terça-feira, 8 de outubro de 2019

Ano 8 - Post 144 - O fortalecimento da marca exige mudança no processo de gestão




Para que uma marca cresça de forma sustentável precisamos efetuar mudanças no sistema de gestão
Primeiro, vamos deixar claro qual o conceito de marca que estamos nos referindo, ou seja, “a marca é um nome, um termo, um sinal, ou um desenho, ou uma combinação destes elementos, com vista a identificar os produtos e serviços de um vendedor, ou de um grupo de vendedores, e a diferenciá-los dos concorrentes”.
Crescer de forma sustentável é uma prática que não só garante a qualidade de vida de futuras gerações, mas que também gera lucro e diferencial competitivo.
Sistema de Gestão, por sua vez, significa realizar a integração dos processos de qualidade, meio ambiente, segurança, saúde ocupacional e responsabilidade social, conforme características, atividades e necessidades de cada organização.
Como estamos projetando um mercado extremamente competitivo em 2015, dentre as inúmeras preocupações dos gestores, adicionamos “transformar toda a organização, deixando-a pronta para crescer” mesmo em condições desfavoráveis da economia, da política e do mercado. Hoje não temos mais uma ameaça de crise econômica pairando no ar; temos uma realidade; e, a você cabe decidir: puxar o freio ou acelerar? Claro, que a resposta mais usual será “puxar o freio para pagar as contas, não perder mercado, e, superar a concorrência direta”. Como primeiro passo sensato do seu sistema de gestão faça um diagnóstico da empresa, ouça principalmente os colaboradores antigos e comprometidos, colete dados e conclua onde estão as suas fortalezas e onde estão suas fraquezas. Em seguida, trace um planejamento estratégico para os próximos cinco anos, e, tenha consciência que vai precisar de 20 meses para “separar o joio do trigo” e “arrumar a casa”. No meio desse processo você vai descobrir que em nome do futuro vai precisar mudar o atual modelo de gestão do negócio, deixando a infraestrutura física mais moderna, usar multicanais para manter as vendas no mesmo patamar, e, entender de vez que é preciso ter uma estratégia de longo prazo para enfrentar este período de crise, onde cuidar da marca (branding) é estratégico para se ter crescimento de participação no mercado.
Tenho um cliente que vem mudando a sua estrutura organizacional adotando em alguns momentos uma dupla gestão para poder dar suporte aos planos futuros de crescimento. São dois executivos diretores que “dão as cartas no negócio”. Um cuida das operações e da expansão, dividindo o comando com o outro que cuida das finanças e parte administrativa. A área de operações cuida de marketing, pesquisa e desenvolvimento, gestão de clientes e fornecedores, expansão e operações. A área de finanças cuida da tesouraria, controladoria, desenvolvimento humano e sistema de informações gerenciais. Eles fazem uma troca constante nas decisões e a empresa só tem ganhado com isso. O fato é que começamos agora a discutir um novo plano estratégico. Estamos fazendo mudança nos processos internos – incluindo a criação de novas rotinas, redesenhando-se fluxos, pesquisando os mix de produtos ideais para complementar as coleções de cada cliente, aperfeiçoando os sistemas de gestão de clientes (CRM), e, atacando o conceito de qualidade “com erro zero” em todos os setores organizacionais. Conseguir que cada colaborador entenda seu novo papel exige uma mudança cultural, pois estamos falando do ponto de vista comportamental e técnico, mesmo tratando-se de uma equipe muito competente e qualificada. Pretendemos terminar 2015 com um aumento de 20% nas receitas, e, em cinco anos, dobrá-la.
O importante é que o trabalho que está sendo desenvolvido tem conseguido que todos acreditem muito no potencial da empresa e no mercado que ela explora. Claro que o crescimento sustentado depende, em muito, de ajustes constantes no processo de governança corporativa e no planejamento estratégico. O modelo de negócios dividiu os clientes em três grupos: os grupos de produtos de menor porte e com pequena expressão dentro do negócio do cliente como um todo; carteira de produtos nas grandes redes de varejo que exige uma equipe de atendimento gerenciada por um gerente de produto; e, aqueles clientes cujas contas dependem quase na sua totalidade dos produtos atendidos pela empresa. Por isso, o crescimento sustentado da marca deste meu cliente, inspira-se numa revisão constante do modelo de gestão, sempre voltado para a equalização do modelo de negócio.
As vezes não damos a atenção necessária às dificuldades que o nosso processo de governança corporativa levanta e nos mostra existir dentro da nossa organização. Quem sabe agora que o “cobertor deve ficar mais curto”, surja a motivação para efetuar o diagnóstico situacional e um plano estratégico para o seu negócio.



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