Esta importante indagação está contida na entrevista com
César Camacho nesta última edição da Revista Veja. Ele criador da maior
“Olimpíada de Matemática” no Brasil, afirma que precisamos encarar de uma vez
por todas a luta pela qualidade e começar a dar valor ao esforço e ao talento.
Quando deixamos valer o sentimento de competição, os resultados surpreendem. O
nosso sistema de ensino não está atendendo as necessidades de crescimento do
país; não estamos formando técnicos nas áreas mais carentes; e, os nossos
professores não são tão competentes para ensinar e motivar nossa juventude. Por
estas e inúmeras outras razões ele permanece numa verdadeira cruzada para que
nós brasileiros deixemos de serem os piores do mundo em matemática.
Mas, o que me deixou curioso foi à afirmação de que esta
realidade de baixo aprendizado pode mudar pelo ensino da matemática, uma vez
que ela figura entre as quatro grandes áreas do conhecimento apontadas como
fundamentais: fica ao lado da nanotecnologia; da tecnologia da informação; e da
pesquisa sobre cognição. Nanotecnologia é a possibilidade de
manipular átomos e moléculas, ou seja, colocar cada átomo e cada molécula no
lugar desejado, permitindo criar novas utilidades para insumos. Em outras
palavras, é a possibilidade de manipular a matéria conscientemente ao nível
nano, ou seja, de zero a cem nanômetros (um bilionésimo de metro chama-se
“nanômetro”,”Nano” é um prefixo que vem do grego antigo e significa “anão”). Um
bilionésimo de metro é muito pequeno, imagine uma praia começando em Salvador,
na Bahia, e indo até Natal, no Rio Grande do Norte. Pegue um grão de areia
nesta praia. Pois bem, a dimensão desse grão de areia está para o comprimento
destas praias, como o nanômetro está para o metro. (segundo o Google). A Tecnologia da Informação (TI)
pode ser definida como o conjunto de todas as atividades e soluções providas por
recursos de computação que visam permitir a produção, armazenamento,
transmissão, acesso e o uso das informações. E, as pesquisas sobre cognição ou ciência
cognitiva, ou a ciência da cognição ou as ciências cognitivas designam
normalmente o estudo científico da mente ou da inteligência (e.g. Luger 1994).
Por tudo isso, precisamos cada vez mais desenvolver
os sistemas que premiam o mérito (a meritocracia) para incentivar os que ficam
na zona de conforto e não querem ser colocados à prova, pois acreditam que não
tem condições de se sair bem. Esta história que na sala de aula todos são
iguais, em minha opinião, nos empurra para baixo.

Nenhum comentário:
Postar um comentário