir no coração de suas marcas, propósitos e fundamentos que explicam e sustentam seus negócios. Por exemplo, quais as cores corporativas que tem a melhor aceitação junto ao mercado dos produtos? Conheço inúmeros casos que a definição das cores corporativas usaram recursos da numerologia social. E, quanto ao perfil sócio-comportamental dos membros da família que lideram o negócio? Constatamos que em momentos de decisões estratégicas quanto a criação do futuro, as chances de acerto se potencializam se as características destes familiares estiverem presente nas escolhas das melhores alternativas de novos negócios e/ou novos produtos; é o esforço constante para profissionalizar a relação entre as estratégias do negócio e as características psico-sociais dos proprietários e acionistas.
Por tudo isso que a nossa recomendação é que as organizações familiares devem profissionalizar todos os próprietários e acionistas, estando eles com funções executivos ou somente com funções de dono do capital. A postura e as iniciativas de todos devem imprimir com nitidez e determinação símbolos e mensagens que deixem claro, sempre, as crenças e valores que deram origem ao negócio e sustentaram a marca ao longo dos anos. O processo de revitalização constante da marca corporativa pode significar a chance de agregar mais consistência e solidez no núcleo central de governança corporativa do "family office". É uma providência inteligente dispor de uma organização capacitada para desenvolver um plano que gere inspiração, gestão, expansão e até mesmo ações de sucessão na empresa familiar no formato de consultoria. Tenho convicção que faz todo o sentido buscar esta integração profissional correndo ao lado das providências operacionais e estratégicas das organizações familiares.

QUIZ
Você considera que o nível de desenvolvimento dos sócios que não desenvolvem funções executivas na sua empresa familiar estão participando de um processo de aprimoramento pessoal que apóie os negócios pessoais de cada um e a imagem corporativa da marca?

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