segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Ano 2 - Post 48 POR QUE TEM PESSOAS QUE NÃO GOSTAM DE SISTEMAS QUE PREMIAM O MÉRITO?

 
Esta importante indagação está contida na entrevista com César Camacho nesta última edição da Revista Veja. Ele criador da maior “Olimpíada de Matemática” no Brasil, afirma que precisamos encarar de uma vez por todas a luta pela qualidade e começar a dar valor ao esforço e ao talento. Quando deixamos valer o sentimento de competição, os resultados surpreendem. O nosso sistema de ensino não está atendendo as necessidades de crescimento do país; não estamos formando técnicos nas áreas mais carentes; e, os nossos professores não são tão competentes para ensinar e motivar nossa juventude. Por estas e inúmeras outras razões ele permanece numa verdadeira cruzada para que nós brasileiros deixemos de serem os piores do mundo em matemática.
Mas, o que me deixou curioso foi à afirmação de que esta realidade de baixo aprendizado pode mudar pelo ensino da matemática, uma vez que ela figura entre as quatro grandes áreas do conhecimento apontadas como fundamentais: fica ao lado da nanotecnologia; da tecnologia da informação; e da pesquisa sobre cognição. Nanotecnologia é a possibilidade de manipular átomos e moléculas, ou seja, colocar cada átomo e cada molécula no lugar desejado, permitindo criar novas utilidades para insumos. Em outras palavras, é a possibilidade de manipular a matéria conscientemente ao nível nano, ou seja, de zero a cem nanômetros (um bilionésimo de metro chama-se “nanômetro”,”Nano” é um prefixo que vem do grego antigo e significa “anão”). Um bilionésimo de metro é muito pequeno, imagine uma praia começando em Salvador, na Bahia, e indo até Natal, no Rio Grande do Norte. Pegue um grão de areia nesta praia. Pois bem, a dimensão desse grão de areia está para o comprimento destas praias, como o nanômetro está para o metro. (segundo o Google). A Tecnologia da Informação (TI) pode ser definida como o conjunto de todas as atividades e soluções providas por recursos de computação que visam permitir a produção, armazenamento, transmissão, acesso e o uso das informações. E, as pesquisas sobre cognição ou ciência cognitiva, ou a ciência da cognição ou as ciências cognitivas designam normalmente o estudo científico da mente ou da inteligência (e.g. Luger 1994).
Por tudo isso, precisamos cada vez mais desenvolver os sistemas que premiam o mérito (a meritocracia) para incentivar os que ficam na zona de conforto e não querem ser colocados à prova, pois acreditam que não tem condições de se sair bem. Esta história que na sala de aula todos são iguais, em minha opinião, nos empurra para baixo.
 

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