Se pensarmos no futuro daqui a
dez anos poderemos antever com base na série de distúrbios que estamos
enfrentando neste início de ano, que as coisas não serão nada fáceis. Hoje a
falta de segurança em qualquer lugar na nossa comunidade, a falta de respeito
ao direito de cada um de nós, e, os efeitos prejudiciais à estabilidade de
nossos negócios, são realidades que não tem perspectivas de melhoria neste
modelo de estrutura política e cultural. Precisamos nos preparar para outras
rupturas e mudanças, pois à medida que o futuro acontece cada vez mais nos
afastamos das estruturas tradicionais de solução de problemas.
Por estas razões, precisamos
reorganizar nosso sistema de diagnóstico da realidade e ficarmos preparados
para tomar a melhor decisão quando estes problemas baterem à nossa porta. Eu
sei que vislumbrar um cenário futuro de transformações constantes é de difícil
previsão, mas, no mínimo, precisamos prever quais as principais mudanças vão
ocorrer no comportamento das pessoas, no fluxo do dinheiro, nas mudanças da
tecnologia, e, na organização nos processos cruciais nas nossas empresas. Que
alternativas vamos poder lançar mão em termos de valor digital para reduzir
custos e aumentar produtividade? Lembrem-se que a medida que as inovações em
robótica avançarem, as máquinas inteligentes serão parte de nossa vida diária e
vão desencadear desafios interessantes. Não podemos fazer como o avestruz que
em momentos de indecisão coloca a cabeça dentro de um buraco; se analisarmos
tudo isso de forma positiva, vamos nos dar conta de que estas mudanças
evolutivas que afrontam o nosso dia a dia, tanto as construtivas, como as
destrutivas, vão nos conduzir a níveis de conhecimento jamais imaginados.
Em tempos turbulentos a
manutenção de um bom nível de competitividade deve focar em dois pilares: (1)
fomentar a nossa criatividade e o nosso espírito crítico por meio de um perfil
de dominância da realidade; e, (2) temos que ter a disposição para nos
assegurar que boas ideias sejam facilmente realizadas, possibilitando, assim, a
criação de novas iniciativas empresariais, mesmo que elas sejam consideradas
muito “estranhas”. Para termos o estado de espírito adequado tem que prevalecer
o espírito empreendedor, estrategista, desbravador e inovador. Os ambientes
serão altamente competitivos, por isso, temos que ter grande capacidade de
ouvir e de valorizar os relacionamentos. Não há chance para os que temem a
rejeição pessoal e os carentes de bons sentimentos de pertencimento nos seus
ambientes competitivos. Tudo isso faz parte da adaptação a esta nova realidade
conjuntural.

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